Tribunal Regional Federal decide que fisioterapeutas podem solicitar exames complementares

Em uma ação do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1º Região, o TRF 5 decidiu em que os profissionais de fisioterapia podem solicitar exames de imagem para realização de diagnóstico cinesiológicos de pacientes.

A ação teve inicio quando um laboratório recusou a realizar um Raio X da coluna vertebral por ter sido solicitado pelo Dr. Ivan Nogueira, fisioterapeuta. O laboratório alegou que apenas profissionais médicos poderiam solicitar tal exame.

Em sua decisão, os desembargadores do TRF5 levou em conta o Artª 5 do Conselho Nacional de Educação que  reconheceu a competência do profissional fisioterapeuta para solicitação de laudos técnicos e exames complementares, a fim de lhe proporcionar condições de avaliação sistemática do paciente.

Em seu voto o  Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira alegou que: “[…] a solicitação de exames complementares não se encontra entre as atividades privativas do médico, não há óbice a que o fisioterapeuta possa solicitar exames complementares vinculados à sua atividade profissional, de modo a poder embasar o diagnóstico fisioterapêutico.”

 


Hospital Santa Rita terá quatro residentes médicos em Palmeira dos Índios

Foto: Assessoria

Da Assessoria

A residência médica no Hospital Regional Santa Rita em Palmeira dos Índios já é uma realidade. E, no último domingo (18), foram realizadas as provas e também a divulgação do gabarito. Foram ofertadas 04 vagas, sendo 02 para Clínica Médica e 02 para Pediatria. Ao todo tiveram 07 inscritos para concorrer as vagas ofertadas pelo hospital. A previsão é que no próximo dia 26/02 seja feita a convocação dos aprovados, e já no mês de março seja iniciado o programa no Santa Rita.

O provedor – médico Pedro Gaia disse que “Quero agradecer aos amigos Antonio e Adhemar pelo apoio da Aremg. E todas as 9 instituições que acreditaram no PSU pela primeira vez em Alagoas. E dizer ainda que a Diretoria Executiva nos apoiou durante todo processo”, agradeceu.

“Com a implantação da residência, poderemos crescer na qualidade do atendimento e conhecimento da medicina no hospital. Estamos focados na humanização e no atendimento e, uma das maneiras que encontramos de fazer melhorias foi buscar junto ao MEC, a implantação da residência em Palmeira dos Índios. O primeiro passo já foi dado, com o objetivo de ampliar cada vez mais os serviços prestados pelo Santa Rita com melhor qualidade. O hospital sempre foi referência e buscamos resgatar essa qualidade e esse carinho”, disse Pedro Gaia.

Melhorias
Recebendo a residência médica são inúmeras as melhorias no hospital Santa Rita, como por exemplo, os serviços de triagem para adultos e crianças serão mais adequados, os ambulatórios, as visitas as enfermarias e serviços de urgência terão mais qualidade e reforçando o atendimento na UTI Neo Natal e na UTI Geral.

“Nós estamos trabalhando e mostrando as melhorias dos serviços e estrutura para oferecer a população de Palmeira. Uma equipe de clínicos de profissionais competentes que tem história na medicina de Alagoas esta sendo formada. Temos certeza absoluta que daremos um grande avanço no Santa Rita”, finaliza o provedor Pedro Gaia.


Alagoanos relatam controle de doenças com medicamentos à base de maconha

Uma decisão da Justiça Federal da Paraíba no final do ano passado, que libera o cultivo e a manipulação da maconha para fins medicinais, causou alívio em pacientes alagoanos atendidos pela Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace).

No estado, pelo menos duas pessoas fazem uso da cannabis e apontam melhorias na qualidade de vida desde que começaram a utilizar a substância enviada pela Abrace.

A dona de casa Fernanda Cavalcante conta que a filha, hoje com 23 anos, passou a sofrer com crises de epilepsia quando tinha um ano.

Segundo ela, as crises se agravaram com o passar do tempo e ela chegou a sofrer três convulsões por dia. O problema só foi atenuado em março do ano passado, quando ela começou a usar um óleo derivado da cannabis, após assistir a uma reportagem do programa Fantástico.

“Minha filha tomava três medicamentos anticonvulsivos por dia e, mesmo assim, não conseguia evitar as crises. Ela chegou a cair na rua, a se ferir. Hoje, ela faz uso de um óleo derivado da cannabis, usa duas vezes por dia, e há muito tempo não sofre com nenhuma crise. A qualidade de vida melhorou muito e ela voltou a estudar e a trabalhar normalmente”, explica Fernanda.

De acordo com ela, além da melhora na qualidade de vida, houve uma redução significativa nos valores gastos pela família com medicamentos.

“Nós gastávamos, em média, R$ 800 a cada mês com remédios para controlar as convulsões. Hoje ela gasta cerca de R$ 150 com um óleo que tem um efeito muito melhor do que os medicamentos tradicionais. Paralelo a isso, minha filha é acompanhada por uma neurologista que é favorável ao uso da cannabis para fins medicinais”.

Mirella é uma das alagoanas que usam medicamento à base de maconha

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Além do caso da filha de Fernanda Cavalcante, a Abrace disponibiliza em Alagoas um medicamento a base de cannabis para um paciente que sofre com o Mal de Parkinson.

RELATO DE ALÍVIO

Em contato com a Gazetaweb, Mirella Cavalcante, filha de Fernanda, disse que o mais importante neste tratamento com o uso do medicamento à base de maconha é a qualidade de vida que ganhou. Ela conta que, desde maio, não sofreu qualquer crise e o bem-estar é sentido a cada dia que passa.

“Eu estava desesperada e pensava que ia ter que sair do trabalho e parar de estudar para me tratar pelo resto da vida. O tratamento novo me permitiu viver melhor e estou muito feliz com a liberação do plantio da maconha para uso medicinal pela Abrace”, comentou a jovem.

Ela conta que o medicamento não causa efeito colateral, o que lhe permite ter qualidade de vida o tempo todo. “Somente no início do tratamento que senti um pouco de insônia, mas que passou ao longo dos dias”.

LIBERAÇÃO

A Justiça Federal na Paraíba decidiu, em novembro do ano passado, que a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança, em João Pessoa, poderia manter o cultivo e manipulação da maconha para fins medicinais. À época, 151 pacientes associados à entidade foram atendidos pela determinação.


Paciente fica mais de 40 horas com prótese dentária entalada na garganta

Antônio Monteiro Cantalice, de 59 anos, engasgou com prótese enquanto almoçava

A falta de um aparelho de endoscopia no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos e a burocracia provocaram dias de angústia para o paciente Antonio Monteiro Cantalice, de 59 anos e familiares. O morador da cidade ficou com uma prótese dentária entalada na garganta por mais de 40 horas, aguardando atendimento para a retirada do material. O procedimento foi feito na manhã de quinta-feira (11) no hospital Santa Marcelina de Itaquera.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que o paciente foi prontamente atendido quando chegou ao hospital após já ter engolido a prótese. O G1 aguarda informações sobre a situação do aparelho de endoscopia no Hospital Regional de Ferraz.

Segundo a filha dele, Michele Maria Cantalice, o problema começou na última terça-feira (9), quando o paciente se engasgou com a prótese dentária. “Corremos com ele para o hospital regional de Ferraz. Chegando lá, fizeram o raio-X e disseram que era necessário fazer uma endoscopia para ver como está a situação por dentro, já retirar ou já fazer uma cirurgia. O problema é que o hospital está sem o aparelho de endoscopia há dias e ai começou a nossa corrida contra o tempo”.

A equipe médica do hospital regional de Ferraz solicitou a transferência do paciente para um hospital que tivesse o procedimento.

A transferência foi autorizada pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) por volta das 19h de terça e o paciente seria atendido na quarta (10) no hospital Santa Marcelina de Itaquera. “O regional de Ferraz não tinha ambulância para levar meu pai, então ele ia perder a vaga. Fui na Ouvidoria do hospital, onde fui muito bem tratada e, depois de uma força-tarefa, meu pai foi transferido em um carro normal para o Santa Marcelina, acompanhado de uma enfermeira. Mas ai tivemos mais problemas”, contou.

A filha conta que o Hospital Santa Marcelina de Itaquera não quis realizar o procedimento porque o paciente deveria estar acompanhado de um médico do hospital de origem, o que não teria sido solicitado em nenhum momento durante o pedido de transferência. “O hospital não avisou que tínhamos que ir com um médico do Regional. Meu pai voltou para Ferraz com a dentadura entalada na garganta”, comentou a moça.

Por volta das 20h de quarta, a família recebeu um novo comunicado do hospital regional de Ferraz informando que a endoscopia seria feita na manhã de quinta, no Santa Marcelina de Itaquera.

A prótese dentária foi retirada apenas na quinta-feira em um procedimento que demorou cerca de 20 minutos. O paciente retornou ao Hospital Regional de Ferraz e recebeu alta no fim da tarde.

Agora, a família vai pagar por exames particulares para saber se o tempo em que a prótese ficou entalada na garganta causou alguma lesão. Se houver, a família afirma que vai processar o Estado.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que “o Sr. Antônio foi prontamente atendido, assim que deu entrada na unidade, passando por classificação de risco e avaliação médica. Como o paciente apresentava condições clínicas estáveis e sem correr risco iminente, ele foi encaminhado o mais rápido possível para o Santa Marcelina de Itaquera em carro oficial devidamente acompanhado de um profissional de saúde, para passar por exames específicos. Ou seja, o quadro clínico do Sr. Antônio não configurava a necessidade de ambulância. O Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos está à disposição dos familiares para quaisquer esclarecimentos”.


Serviços prestados pelo Santa Rita chama atenção de representantes do governo de Alagoas

Roberta Sampaio

Instalações novas e reformadas, equipamentos modernos, referência em ortopedia, maternidade em pleno funcionamento e cirurgias sendo realizadas todos os dias. Esses foram apenas alguns dos motivos que trouxeram o sub-Secretário de estado da Saúde – Dr. Paulo Teixeira, a secretária da Assistência Social do Estado – Drª Rosana e o Dr. Cláudio Soriano – Diretor da UTI neonatal, para conhecer melhor o Hospital Regional Santa Rita, em Palmeira dos Índios.

 

A visita aconteceu nesta quinta-feira (11), e o Provedor do hospital – Médico Pedro Gaia fez questão de percorrer todos os corredores e setores da Unidade Hospitalar para que os visitantes pudessem ter ideia de como está, hoje, o Hospital.

 

“Temos imensa satisfação de recebê-los no Santa Rita. Esta casa está aberta para quem quiser vir e conhecer todo o trabalho que estamos realizando neste hospital graças a importante ajuda que estamos tendo do prefeito de Palmeira dos Índios – Júlio Cezar por meio da sua competente secretária de saúde Kátia Born. O prefeito Júlio tem sido peça fundamental para a reconstrução do Hospital Santa Rita. Está mostrando que é um grande gestor e tem cuidado da saúde dos palmeirenses como nenhum outro prefeito já cuidou. Essa gestão de Júlio ficará na história do município de Palmeira. Estamos de mãos dadas para ajudá-lo no que for preciso. No hospital, os esforços são também são contínuos para melhorar a cada dia a qualidade do nosso atendimento e para conseguirmos ampliar ainda mais os relevantes serviços prestados à população palmeirense e também de municípios circunvizinhos”, destaca Pedro Gaia.

 

APOIO

 

Contudo, a visita também serviu para que o Provedor, aproveitando a oportunidade, falasse sobre a necessidade de mais dois leitos na UTI Neonatal do Santa Rita. Além da necessidade da implantação de uma UCI (Unidade de Cuidados Intermediários), e de ter a ambiência para o método “Mãe canguru”.

 

“Não podíamos perder a oportunidade de tocar em assuntos importantes como estes para o Hospital. A vista foi de cortesia e para conhecer melhor o Santa Rita. Mas, fomos ouvidos, e o sub-secretário – Dr. Paulo Teixeira viu que temos condições de aumentar o nosso número de leitos e se comprometeu em agilizar o processo de maternidade de alto risco, já que o Santa Rita vem realizando vários procedimentos, mas não recebe por eles”, explica Pedro Gaia.

 

MAIS SAÚDE

 

O provedor informou também que os visitantes trouxeram a notícia de que agora, com a nova portaria do estado referente ao “MAIS SAÚDE”, o Santa Rita será contemplado com incentivos nos procedimentos realizados no hospital.

 

“Isso irá nos ajudar com a redução do déficit no atendimento SUS. Agradecemos o apoio do governador Renan Filho, parabenizando também toda a sua equipe de governo, que tem feito um belo trabalho. Sem deixar de citar, evidentemente, todos os políticos que nos ajudaram a reconstruir o hospital. Mas nosso agradecimento especial é para todos os médicos, enfermeiros, técnicos e servidores que fazem essa grande família que é o Santa Rita. Lembrando que ainda temos muita coisa para ir em busca, só peço a união de todos, pois só unidos conseguiremos fazer o melhor pelo Santa Rita e pelas pessoas que precisam do seu atendimento”, finaliza o provedor do Hospital Santa Rita – médico Pedro Gaia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Alagoas zera fila de espera por transplante de coração, diz Sesau

José Nivaldo da Silva e Cláudio da Silva receberam novos corações em abril do ano passado, após passarem menos de três meses na fila de espera FOTO: CARLA CLETO

Alagoas iniciou o ano de 2018 com uma boa notícia na área da saúde. É que a fila de espera por um transplante de coração foi zerada, segundo dados da Central de Transplantes do Estado. Para conseguir este feito inédito, os transplantes de coração foram triplicados, passando de dois em 2016 para seis em 2017.

Com isso, foram salvas as vidas de alagoanos como José Nivaldo da Silva e Cláudio da Silva. Eles receberam novos corações em abril do ano passado, após passarem menos de três meses na fila de espera, graças também ao trabalho da equipe multidisciplinar da Central de Transplantes, que atua diariamente para captar novos doadores de órgãos.

“Os critérios para este tipo de doação são mais rígidos, pois, o fator Rh deve ser o mesmo, assim como o peso e altura do paciente”, salientou a supervisora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos.

Aumento – E Alagoas registrou, em 2017, um aumento de 47% no número de transplantes de órgãos e tecidos, com o número de procedimentos passando de 91 em 2016 para 134 no ano passado.

Ao todo, foram 109 transplantes de córneas, 19 de rins, sendo três com doadores vivos, e seis de coração. “São números históricos e que marcam o compromisso e o trabalho da gestão estadual em assegurar uma assistência digna a todos os alagoanos”, ressaltou Daniela Ramos.

Em Alagoas, são feitos transplantes de coração, rins e córneas, além da captação de fígado, que é ofertado para os estados nos quais o procedimento é realizado. “Para ser um doador de órgãos e tecidos, não é necessário entregar nada por escrito, sendo presido, porém, a autorização da família. Por isso, é importante deixar claro aos familiares a vontade de doar órgãos após a morte”, salientou a supervisora da Central de Transplantes.

Campanhas – Daniela Ramos explica, ainda, que o avanço também foi assegurado graças às campanhas de sensibilização realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). “Existem muitas dúvidas quanto a esse assunto, e a informação é essencial para que mais famílias autorizem as doações”, reforçou.