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Secretaria de Saúde monitora doenças tropicais em Alagoas

Para impedir o avanço das doenças tropicais em Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que é feito o monitoramento, com ações quase sempre desenvolvidas pelas equipes vinculadas às secretarias municipais. De janeiro a outubro deste ano, foram notificados no estado 1.718 casos de dengue; 150 de chikungunya e 119 de zika.

“Pela Organização Mundial de Saúde (OMS), são consideradas tropicais mais de 20 doenças e, em grande parte, têm sua transmissão associada à participação de insetos vetores (arboviroses, malária, doença de Chagas) ou através do contato com água ou alimentos contaminados (esquistossomose e verminoses)”, informou a assessoria de comunicação da Sesau.

A Secretaria de Saúde esclarece que o monitoramento das doenças de transmissão vetorial, como dengue, zika e chikungunya deve ocorrer por meio de ações de campo, realizadas pelos municípios, com foco no controle do vetor Aedes aegypti. “Como consequência, as doenças tiveram redução neste ano, quando comparadas com o mesmo período do ano passado”, informou a assessoria.

Em relação à febre amarela, segundo a Sesau, há o repasse das informações sobre a necessidade das pessoas que vão para áreas onde ocorre transmissão dessa doença para que se vacinem antes da viagem, uma vez que não há circulação do vírus em Alagoas e em relação à malária, há o monitoramento permanente de viajantes (turistas ou trabalhadores) oriundos de áreas de transmissão da doença.


Jornalista divulga que tem HIV para 200 mil seguidores, supera preconceito e roda o país dando palestras

Uma história de como um exame pode transformar uma vida. Francisco Garcia, mais conhecido como “tio Francisco”, de 27 anos, está entre as 866 mil pessoas que vivem com HIV no Brasil. O jornalista, da cidade de Balsas, interior do Maranhão, descobriu a sorologia em julho deste ano. Febre, manchas na pele e perda de peso repentina, foram alguns sintomas que fizeram o jovem realizar uma bateria de exames.

O resultado do diagnóstico de HIV positivo veio acompanhado do medo e da insegurança, já que para ele, o vírus e a aids estavam imediatamente relacionadas com a morte.

“Estava sentindo alguns sintomas como febre, perda de peso, dor de garganta, machas na pele, foi quando eu decidi fazer uma bateria de exames. E, dentro dos exames, estava o de HIV. Receber o diagnóstico não é fácil, porque é praticamente uma sentença de morte, já que o que eu ouvia sobre HIV/aids é que matava.

Eu tive meu momento de luto e de desespero, mas aí eu decidi estudar sobre o assunto, foi quando, por meio do conhecimento, eu perdi o medo de morrer, e não só isso eu decidi transformar o meu diagnóstico em ação social.”

Francisco fez do limão uma limonada. O jornalista apresentava um programa em uma emissora de televisão do Maranhão e estava no começo da vida como digital influencer, quando, então, decidiu divulgar o diagnóstico para os mais de 200 mil seguidores nas redes sociais. O resultado foi surpreendente, e em menos de um mês, a vida de Francisco mudou, literalmente, de rota. Pediu demissão do emprego, adesivou o carro e escolheu viajar pelas estradas do Brasil, para palestrar sobre superação, prevenção e preconceito do HIV/aids.

“Com o momento de desespero, eu percebi que, com a informação, esse medo tinha passado, e aí eu pensei da seguinte forma: se eu conseguir levar, com as informações que eu tive, mais conhecimento para mais pessoas, eu vou conseguir fazer com que o preconceito diminua, porque descruzar os braços e ser a mudança nesse mundo que a gente quer que tanto mude faz a diferença, e esse fazer a diferença me motivou a pegar meu carro e sair falando com as pessoas sobre prevenção, preconceito e como consegui superar tudo isso.”

O projeto conhecido como: “Tio Francisco Pela Estrada” já passou por mais de 60 cidades brasileiras, entre escolas, igrejas e presídios. Todo o custo é financiado por parceiros que decidem contratar Francisco para palestras e eventos sobre HIV/aids. Ele, que é formado em comunicação, há cinco meses transformou a experiência pessoal em um novo volante para trilhar novos caminhos.

“Muitas pessoas me procuram para dizer que iam cometer suicídio, mas que graças à minha história, elas tiveram forças de vontade para continuar. Outras pessoas que assistiram a palestras tiveram coragem para fazer o exame, e deu positivo, mas decidiram se cuidar. Diariamente recebo relatos de pessoas que dizem que, depois que conheceram a minha história, tentam superar o vírus e seguir adiante com uma autoestima e aceitação bem melhor.”

Francisco ainda tem muito chão para percorrer pelas estradas do Brasil a fim de alertar sobre a importância da prevenção. Os projetos para 2019 vão sair do papel para iniciarem uma nova viagem. E o destino final, que para ele é um mundo sem preconceito, ainda está bem longe de chegar. Mas, como em toda estrada, o jornalista para em um pequeno posto de gasolina para abastecer não só o carro, como também o amor que move o motor do seu coração.

“É muito importante que as pessoas percam esse medo de fazer o exame, para viver bem, de forma melhor e se prevenir. E a mensagem que eu deixo é isso: a gente precisa de mais amor, menos julgamento e mais prevenção.”


Dezembro Laranja quer conscientizar para prevenção ao câncer de pele

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou no início do mês a campanha Dezembro Laranja. O objetivo é estimular a população para a prevenção e o diagnóstico do câncer de pele, o mais comum no Brasil. Em 2018, o tema da campanha é “Se exponha, mas não se queime”. As ações da campanha incluem iluminação de monumentos, iniciativas de conscientização em praias e parques com distribuição de filtro solar, entre outras.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer de pele. Para o biênio 2018 a 2019, a estimativa é de 165.580 mil novos casos de câncer de pele não melanoma – uma redução de 10 mil casos em relação ao biênio anterior. A expectativa é que a doença acometa mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil).

Segundo a SBD, de dezembro deste ano a março de 2019, durante todo o verão, serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques. As recomendações básicas incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra e manter hidratação corporal. É necessário ainda usar protetor solar com fator 30 (no mínimo) diariamente, reaplicando a cada duas a três horas ou depois de longos períodos na água.

De acordo com o médico dermatologista da SBD, Curt Treu, existem diferentes tipos da doença que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular (chamados de câncer não melanoma) e o terceiro tipo, o melanoma, que não é o mais incidente, mas é o mais agressivo e letal.

“Se diagnosticado precocemente pode ter uma chance de cura superior a 90%. Mas normalmente o tratamento é cirúrgico, removendo a lesão com uma margem de segurança adequada. Para alguns tipos iniciais e superficiais há outros tratamentos não cirúrgicos, como uma curetagem, uma crioterapia (com nitrogênio líquido), ou fotodinâmica, no qual é usado um medicamento absorvido pelo tumor e em seguida é colocada uma luz específica que queima o tumor”, disse.

Em todos os tipos de câncer de pele a principal causa é a exposição excessiva ao sol. O câncer de pele pode aparecer como uma mancha ou pinta de cor castanha a escura, como um nódulo avermelhado, cor da pele e brilhoso, ou como uma ferida nova que não cicatriza, ou que machuca até mesmo com a passada de uma toalha.

Segundo Treu, existe uma regra, chamada pelos dermatologistas de ABCDE, que ajuda a avaliar se a lesão sinaliza um possível câncer de pele. Quando há assimetria e metade da pinta não combina com a outra metade, com formato e cor diferentes; bordas irregulares, dentadas, com sulcos ou interrupções abruptas na cor; cor diferente em toda pinta, quando muito escuras podem indicar malignidade; diâmetro, quando a lesão cresce rápido e ultrapassa os seis milímetros; e a evolução da pinta em curto período de tempo, normalmente de um a três meses.

“Os fatores genéticos também podem causar o câncer de pele, mas o principal fator é a exposição aos raios ultravioleta. As pessoas muito claras, loiras ou ruivas de olhos claros, são as mais propensas a ter a doença. Também aquelas que tiveram intensa exposição acumulada ao sol, com atividades de trabalho ou recreacionais no sol.”

A SBD alerta ainda para a necessidade de proteção mesmo em dias nublados, além de consultas regulares ao dermatologista. É importante ainda examinar os familiares, porque as lesões podem aparecer em locais impossíveis de ver sozinho.


Justiça decreta prisão de médico boliviano proibido de exercer medicina

O Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) requereu e, novamente, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva de Walmir Novais dos Santos Sobrinho, formado em medicina na Bolívia e que, apesar de já ter autorização legal para exercer a profissão no Brasil, está proibido judicialmente de praticar qualquer atividade na área de saúde.

Ele havia sido alvo de uma operação da Promotoria de Justiça de Major Izidoro em julho último, quando foi preso, mas conseguiu, por meio de habeas corpus, liberdade provisória, o que impôs a ele algumas medidas cautelares.

No entanto, as condições foram descumpridas, em especial aquela que proibia o exercício da medicina. Em razão disso, o promotor de justiça responsável pelo caso pleiteou novamente a prisão preventiva de Walmir, que foi detido na noite dessa terça-feira (4).

Walmir Novais dos Santos Sobrinho foi preso em casa, no município de Arapiraca. O pedido de prisão foi requerido pelo promotor de Justiça Guilherme Diamantaras, que é titular da Promotoria de Major Izidoro, porque o acusado voltou a trabalhar como médico, mesmo havendo determinação judicial em sentido contrário. “Conforme ofício encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho Regional de Medicina, fora instaurada sindicância para apurar possível infração ética de Walmir, estando este, contudo, ainda exercendo ilegalmente a medicina, contrariamente ao que foi decidido pelo Judiciário alagoano, consoante prontuário médico assinado pelo representado, no mês de novembro de 2018”, diz um trecho da representação de prisão preventiva.

Segundo tal prontuário, Walmir Novais dos Santos Sobrinho estaria trabalhando na Unidade Básica de Atendimento Dr. Edler Lins, em Arapiraca. “Em pesquisa no sítio eletrônico do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), a informação de que continua o representado exercendo ilegalmente a medicina é corroborada, uma vez que se constata o vínculo empregatício com a mesma unidade de saúde desde setembro de 2018, ou seja, após sua ciência das medidas cautelares impostas”, continua o documento. E dentre essas medidas estabelecidas pelo Judiciário, estava a “proibição de exercer a medicina ou qualquer outra função, pública ou privada, relacionada à área de saúde, até a resolução definitiva do caso”.

A presença do acusado na unidade de saúde também pôde ser confirmada pelo Conselho Penitenciário do Estado de Alagoas e pelo Sistema de Monitoramento Eletrônico, já que Walmir Novais faz uso de tornozeleira eletrônica.

A justificativa da prisão
“Analisando o caso, denota-se claramente que a prisão preventiva do representado não é apenas adequada à gravidade dos crimes e às circunstâncias do fato, mas também necessária para a aplicação da lei penal, para a investigação e, posteriormente, à instrução criminal, bem como para evitar a prática de infrações penais”, argumentou o promotor em seu pedido formulado ao Judiciário.

Além disso, também foi requerida busca e apreensão na residência do acusado e a quebra do seu sigilo telefônico.

Denúncia
Em agosto passado, Walmir Novais dos Santos Sobrinho, Raymundo Fagner Farias Novais dos Santos e José Dênis Moura de Araújo Filho foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de associação criminosa, exercício ilegal da Medicina, estelionato majorado, falsidade ideológica e coação no curso do processo. Walmir e José Denis prestavam serviços na Unidade Mista de Saúde Dr. Ezechias da Rocha, em Major Izidoro, e na Casa Maternal, em Piaçabuçu.

Apesar de terem se formado na Bolívia, os dois não possuíam, à época dos fatos, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira, conhecido como Revalida, documento que daria autorização para que a dupla pudesse trabalhar, regularmente, na profissão de médico no Brasil. Atualmente, Walmir Novais já possui o Revalida, porém, a determinação judicial que o impede de exercer atividades na área de saúde continua tendo validade.


Teste Rápido de Zika passa a ser obrigatório para gestantes de Alagoas

A partir de agora, o teste rápido para detecção do Zika vírus será obrigatório para todas as gestantes alagoanas durante o pré-natal. O exame, que anteriormente só era oferecido para as grávidas que apresentassem os sintomas da doença – estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 102 municípios do Estado, conforme protocolo criado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Para assegurar que todos os municípios disponham do teste, as Secretarias Municipais de Saúde devem solicitar à Sesau os kits do tipo IgM/IgG. Para isso, basta acessar o Sistema de Insumos Estratégicos em Saúde (SIES) e, em seguida, se dirigir ao Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL), no bairro Jatiúca, em Maceió, onde haverá a distribuição da quantidade necessária.

“Durante a realização do teste, se a gestante for diagnosticada com o Zika vírus, apresentando sintoma ou não, ela vai ser acompanhada conforme o Protocolo Integrado para Vigilância, Atenção à Saúde e Prevenção da Síndrome Congênita do Zika Vírus, conforme prevê o Ministério da Saúde (MS). Isso porque, estudos comprovam que a Zika pode provocar a microcefalia nos bebês, cujas mães tiveram a doença durante a gestação”, informou a gerente estadual de vigilância e controle das doenças transmissíveis, Danielle Castanha, salientando que o exame tem eficácia superior a 90%.

De acordo com ela, o resultado do exame será apresentado em até 20 minutos. No caso das gestantes que apresentarem resultado positivo e, estiverem com a doença no momento, passarão a seguir o protocolo do Ministério da Saúde e serão orientadas a fazer exames de imagem para acompanhar o desenvolvimento do bebê. Já para as que apresentarem resultado negativo, receberão informações para evitar o contágio pelo Zika vírus, serão orientadas a utilizar o preservativo durante as relações sexuais e serão contempladas com repelente, que até então era exclusivo apenas para as gestantes cadastradas no Programa Bolsa Família.

“Com o teste, a gestante vai ser acompanhada no pré-natal, com a orientação de mais uma ultrassom no terceiro trimestre da gestação, para avaliar a criança. Depois, ao nascer, será avaliado o grau de comprometimento que o vírus pode ter causado, passando a ser acompanhada pela rede de atendimento, conforme o Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Síndrome Congênita do Zika Vírus”, ressaltou a gerente estadual de vigilância e controle das doenças transmissíveis.

O Protocolo orienta o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança com síndrome congênita do Zika vírus. O planejamento prevê a mobilização de gestores, especialistas e profissionais de saúde para promover a identificação precoce e os cuidados especializados da gestante e do bebê.


No dia mundial de combate a Aids, médico destaca avanços, mas doença ainda é epidemia

O planeta celebra neste sábado 1° o Dia Mundial da Luta contra a Aids, data que completa 30 anos em 2018. Um dos principais desafios da Organização Mundial de Saúde para os anos que virão será a ampliação do acesso ao diagnóstico do vírus.

Desde o início da epidemia, mais de 70 milhões de seres humanos adquiriram a infecção e cerca de 35 milhões morreram em decorrência dela.

Marco Vitória, médico do departamento HIV/Aids da OMS em Genebra, na Suíça, aponta desafios e conquistas da campanha que visa erradicar e prevenir a doença em todo o mundo.

Hoje em dia, cerca de 37 milhões de indivíduos no mundo vivem com o HIV. Destas, 22 milhões estão em tratamento. O especialista lembra que, apesar dos grandes avanços conquistados em termos de acesso ao tratamento e ao diagnóstico da infecção pelo vírus da Aids, ainda é necessário um esforço maior para se atingir a meta estabelecida para 2020, quando se espera que cerca de 90% dos infectados se tornem cientes de sua condição.

Neste combate, uma das ferramentas essenciais para ampliar o diagnóstico da Aids é o chamado “autoteste”. “A diversificação de formas de se realizar o teste de HIV tem sido colocada como uma estratégia importante. Nos últimos anos, a OMS tem recomendado a utilização do autoteste e cerca de 60 países aplicam essa tecnologia nos seus formulários, para obter um diagnóstico mais precoce”.

Resultados instantâneos do “autoteste”

“É importante deixar claro que, embora os resultados do autoteste sejam instantâneos, o procedimento deve ser acompanhado de um aconselhamento e da presença de serviços que poderão confirmar o diagnóstico e encaminhar o paciente para um tratamento o mais rápido possível”, diz o especialista.

Outra prioridade da OMS é intensificar a campanha de Luta contra a Aids nas chamadas populações-chave. “Essas são as populações onde existe um risco aumentado, uma vulnerabilidade maior em relação ao vírus HIV, principalmente aquelas que têm um risco acrescido, como, por exemplo, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, transgêneros e outros. Esses grupos frequentemente têm mais dificuldade de acesso ao diagnóstico por causa do estigma e da discriminação que existe em torno deles”, afirma o médico.

Mudança de faixa etária

Se o foco das campanhas anti-HIV sempre foi historicamente os jovens, grupos etários onde a incidência de contaminação da Aids era maior, novos estudos demonstram uma mudança nesse padrão, com um aumento da doença entre populações com mais de 50 anos.

“A epidemia de Aids é complexa. Indivíduos com mais de 50 ou 60 anos também se encontram susceptíveis ao vírus, principalmente no contexto mundial da globalização e de acesso aos insumos. Temos observado que as campanhas e ações muitas vezes não focam de forma clara essa população”, diz o especialista.

O médico explica que pessoas mais velhas muitas vezes não se consideram dentro do “grupo de risco” de infecção. “As mensagens das campanhas são muito mais focadas nas populações mais jovens. O HIV não escolhe idade, é importante que as pessoas tenham essa visão e é importante que os países também lembrem de focar nesta abordagem quando fizerem seus planos”, diz o médico.

Epidemia x tratamento

As mortes causadas pelo HIV caíram pela metade desde o aparecimento do vírus. A Aids continua a ser, no entanto, considerada uma grande epidemia, segundo Marco Vitória. “Os números de novos casos continuam a aumentar, apesar da enorme contribuição que o tratamento tem trazido em termos de mortalidade. Mas ainda existe um grande número de pessoas sem acesso a esse tratamento, cerca de 50% das pessoas com HIV. É importante que haja ampliação, mas sobretudo melhoria dos tratamentos oferecidos”, diz.

Estimativas mostram que, atualmente, cerca de um terço dos contaminados desconhecem que sejam soropositivas. “Por isso, é importante a aplicação de novas modalidades de testes, e a ampliação desta estratégia, focada em populações-chave, para obter um diagnóstico mais fácil e mais precoce”, conclui o especialista.


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