82 99641-3231

Anulada questão de matemática do Enem por ser repetida: MEC vai apurar

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou hoje (12) que uma das questões da prova de Matemática e suas Tecnologias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi anulada por já ter sido usada em um vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2013, descumprindo os requisitos de ineditismo e sigilo do exame.

“A questão foi elaborada em 2012 para o Inep, por um professor que, à época, estava vinculado à UFPR. No entanto, posteriormente, em 2013, a questão foi utilizada no vestibular da própria Universidade, para ingresso em 2014, o que não deveria ter ocorrido”, informou o órgão por meio de comunicado à imprensa.

Segundo o Inep após constatar a repetição, o Ministério da Educação (MEC) instaurou uma sindicância para apurar responsabilidades, que pode resultar em processos administrativo, cível e até criminal.

O reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, colocou a Instituição à disposição para colaborar com a apuração. A Universidade tem um Acordo de Cooperação Técnica assinado com o Inep para integrar o processo de elaboração e revisão de itens do Banco Nacional de Itens (BNI).

A questão anulada tem número diferente a depender do caderno de prova do Enem 2018. Nos cadernos amarelo, laranja e verde, é a número 150. No caderno Azul, 163, no Cinza, 170 e no Rosa, 180.


Enem tem 66 eliminados e 29,2% de ausentes no segundo dia de provas

No segundo domingo de provas, 1.610.681 estudantes faltaram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o que representa 29,2% dos 5.513.726 inscritos. O índice é maior do que o do domingo passado, que foi de 24,9%, mas é menor que as taxas registradas no segundo dia de provas em 2016 e 2017.

O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou ser normal o aumento de ausências no segundo dia do exame. “O número de ausências foi menor que nos últimos anos, mas é um pouco maior do que no primeiro dia, o que é normal. Às vezes, o aluno não tem o desempenho que deseja ou imagina e acaba não indo no segundo dia”, argumentou.

Eliminados 


Neste domingo, 66 estudantes foram eliminados, a maioria por descumprimento das regras gerais do edital, como sair antes do horário permitido, usar material impresso e não atender a orientações dos fiscais. Dois foram eliminados na revista no detector de metais e por recusa na coleta dos dados biométricos.

Em nenhum local, a aplicação da prova foi suspensa. “A logística da aplicação funcionou maravilhosamente bem. Foi a melhor aplicação da história do Enem”, afirmou o ministro.

Os 1.752 participantes afetados, no domingo passado (4), pela interrupção de energia elétrica, em Porto Nacional (TO) e Franca (SP), têm direito à reaplicação, dia 11 de dezembro, das provas de linguagens, redação e ciências humanas. As provas para pessoas privadas de liberdade serão aplicadas dias 11 e 12 de dezembro.

Gabarito
Os participantes responderam, neste domingo, às questões de matemática e ciências da natureza. Foram cinco horas para resolver 90 questões. As provas foram aplicadas em 10.718 locais, distribuídos em 1.725 municípios. São cerca de 600 mil pessoas envolvidas na aplicação do Enem.

O gabarito oficial será divulgado em 14 de novembro, juntamente com os cadernos de questões. Já o resultado deverá ser divulgado até o dia 18 de janeiro de 2019.

A nota do Enem pode ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).


Bolsonaro critica questão do Enem e diz que prova deve tratar do ‘que interessa’

A dois dias da aplicação das provas de matemática e ciências da natureza para os estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que, ao assumir o governo, não permitirá a inclusão de determinadas questões no exame nacional. As declarações foram feitas em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Ele voltou a criticar questões abordadas na primeira etapa dos testes. Segundo Bolsonaro, o Enem deve tratar sobre “o que interessa”, citando geografia e história, por exemplo. De acordo com ele, o Brasil é um “país conservador” e seu objetivo, como presidente, é pacificar.

Na sua opinião, questões polêmicas geram brigas e divergências desnecessárias. “Nós não queremos isso”. Bolsonaro se referia à questão do caderno de linguagens que, no enunciado, mencionava o “pajubá, dialeto secreto de gays e travestis” como exemplo de patrimônio linguístico.

O presidente eleito condenou as discussões sobre ideologia de gênero nas escolas. De acordo com Bolsonaro, a educação deve se preocupar em “ensinar”. “Que importância tem ideologia de gênero?”, reagiu. “Quem ensina sexo é papai e mamãe”, acrescentou o presidente eleito, olhando fixamente para a câmera.

Universidades

Para Bolsonaro, parte das universidades não se preocupa com educação. Ele citou uma visita feita à Universidade de Brasília (UnB), quando se disse surpreso com o que viu. “Era maconha”, descreveu. “Preservativo no chão e cachaça na geladeira”.

O presidente eleito também criticou as pichações que, segundo ele, são frequentes em universidades. Para Bolsonaro, a escolha do futuro ministro da Educação é um desafio. “Educação é complicado”, desabafou.


Filme baseado em obra de Graciliano Ramos abre Mostra de Cinema em SP

 

Por Cayo César

Perto do final da ditadura civil-militar (1964-1985), o diretor Nelson Pereira dos Santos lança Memórias do Cárcere (1983), versão cinematográfica do livro homônimo, no qual Graciliano Ramos descreve sua prisão durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. Nelson Pereira evoca uma ditadura para falar de outra. E saúda a luta contra a opressão em qualquer tempo e lugar. O filme – um clássico do cinema brasileiro – abre nesta sexta, 9, a Mostra Cinema e Liberdade, às 22h no Cinearte Petrobrás, no Conjunto Nacional.

Será o primeiro de sete títulos abrigados sob essa temática comum, o da luta de indivíduos e grupos contra estados de opressão. Há algumas obras-primas entre eles: O Ovo da Serpente (1977), de Ingmar Bergman, Roma Cidade Aberta (1945), de Roberto Rossellini, Afterimage (2016), de Andrzej Wajda, Fahrenheit 451 (1966), de François Truffaut, Alphaville (1965), de Jean-Luc Godard, e Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick. A curadoria é do blog Estado da Arte, do Estado.

Três deles são distopias futuristas, pressentimento dos artistas de que os anos por vir podem não ser promissores para a espécie humana em sua versão civilizada. Em Fahrenheit 451, Truffaut evoca uma época em que livros, como fontes de conhecimento e percepção crítica, serão banidos e queimados em autos de fé, como fizeram os nazistas em seu tempo e desejam fazer hoje outras seitas similares. Despojados do seu suporte físico, os livros moram na memória dos leitores.

Muito antes da paranoia com a inteligência artificial, algoritmos e fake news, Godard, parceiro de Truffaut durante a nouvelle vague francesa, imagina, em Alphaville, uma sociedade futura em que as pessoas são controladas por um computador super poderoso. Como a imaginação era fértil e a grana pouca, Godard representa essa máquina terrível, a Alpha 60, por meio de um prosaico ventilador.

Já em Laranja Mecânica, Kubrick cria um futuro dominado por gangues sádicas que praticam violência contra a população indefesa. Acrescenta um dado: tão ou mais truculenta que o crime juvenil é a “terapia” do Estado para curar os agressores. Baseado em técnicas de psicologia behaviorista, o tratamento visa criar aversão à violência em seus praticantes. Há cenas emblemáticas, em que o delinquente Alex (Malcolm McDowell) sofre tortura enquanto é obrigado a ver cenas de violência em vídeo e escutar sua peça sinfônica preferida, a Ode à Alegria da 9ª Sinfonia de Beethoven.

Outros três filmes – a serem juntados a Memórias do Cárcere – põem em cena situações e personagens reais, ou tratam como ficção fatos históricos bem concretos. Em Roma Cidade Aberta, obra inaugural do neorrealismo italiano, Rossellini aborda a luta dos partiggiani contra os ocupantes nazistas.  O Ovo da Serpente, Bergman, em seu período alemão, fala da ascensão do nazismo na Berlim dos anos 1920, quando incubava a maior tragédia da História contemporânea. Em seu filme de despedida, Wajda evoca um personagem real, o pintor polonês Wladyslaw Strzeminski (Boguslaw Linda), que se sacrificou para defender seus ideais estéticos da camisa de força do realismo socialista, imposto pela política cultural stalinista.

São filmes selecionados não apenas pela qualidade intrínseca, mas porque, neste tempo de angústia, tratam da opressão e seu contrário. Falam da liberdade por sua ausência. Porque a liberdade, como escreveu Cecília Meireles, “É essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”.

Confira a programação completa:

Sexta-Feira – 9/11

20h45: Lançamento da 1ª Mostra Cinema e Liberdade

21h15: Painel O Indivíduo sob a Ditadura, com Luiz Felipe Pondé e outros

22h: Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos

Sábado – 10/11

14h: O Ovo Da Serpente (1977), de Ingmar Bergman

16h15: Roma, Cidade Aberta (1944), de Roberto Rossellini

18h15: Painel O Indivíduo sob a Opressão

20h: Afterimage (2016), de Andrzej Wajda

Domingo – 11/11

13h: “Farenheit 451 (1966)” – Diretor: François Truffaut

15h10: Alphaville (1965), de Jean-Luc Godard

17h: Painel O Indivíduo sob Perigo: As Distopias no Cinema, com Isabela Boscov e Rodrigo Cássio Oliveira. Mediador: Eduardo Wolf

18h45: Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick


Prova do Enem tem questões sobre feminismo e ditadura

O primeiro dia de provas do Enem 2018 trouxe questões que abordaram temas como o papel da mulher na sociedade, feminicídio e democracia.

Neste primeiro domingo, o aluno teve de responder 45 questões da área de linguagens, que engloba conhecimentos de língua portuguesa, literatura e língua estrangeira (inglês ou espanhol), mais 45 questões distribuídas entre geografia e história, além de uma redação no gênero disssertativo-argumentativo. Neste ano, o tema da redação foi sobre o uso de dados virtuais para manipulação do usuário da internet.

Um dos fatores que complicou a vida de muitos inscritos foi a chegada do Horário de Verão. Como alguns celulares alteraram a hora automaticamente, houve tanto quem chegasse bem mais cedo que o previsto como quem ficou atordoado e perdeu a hora, chegando após o fechamento dos portões.

Após duas horas de prova, os primeiros estudantes começaram a deixar as salas. No Colégio Quintela Cavalcante, em Arapiraca, candidatos informaram que as questões abordaram temas como feminicídio, violência doméstica, democracia.

A estudante Juliana Oliveira,18 anos, fez a prova pela primeira vez. Algumas das questões que lhe chamaram a atenção abordaram temas como feminismo e democracia. “O tema da redação foi interessante, mas muito difícil. Acho que semana que vem vai ser mais tranquilo, porque sou mais de exatas”, conta.


Redação do Enem é sobre manipulação de usuários na internet

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018) é “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”.

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) no início da tarde deste domingo (5).

Tema específico, segundo professores

Professores de redação consideram o tema atual e mais específico que em anos anteriores, assim como aconteceu no Enem 2017. “Nos anos anteriores foram mais gerais, no ano passado foi bem mais pontual, específico. Nesse ano não chegou à especificidade do ano passado”, explicou Viviani Xanthakos, professora do laboratório de redação do Objetivo, de São Paulo.

Thiago Braga, professor e autor de redação do Colégio pH, no Rio de Janeiro, afirmou que o tema não é um dos mais simples para os estudantes. “A princípio não me parece um tema fácil porque possibilita uma série de leituras, pode levar o aluno para uma direção diferente do que a banca quer”, afirmou ele.

“É voltado para o comportamento, não parece ligado a política, mas sim mais ligado a costumes. Depende de qual direção vai dar, dos textos dados de apoio.”

Segundo Braga, vários assuntos podem ser abordados. “Os alunos podem falar sobre privacidade, sobre como hoje ela não existe mais”, disse ele. “Se você está na internet os seus dados são utilizados para que você seja conhecido e seja conduzido a determinado tipo de comportamento. isso pode ser problematico porque as pessoas acabam perdendo [a privacidade].”


Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.

Redes sociais


Facebook

Whatsapp: 82 99641-3231

Fale conosco


82 99641-3231

© 2018 RÁDIO SAMPAIO - Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Interactive MOnkey