82 99641-3231

Golfinho é encontrado cortado em várias partes na Praia de Feliz Deserto

Nesta quinta-feira (10), mais um golfinho foi encontrado esquartejado no litoral alagoano. Desta vez, o mamífero foi encontrado cortado em várias partes, na Praia de Feliz Deserto, no Litoral Sul de Alagoas.

Uma equipe do Instituto Biota de Conservação foi acionada ao local para recolher e avaliar o animal. Informações a exemplo da espécie só serão divulgadas após avaliação de veterinários.

Embora cruel e crime previsto em lei, a captura de golfinhos é uma prática comum entre pescadores, que utilizam a nadadeira do animal como isca.

O esquartejamento acontece também para evitar que golfinhos danifiquem as redes de pesca.

Em menos de um mês, um pescador foi flagrado por um colega enquanto esquartejava um golfinho, na Praia do Pontal da Barra, em Maceió. O caso foi denunciado à Polícia Federal (PF).

Contrato vencido

Vale lembrar que o contrato do Instituto Biota de Conservação com a principal fonte de financiamento venceu no último dia 29 o que, segundo o diretor-presidente da instituição, Bruno Stefanis, compromete parte do trabalho desenvolvido pelos monitores, a exemplo do resgate de animais.

O Centro de recuperação de animais do Biota, que funciona na cidade de Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, também será fechado. “A situação ainda não foi revertida e estamos só tratando alguns animais que já estão no centro antes do fechamento, mas não podemos recolher e tratar novos animais”, pontuou Bruno Stefanis.


Verão inicia nesta sexta e previsão aponta para temperaturas em elevação

Alagoas se despede da estação das flores pra receber a época mais ensolarada do ano: o verão. A partir desta sexta-feira (21), às 19h22, horário de Brasília, os brasileiros já poderão sentir o tempo mais quente.

A Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) faz destaques para as temperaturas em elevação do Litoral ao Sertão do Estado.

A estação do verão aponta predominância de sol em todas as regiões de Alagoas desde o seu início até o dia em que se encerra dia 20 março de 2019. Nas cidades mais quentes do alto Sertão as temperaturas máximas podem chegar perto dos 40° C.

Na região litorânea, os termômetros podem marcar até 33° C em dias mais quentes. Já nas regiões do Agreste e Zona da Mata, as temperaturas podem apontar 37° C.

As características observadas para este verão também incluem possibilidade de eventos de chuva, diferentemente do que ocorreu no verão anterior.

“Este verão pode ser um pouco mais chuvoso, com possíveis trovoadas, devido ao aquecimento do oceano atlântico próximo à costa do Nordeste. Ou seja, o vapor da água é o combustível pra formação de nuvens”, explica o meteorologista da Semarh, Vinícius Pinho.


Previsão do tempo aponta possibilidade de chuvas com raios em Alagoas; confira

As chuvas devem cair em todo o Estado de Alagoas durante esta semana, começando nesta terça-feira (11). Nas regiões Agreste e Sertão elas deverão trazer também raios e rajadas de vento.

De acordo com a previsão do tempo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh/AL), as temperaturas no Estado serão amenas, com mínimas de 23 graus em todo Sertão e de 24 graus no Agreste.

 

 

 

Confira abaixo a previsão do tempo para cada região:


MPF atua na FPI do São Francisco para proteger comunidades quilombolas

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Foi o que constatou a Equipe 10, coordenada pelo Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL), nesta primeira semana da 9ª etapa da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, que tem a missão de cuidar do bem estar, da saúde e da segurança dos ribeirinhos.

A missão da Equipe 10 é a verificação in loco de violações ao patrimônio cultural e às comunidades tradicionais que precisam ser protegidas pelo poder público. Nesta primeira semana de trabalhos, foram visitadas seis comunidades quilombolas.

Serrinha dos Cocos, no município de Senador Rui Palmeira; Lagoa do Algodão, em Carneiros; Aguazinha e Gameleiro, em Olho d’Água das Flores, e; Caboclo e Cacimba do Barro, em São José da Tapera. O objetivo principal da equipe é de aproximação com as comunidades, a fim de verificar suas condições de vida e de preservação dos quilombos ainda existentes no estado de Alagoas.

Equipe 10 – A equipe Patrimônio Cultural/Comunidades Tradicionais, desta 9a etapa da FPI, é composta, além do MPF e do MP/AL, também por representantes do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (SEMUDH), do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Fundação Palmares.

Taipa e sem banheiros – Dentre as comunidades visitadas, Serrinha dos Cocos, que conta com cerca de 50 famílias, chamou atenção pelas péssimas condições de moradia de alguns quilombolas. Vivendo em casas de taipa e sem banheiros adequados, alguns desses quilombolas se encontram em condição de vulnerabilidade social e suscetíveis a doenças e constrangimentos.

O procurador da República Bruno Lamenha, que acompanhou a visita à comunidade, na última sexta-feira (09), lamentou que no século XXI ainda haja pessoas vivendo sem as mínimas condições de vida digna. “São muitas as casas de taipa, o que deixa essas pessoas vulneráveis à ação de parasitas e doenças graves, mas o mais grave é a inexistência de banheiros adequados. Vimos que há pessoas que tomam banho e defecam ao ar livre, em pequenos cubículos cobertos por panos, sem quaisquer condições de saneamento e segurança”, lamentou.

Outras situações foram identificadas, como uma conta de energia de uma moradora de casa de taipa que, acumuladas as contas não pagas, chega ao inacreditável valor de mais de R$ 1.600,00; ou a falta de cestas básicas que não são repassadas pela Fundação Palmares há mais de seis meses. A escola da comunidade, onde estudam apenas as crianças menores, também foi visitada, lá a equipe constatou que não havia merenda. As crianças maiores e os adolescentes precisam estudar no centro do município, onde há vagas para eles.

A fim de solucionar todas as situações identificadas, o MPF adotará providências junto à Funasa – Fundação Nacional da Saúde, Defensoria Pública do Estado de Alagoas e Fundação Palmares, além da Prefeitura Municipal de Senador Rui Palmeira.

Orgulho de ser quilombola – A comunidade quilombola do município de Carneiros, apesar da extrema pobreza e não ser ainda reconhecida oficialmente, demonstrou orgulho das raízes africanas e da história de resistência à escravidão de seus antepassados. Em Lagoa do Algodão, a Equipe 10 encontrou, na última terça-feira (06), uma grande comunidade espalhada. Diferente das demais, os quilombolas não estão reunidos num povoado.

Aos preconceituosos, uma anciã declara: “Se me chamam de quilombola não posso achar ruim, sou quilombola mesmo”. Não possuem água e terra, nem trabalho. Quando conseguem emprego, trabalham em fazendas do entorno. Como não possuem terra demarcada não conseguem plantar ou criar animais.

Lixo – A primeira comunidade quilombola visitada pela Equipe 10 foi a Aguazinha, no município de Olho d´Água das Flores. O pequeno quilombo, formado por 101 famílias, está localizado no meio da caatinga, não possui água e nem coleta de lixo. O lixo produzido é queimado, o que prejudica o meio ambiente.

Na segunda-feira (05), a Equipe Patrimônio Cultural/Comunidades Tradicionais constatou a existência de um pequeno posto de saúde, que conta com atendimento médico e odontológico apenas uma vez por semana. No local, a técnica do IMA verificou que o acondicionamento dos medicamentos, bem como a coleta do lixo hospitalar produzido, estavam em situação irregular.

Em todas as comunidades visitadas a questão do lixo precisa de atenção do poder público. Pois em nenhuma há coleta adequada do lixo hospitalar dos postos de saúde e em todos foi possível encontrar lixo espalhado pela natureza.

No quilombo não há fornecimento de água. Apenas recentemente foi construído um poço, mas não tem bomba e a água não é boa para o consumo humano. A questão da água é muito importante. Exceto o quilombo da Serrinha dos Cocos, todas as demais têm problemas com falta de água até para o consumo humano.

No Quilombo Caboclo, em São José da Tapera, os técnicos da FPI constataram que, apesar de haver encanamento nas casas dos quilombolas, a àgua chega muito raramente, a última vez foi há mais de três meses. Os moradores precisam percorrer cerca de dois quilômetros até o poço, que não possui bomba, para trazer baldes d´água para o consumo no povoado.

A comunidade relatou várias queixas, dentre elas: o horário de atendimento médico e odontológico no pequeno posto de saúde local; falta de segurança; precariedade da iluminação pública; escola municipal sem aula noturna e escola estadual sem aula no turno matutino; greve na escola municipal por quatro ou cinco meses neste ano e, desde que retornaram as aulas, há dias que as crianças não têm merenda, seja por falta de comida ou de gás.

Relatório final – Todas as situações verificadas pela Equipe 10 serão relatada ao final, a fim de que os diversos agentes envolvidos adotem as providências necessárias para garantir que o poder público proteja as comunidade tradicionais do sertão alagoano.

Também na segunda-feira (05), a comunidade Cacimba do Barro, em São José da Tapera, recebeu a visita da Equipe Patrimônio Cultural/Comunidades Tradicionais. O quilombo reconhecido desde 2009, conta com 35 famílias cadastradas. A visita não estava programada, mas informações sobre a Serra do Serrote (ou da Torre) fizeram os técnicos aproveitarem para conhecer a comunidade. Chamou a atenção o simples e eficiente sistema de dessalinização da água salobra, tornando-a adequada ao consumo humano e de animais.

A Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco esteve ainda no Quilombo Gameleiro, em Olho d’Água das Flores.


Fim de semana tem previsão de sol e clima seco em Alagoas

A previsão do tempo para o final de semana em Alagoas é de sol. A informação é da Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).
Neste sábado (10) a predominância é de tempo seco e temperaturas elevadas. Segundo o meteorologista da Semarh, Henrique Mendonça, quem estiver na região litorânea pode lidar com 31º C. Já no Sertão, a máxima deve ser de 38º C.
“No Litoral ainda existe a possibilidade de chuvas ocasionais nas primeiras horas da manhã no sábado, no entanto o tempo segue firme durante o dia”, pontua o meteorologista.
Para o domingo (11) as características de tempo seco e sol em todas as regiões de Alagoas não devem mudar. A temperatura estimada para o Litoral é de 31° C e 39º C no Sertão.
A previsão do tempo é atualizada diariamente pela Semarh e pode ser acessada no site www.semarh.al.gov.br, bem como no aplicativo (app) “Semarh Tempo Alagoas”, disponível para plataforma android.

FPI multa dono de loteamento em mais R$ 220 mil em Pão de Açúcar

O desmatamento e a construção de um loteamento sem licença ambiental em Pão de Açúcar, município do Sertão alagoano, rendeu ao dono do empreendimento três autos de infração que, juntos, superam a marca de 220 mil reais em multa.

As irregularidades foram constatadas durante investida da equipe de Fauna da nona etapa de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco, coordenada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) nesta quinta-feira (08).

Parte da área desmatada, mais especificamente 6,670 hectares de vegetação nativa do bioma caatinga, estava em Área de Preservação Permanente de Preservação (APPP) e, por suprimir essa vegetação, os responsáveis foram autuados em mais de 73 mil reais.

Já pelo restante da área desmatada – 42,330 hectares de vegetação – que, apesar de não estar em APPP, foi destruída sem licença ambiental, o empreendedor foi multado em 43 mil.

O fato de instalar um empreendimento utilizador de recursos ambientais – loteamento urbano – sem licença ou autorização de órgão ambiental competente rendeu uma terceira autuação aos responsáveis, esta última no valor de 110 mil e 500 reais.

Fillipe Tenorio, analista do IBAMA e coordenador da equipe Flora, que também conta técnicos do IMA, BPA e MPE/AL, explica que um levantamento via satélite revelou o desmatamento feito para o loteamento.

“O desmatamento nesse loteamento foi identificado através de imagens de satélites. Foi feito um levantamento de toda a Bacia do Rio Boqueirão pelo laboratório de geoprocessamento do IMA, em parceria com o IBAMA, e identificamos esse ponto a cerca de um quilômetro do centro de Pão de Açúcar. Constatamos a vericidade das informações e encontramos o responsável pela ação”, disse Filipe Tenório que contou ainda que mais de 70 hectares de área desmatada do bioma caatinga já foram identificados por essa edição da FPI.


Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.

Redes sociais


Facebook

Whatsapp: 82 99641-3231

Fale conosco


82 99641-3231

© 2019 RÁDIO SAMPAIO - Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Interactive MOnkey