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Prefeitura de Palmeira abre Processo Seletivo para a Educação

A Prefeitura de Palmeira dos Índios e a Secretaria Municipal de Educação lançaram sexta (05) o edital para o Processo Seletivo Simplificado (PSS) da Educação. As inscrições iniciam amanhã (09) e seguem até o dia 11 de maio, das 8h às 12h e das 14h às 17h, no prédio da antiga Dipal, situado na Av. Governador Muniz Falcão, n.º 1276, no bairro São Francisco.

As 360 vagas oferecidas são para os cargos de: Monitor de Educação de Jovens e Adultos (EJA); Monitor de Educação do Ensino Fundamental; Monitor de Língua Portuguesa; Monitor de Língua Inglesa; Monitor de Matemática; Monitor de Ciências; Monitor de História; Monitor de Geografia; Monitor de Educação Física; Monitor de Educação Infantil; Auxiliar de Educação Infantil; Auxiliar de Educação Especial; Auxiliar de Serviços Gerais; Monitor de Transporte e Instrutor de Fanfarra.

Os candidatos aprovados neste Processo serão contratados por tempo determinado, com período máximo de 12 (doze) meses, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. O PSS terá como critério a avaliação curricular dos candidatos inscritos.

A titular da pasta, Alcineide Nascimento, falou da importância do Processo Seletivo para e educação municipal. “Isso aqui é mais um sonho realizado da gestão Júlio Cezar. Estávamos ansiosos por esse momento: a publicação do Edital do Processo Seletivo Simplificado da Educação. Vamos abrir as inscrições para monitores de diversas áreas. Logo, logo, sairá o resultado do PSS e Palmeira terá profissionais qualificados para atuar na Educação Municipal no segundo semestre”, disse a secretária.

O prefeito Júlio Cezar disse que a educação é uma das prioridades do governo e a contratação dos profissionais vai dar reforço para que o município tenha um ensino de melhor qualidade. “Os nossos estudantes merecem uma educação de qualidade e professores comprometidos com o ensino ofertado a eles. Nosso município precisa reduzir o índice de analfabetismo para termos, no futuro, pessoas que também estejam qualificadas para ingressar no mercado de trabalho, pois tudo começa com a educação.

Também vamos abrir o edital da Assistência Social, e com isso, estaremos colocando três áreas com ofertas de vagas para os profissionais. Já iniciamos o PSS da Saúde, agora o da Educação, e teremos, em breve, o da Assistência Social”, finalizou o prefeito.

O edital já está disponível no Diário Oficial do Município CLIQUE AQUI.


Começam hoje as inscrições para o Enem 2017; veja o passo a passo de como fazer

Cadastro deve ser feito pelo site do Enem até 19 de maio. Prazo para pagamento da inscrição vai até 24 de maio.

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 começam nesta segunda (8), a partir das 10h. O prazo vai até as 23h59 de sexta (19). A taxa subiu para R$ 82 e o boleto precisa ser pago até 24 de maio.

Para fazer a inscrição, você precisar saber:

  • qual o endereço de acesso
  • quais os documentos necessários
  • como definir sua senha
  • como pedir atendimento especializado
  • como solicitar a isenção

No site de inscrições, o processo vai estar distribuído dentro de seis seções do site do Enem (Dados pessoais, Recursos, Prova, Ensino Médio, Escola e Questionário). Veja abaixo o passo a passo:

1. Endereço para inscrição

As inscrições ocorrem no site www.enem.inep.gov.br/participante.

2. Documentos necessários

O candidato precisa ter em mãos número do seu CPF. É necessário fornecer o dado, além da data de nascimento. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), então, vai cruzar as informações com o banco de dados da Receita Federal.

Após incluir esses dados, o nome do participante, o nome da mãe e a data de aniversário serão preenchidos automaticamente e não poderão ser alterados. Em caso de erro, é preciso clicar no item que registra a incongruência. O estudante que verificou problema deverá procurar a Receita e solicitar a alteração.

3. Definição de senha

Logo após inserir os dados pessoais, os candidatos devem escolher uma senha com no mínimo seis e no máximo 10 caracteres. Ela pode ter apenas números e letras, com distinção de minúsculas e maiúsculas.

Neste ano, após polêmica com a falta de segurança na edição anterior, o Inep determinou que a recuperação da senha só vai ocorrer via SMS ou e-mail.

O Inep ressalta que os participantes devem guardar suas senhas para evitar possíveis complicações. No ano passado, milhares de pessoas ficaram com o acesso temporariamente restrito ao sistema porque esqueceram suas senhas e precisaram criar uma nova.

4. Solicitação de atendimento especializado

Após informar os dados pessoais, o candidato passa para a seção “Recursos”. Nela vai ter que responder se precisa de atendimento especializado ou atendimento específico para fazer a prova.

São exemplos de casos que justificam o atendimento especializado: autistas, com baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência intelectual, déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez, deficiência auditiva, surdocegueira e visão monocular.

Em 2017, uma nova modalidade para auxiliar concorrentes surdos ou com deficiência auditiva será oferecida em caráter experimental: prova em vídeo libras. Esses participantes poderão selecionar apenas um tipo de recurso, já que também estará disponível a opção do tradutor-intérprete de libras.

Os estudantes que solicitarem esse tipo de recurso terão que indicar o código de Classificação Internacional de Doenças (CID) e anexar o laudo médico em formato .pdf, .png, .jpg no ato da inscrição.

Uma comissão do Inep analisará a documentação anexada e deve enviar uma resposta sobre o deferimento do pedido em um prazo de 30 dias após o encerramento do registro – em 19 de maio.

Exclusivamente nos casos de atendimentos especializados, será disponibilizada uma hora a mais de prova.

5. Atendimento específico

Gestantes, lactantes, idosos, alunos em classe hospitalar – que por motivos de saúde estudam em unidades médicas – têm o direito a atendimento específico desde que informem sua condição no ato da inscrição.

A partir deste ano, essa solicitação também poderá ser feita para candidatos diagnosticados com algumas doenças. Por exemplo, diabéticos que usem bomba de insulina. O CID será exigido no momento da inscrição.

O atendimento específico não dá direito a um hora adicional de prova.

6. Nome social

Travestis e transexuais podem solicitar o uso do nome social no exame. Para isso, devem fazer sua inscrição normalmente no site até 19 de maio.

No período entre 29 de maio e 4 de junho, devem entrar novamente na página do participante do Enem e solicitar o uso do nome social. O candidato deve ter documentos comprobatórios de sua condição.

7. Escolha do idioma e cidade da prova

Dentro da seção “Prova”, o estudante deve selecionar se quer responder a perguntas de inglês ou de espanhol como língua estrangeira.

Além disso, durante essa fase da inscrição o concorrente terá que indicar a cidade onde deseja realizar o exame, que pode ser diferente daquele cadastrado na seção de dados pessoais.

8. Informações sobre o ensino médio

Na seção “Ensino Médio”, os participantes precisam informar a sua situação em relação à conclusão do ensino médio. O sistema dá quatro opções para o candidato escolher: já concluí o ensino médio; estou cursando a última série/ano do ensino médio; estou cursando o ensino médio, mas não concluirei no ano letivo de 2017 e não estou cursando e não concluí o ensino médio.

Candidatos com menos de 18 anos que não vão concluir o ensino médio neste ano, os “treineiros”, receberão uma informação de que estão impossibilitados de usar os resultados da prova para acesso ao ensino superior.

9. Escola

Esta seção só é exigida para os candidatos que afirmaram que vão concluir o ensino médio em 2017. O participante terá que informar a unidade federativa, o município e nome da escola, ou o código da instituição.

10. Questionário socioeconômico

A penúltima etapa é o questionário socioeconômico, onde os candidatos informam questões sobre escolaridade e profissão dos pais e renda familiar.

Neste ano, os estudantes vão responder apenas 27 itens. Até 2016, eram 50.

11. Imprimir boleto ou pedir isenção

Os alunos que declararam a conclusão do ensino médio em 2017 e que estão matriculados na rede pública de ensino recebem isenção automática da taxa de inscrição e o processo é finalizado após o preenchimento do questionário socioeconômico.

Os demais concorrentes terão mais uma etapa pela frente: podem pedir para gerar o boleto de pagamento da inscrição ou solicitar isenção da taxa. Nesse último caso, os estudantes deverão identificar o motivo para esse requerimento.

Pedidos de isenção da taxa

Três grupos com direito à isenção:

  1. Concluintes do Ensino Médio matriculados na rede pública de ensino;
  2. Membros de família de baixa renda em situação de vulnerabilidade socioeconômica inscritos no CadÚnico;
  3. Membros de família com renda familiar per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que cursaram todo o Ensino Médio na rede pública ou como bolsista integral em escolas particulares.

Ao declarar carência socioeconômica ou ao cadastrar o Número de Identificação Social (NIS), o estudante receberá automaticamente a informação se a isenção foi validada. Se a solicitação não for aceita, o sistema vai gerar a Guia de Recolhimento da União (GRU).

Em coletiva técnica para explicar o processo de inscrição no certame, a diretora de gestão e planejamento do Inep, Eunice Santos, explicou que o sistema está conectado ao banco de dados do Ministério do Desenvolvimento Social.

“A qualquer momento, o Inep poderá verificar as informações fornecidas pelos candidatos e tentativas de fraudes serão punidas com eliminação”, apontou.

Até 2016, a isenção era concedida por meio da autodeclaração. As mudanças nas regras de gratuidade, segundo o órgão, foram implementadas para evitar prejuízos com o volume de abstenções. No ano passado, o rombo aos cofres públicos foi orçado em cerca de R$ 226 milhões.

12. Confirmação de inscrição

Ao concluir todas as etapas do registro, será gerado o número da inscrição em uma página com o resumo das informações recebidas. A situação do cadastro deverá ser consultada pelo participante nessa etapa do processo.

13. Prazo para mudança de dados

Até o término das inscrições – 19 de maio –, os participantes têm a opção de atualizar os dados de contato, mudar o município escolhido para a realização das provas e a opção de língua estrangeira, e solicitar atendimento especializado ou específico. Terminado o prazo, não será possível fazer qualquer alteração.

Novidades

Estudantes com surdez ou deficiência auditiva vão fazer uma prova diferente daquela aplicada aos demais concorrentes. De acordo com Eunice Santos, o exame será “mais adaptado à realidade do surdo”. Questões que possam envolver conhecimentos musicais, por exemplo, não vão constar na avaliação.

Além disso, o Inep reformulou o layout do site do Enem. Informações importantes sobre o certame poderão ser acessadas por meio do endereço enem.inep.gov.br.

O aplicativo lançado em 2016 recebeu novidades para a edição deste ano. Há uma seção de notícias destinada ao público geral. Assim, professores e pais vão conseguir acompanhar determinadas áreas que não exigem o login do participantes.

O app fornece aos usuários o espelho da redação. gabaritos e o resultado individual. A ferramenta está disponível nas plataformas Android e IOS.


Exposição homenageia povos indígenas até o dia 5 de maio

“Quem não cuida dos seus índios não ama o solo que pisa”. É com essa frase que a fotografa Karla Calheiros descreve uma de suas fotografias, que faz parte da exposição “Gerinpakó – O ritual do menino do rancho”, aberta para visitação no Museu Palácio Floriano Peixoto até o dia 5 de maio.

 

Karla Calheiros apresenta de forma singela seus registros feitos durante o ritual do Menino do Rancho, realizado pelo povo indígena Geripankó, da etnia Pankararu, da aldeia localizada no município de Pariconha, alto sertão alagoano.

 

O rito celebra como forma de agradecimento a cura de alguma doença por um “encantado”, figura central da crença Pankararu, considerado a encarnação dos espíritos protetores da aldeia, que se torna o defensor e dono da criança. Na cerimônia, o menino é colocado no centro do rancho sagrado e cercado pelos praiás (protetores), que disputam com outros homens, para imunização do menino contra os males e sua inserção como membro da sociedade.

 

“Senti a necessidade de disseminar a existência do povo Geripankó através do registro dos seus ritos, das suas manifestações culturais de forma a valorizar a cultura indígena e romper com o preconceito gerado em torno das cerimônias religiosas indígenas”, disse a fotógrafa, na apresentação da mostra, que reúne 23 fotografias.

“O meu coração está nessa exposição. O que senti fazendo as fotografias é o quero passar para as pessoas. Como a fé é importante. Essa exposição é justamente sobre a fé, é sobre você acreditar. Cada fotografia foi tirada com muito amor e carinho, mostrando como o povo indígena é importante, que eles ainda existem e que sua cultura é riquíssima”, ressalta.

Os povos indígenas são grande fonte de conhecimento e uns dos principais responsáveis pela formação da cultura brasileira, que é tão diversificada, heterogênea e peculiar. Para Karla, esse valor e importância devem ser destacados. “Devemos valorizar o que a gente tem, porque amanhã podemos não ter mais nada para contar. Se não for passado de geração em geração, vai acabar. A vida está passando e levando os caciques e os mestres. Precisamos refletir sobre o que é essencial na vida, porque bens materiais a vida leva, mas o amor ao próximo e o bem que você planta, ninguém tira de você”, destacou.

 

Mesmo com as interferências do tempo, os índios lutam e resistem todos os dias para permanecerem na terra de seus antepassados, combatendo o preconceito e afirmando o valor de sua cultura. “A gente toma todo dia o espaço deles. Isso daqui é o mínimo que eu posso fazer por eles. Se cada pessoa fizesse um pouquinho, tudo seria diferente”, ressaltou.

“Falam que o índio é desconfiado, lógico que são. As pessoas são acostumadas a meter a mão em tudo que é deles. Elas querem que eles abram as portas de suas casas e digam entrem. Não é assim. Para fazer essa exposição, eu não cheguei simplesmente na aldeia e entrei. Eu pedi licença, pedi permissão ao cacique, ao pajé, não podia tirar fotos durante a cerimônia, tinha fotografias que eu não podia tirar durante o ritual. Tive que respeitar, porque sou intrusa. Eles estão fazendo o que sabem, é a cultura deles. Índio né bicho tangível não, eles têm sentimentos também”, frisou.

“Pedimos respeito. Somos todos irmãos, o que nos diferencia são as cicatrizes que o homem branco deixou sobre meu povo, mas a gente ergue a mente pedindo força para o grande espirito e dá continuidade a nossa jornada”, disse o cacique do grupo Dzubucuá, Ryaconan, da tribo Kariri Xocó, de Porto Real do Colégio, que visitou a exposição.

 

Geripankó

 

Localizados no município de Pariconha, os Gerinpakós, da etnia Pankararu, foram os primeiros povos indígenas a reivindicarem o reconhecimento em Alagoas. Segundo historiadores, eles começaram a ocupar a região alagoana no final do século XIX, por meio dos indígenas Zé Carapina e Izabel, que fugidos das tomadas de terras durante o Império e República, formaram uma nova comunidade, distanciando geograficamente e culturalmente dos brancos da região.

 

 

 

 

 


Índios apresentam diversidade cultural para alunos da rede pública de Alagoas

Integrantes da tribo Xukuru-Kariri, de Palmeira dos Índios, fizeram apresentações artísticas. Ação aconteceu na escola Princesa Isabel, em Maceió.

Uma ação entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) levou a cultura indígena para a Escola Princesa Isabel, no bairro do Farol, em Maceió, na manhã desta terça-feira (18).

Os índios da tribo Xukuru-Kariri, de Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas, fizeram apresentações artísticas, mostraram seu artesanato e deram palestras sobre a cultura indígena para os alunos. Eles levaram artesanato feito na tribo para ser vendido na escola.

O supervisor de diversidade da Secretaria de Educação do Estado, Zezito Araújo, explicou que este projeto acontece há dois anos nas escolas da rede pública e faz parte da valorização da educação escolar indígena.

“O objetivo é discutir a realidade sócio-cultural das populações indígenas. E não é o professor, o especialista que vai fazer essa discussão, é a própria comunidade dos indígenas. Eles vão conversar com os estudantes para desconstruir essa ideia cristalizada que se tem do índio”, expõe o supervisor.

O representante da tribo Xukuru-Kariri, Purinã Celestino fala sobre a importância desse diálogo com os alunos.

“Nós viemos de lá para mostrar para as escolas, para os alunos, para os professores, a importância da temática indígena, dos povos indígenas, da sobrevivência dos povos indígenas desse Brasil, que muitas vezes são descriminados. Eu venho trazendo um pouco da cultura do Xukuru-Kariri”, diz Selestino.

A estudante Micaelle Serafim, 18, nunca teve contato com uma tribo indígena e aproveitou pra tirar foto com os índios. “Estou achando bem interessante, porque eles estão passando um pouco da cultura e do cotidiano deles, que não são muito conhecidos”, garante.

Índio Purinã Celestino disse que ação busca apresentar cultura indígena aos alunos (Foto: Hagatha Christie/G1) Índio Purinã Celestino disse que ação busca apresentar cultura indígena aos alunos (Foto: Hagatha Christie/G1)

Após vida marcada por preconceito, travesti conquista título de doutora no PR

Tese de Megg Rayara de Oliveira foi baseada na própria trajetória de vida e de outros quatro professores negros homossexuais

Antes Marco de Oliveira. Agora, Megg Rayara Gomes de Oliveira. Antes, uma vida marcada por preconceito e incompreensão. Agora, o orgulho de ser a primeira travesti negra a conquistar o título de doutora na Universidade Federal do Paraná (UFPR) – maior instituição de ensino do estado.

A paranaense de Cianorte, no norte do estado, é professora substituta de Didática na UFPR desde o início deste ano letivo, e obteve o título com a tese “O diabo em forma de gente: (r)existências de gays afeminados, viados e bichas pretas na educação”, no dia 30 de março.

O estudo, explica Megg, foi baseado na sua própria trajetória de vida e na de outros quatro professores negros homossexuais. “Minha pesquisa nasceu de uma inquietação pessoal, compartilhada por vários sujeitos que, assim como eu, se movem em busca de ocupação de espaços, seja na escola, no movimento social, e/ou na ação intelectual”, contou.

“Eu fico muito emocionada porque é difícil colocar o adjetivo de doutora, um título de doutora, antes do meu nome. Eu ainda estou absorvendo isso. Porque parecia que era uma história que não era minha porque depois de tudo que eu enfrentei nessa vida, vivenciar um momento tão potente de uma aceitação tão grande, de uma felicidade tão grande, parecia que nem era comigo”, desabafou.

Megg contou que descobriu a sua feminilidade ainda quando criança e que, desde então, luta contra o preconceito.

A dificuldade mesmo para enfrentar a sociedade, conta Megg, começou na escola. “Aí começou a complicar mais ainda essa imposição de um gênero masculino. Eu não podia mais usar a minha peruca de toalha, não podia ir pra escola com ela, aliás, eu queria ir, mas a minha mãe não deixava”, disse.

“No primeiro dia de aula, e eu lembro disso como se fosse hoje, eu cheguei mais cedo na escola e me sentei na primeira carteira porque a minha irmã sempre me dizia que as crianças mais inteligentes e dedicadas tinham que sentar nas carteiras da frente. Mas quando a professora chegou, decidiu mudar a posição dos alunos na sala. E eu não sei qual critério ela usou para fazer isso, mas me colocou na última carteira, no fundo da sala”, contou a paranaense.

Megg disse que, no fim das contas, o que a professora queria mesmo era escolher qual aluno deveria sentar perto ou longe dela na sala de aula.

“E essa não era uma postura somente da professora, era da escola, da sociedade. Embora fosse uma escola pública, municipal, havia esse critério de quem deveria avançar e quem deveria ser retido pelos professores de modo geral. E era muito recorrente, cada vez que eu levantava a mão para fazer uma pergunta, a professora me ignorava. Era muito triste mesmo”, lembrou Megg.

A travesti contou que não percebeu muita diferença sobre o tratamento em sala de aula ao entrar para o Ensino Médio e até mesmo na faculdade. “No meu doutorado, por exemplo, eu tive problemas justamente quando eu escolhia bases teóricas de origem africana ou pesquisadoras negras e pesquisadores negros para sustentar o meu discurso porque essa base era sempre desqualificada pelas professoras e professores do doutorado”, comentou.

“Decidi insistir na educação porque eu sabia que se tivesse uma boa formação escolar, teria mais chance no mercado de trabalho”, declarou a travesti.

A tese do doutorado

O estudo, além de trazer trechos sobre a própria experiência de Megg, discute racismo e homofobia como dispositivos de poder e analisa como esses professores afirmaram-se na carreira docente.

Emocionada, Megg contou que a tese não recebeu críticas da banca. Pelo contrário, foi muito elogiada e foi indicada para concorrer ao prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de melhor tese do ano.

“Isso é resultado de um esforço muito grande porque eu tinha que ter um resultado convincente. Apesar de que a banca que me avaliou, não fazia restrição nem com relação a minha negritude, nem com relação à minha identidade trans”, declarou Megg. “Eu fiquei muito feliz quando eu fui aprovada. A tese foi muito festejada pela banca”, acrescentou. A banca avaliadora de Megg Oliveira foi composta pelos professores Maria Rita de Assis César (orientadora da tese), Paulo Vinícius Baptista da Silva (UFPR), Alexsandro Rodrigues (UFES), Marcio Caetano (UFRG) e Lucimar Dias (UFPR).

“Depois dessa tese, nós fundamos uma nova linha de pesquisa na universidade voltada para diversidades, diferença e desigualdades sociais”, explicou Maria Rita.

“É um orgulho para a UFPR. E é um orgulho termos a diversidade e a inclusão e a permanência dos alunos como um dos pilares da nova gestão de reitoria. O nosso objetivo é, acima de tudo, que essa tese venha a contribuir com um conjunto de políticas internas da universidade. E que possa ser um ambiente seguro e confortável para todas as diversidades”, destacou Maria Rita.


Definida a arbitragem Fifa para as semifinais do Campeonato Alagoano

Luiz Flávio de Oliveira e Wagner Nascimento Magalhães comandarão as partidas CSA x ASA e Murici x CRB, respectivamente

A Comissão Estadual de Arbitragem (CEAF/AL) divulgou, na tarde desta segunda-feira (17), que os árbitros Luiz Flávio de Oliveira (SP) e Wagner Nascimento Magalhães (RJ) comandarão os primeiros jogos das semifinais do Campeonato Alagoano, que começam na próxima quarta-feira (19). Ambos são do quadro da Fifa.

Os árbitros são uma solicitação de ASA e Murici, que pediram arbitragem de fora para os duelos decisivos pelo Estadual.

Para o jogo em Maceió, entre CSA e ASA, Luiz Flávio de Oliveira contará com os auxiliares Cláudio Camilo da Silva (CBF/AL) e Douglas Lino da Silva (FAF). Rafael Carlos Salgueiro (FAF) e Francisco Raimundo Freitas (FAF) serão os 4º e 5º árbitros, respectivamente.

Já para a partida entre Murici e CRB, a ser realizada na cidade de Murici, o árbitro Wagner Nascimento terá como auxiliares Wagner Ferreira Barbosa (CBF/AL) e Raquel Ferreira Barbosa (CBF/AL). Os 4º e 5º árbitros serão, respectivamente, Gleiton Lins Vieira (FAF) e Ana Paula dos Santos (FAF).

 


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