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Janeiro Roxo: AL registra 334 novos casos de hanseníase em 2018

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Caracterizada por manchas na pele e perda da sensibilidade, a hanseníase teve 334 novos casos em Alagoas no ano passado. Em 2017, foram 307 deles.

Para prevenir e conscientizar quanto a doença, também conhecida como lepra, foi estipulado o Janeiro Roxo, promovido no Estado pela Secretaria de Saúde (Sesau).

A ideia é informar os alagoanos sobre a hanseníase, que tem tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a assessora técnica da Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau, Rafaela Siqueira, o diagnóstico precoce é essencial para o não aparecimento de sequelas mais graves.

“O período de incubação da bactéria no corpo é muito longo e, por isso, a busca ativa por casos deve ser realizada nas UBS [Unidades Básicas de Saúde] dos municípios, por profissionais da Atenção Básica”, explica a profissional, lembrando que a enfermidade é infecciosa e contagiosa.

De acordo com ela, os primeiros sinais a serem observados são manchas na pele, com perda de sensibilidade. “Nos primeiros sinais de manchas na pele, com alteração da sensibilidade térmica ou dolorosa, do comprometimento neural periférico em mãos, pés e face, é necessário procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico”, recomenda.

Rafaela Siqueira ressalta ainda que a hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen e não é hereditária. “A transmissão se dá entre pessoas e, por isso, ao apresentar a forma infectante e não se tratar, ela acaba eliminando o bacilo pelas vias respiratórias, podendo transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis”.

Ao tomar a primeira dose do medicamento, entretanto, a transmissão já é interrompida. Em casos mais graves da doença, o paciente deve ser encaminhado para centros de referência, que em Alagoas são quatro – Hospital Universitário e II Centro de Saúde, em Maceió; Centro de Referência Integrada de Arapiraca e Ambulatório da Hanseníase, em Delmiro Gouveia.

Rafaela Siqueira revela que um dos desafios enfrentados pelos profissionais de saúde é o alto índice de abandono ao tratamento. “Em sua forma falciforme, a hanseníase tem um tratamento de seis meses e, na fase multiforme, ele sobe para 12 meses, que pode ser prolongado em casos específicos. Com o abandono, a hanseníase volta se desenvolver e ainda pode acarretar resistência à medicação”.


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Sesau lança campanha para estímulo à testagem rápida de HIV

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) lança, neste final de semana, por meio de veiculação nas TVs locais, uma campanha focada no estímulo à testagem rápida para o diagnóstico da infecção pelo HIV. A meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a fim de controlar a epidemia mundial até 2030, é a 90/90/90.

A intenção é que 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam que têm o vírus, 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebam terapia antirretroviral e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral indetectável e não mais possam transmitir o vírus.

A campanha publicitária é composta por um filme de 60 segundos que será veiculado nos canais de TVs locais, salas de cinema de Maceió e Arapiraca e nas redes sociais da Sesau.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Mardjane Lemos, a campanha é focada, principalmente, na primeira etapa da meta, cujo intuito é estimular e ampliar a testagem rápida para que as pessoas infectadas com HIV possam iniciar o tratamento o mais rápido possível.

A campanha também abordará novas estratégias de prevenção, como, por exemplo, a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), que surgiu como ferramenta complementar no enfrentamento da epidemia de HIV, ampliando a gama de opções que os indivíduos têm para se prevenir contra o vírus e oferecendo mais alternativas – cientificamente eficazes – em relação à única opção disponível até pouco tempo atrás: o preservativo.

“A campanha terá uma linguagem que busca desmitificar o medo que as pessoas têm de realizar a testagem rápida, esclarecendo sobre a necessidade de fazê-la. Nossa recomendação é que as pessoas sexualmente ativas ou que já tiveram relação sexual sem preservativo em algum momento da vida se submetam ao teste uma vez ao ano, independente de qualquer sintoma”, orientou a superintendente.

Ainda de acordo com a superintendente, pessoas contaminadas com HIV que passam a tomar os antirretrovirais já conseguem ter uma expectativa de vida “bem perto da normal” graças aos avanços no tratamento.

“Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o tratamento. Menos comprimidos, menos efeitos colaterais. É possível que uma pessoa que inicie o tratamento continue como portador pelo resto da vida sem que desenvolva a Aids. Ela tem uma qualidade de vida, obviamente desde que se cuide, semelhante à de uma pessoa que não é portadora do vírus. Quem faz o tratamento e se mantém indetectável não transmite o vírus. Tem uma cadeia de transmissão que é quebrada a partir do diagnóstico e do início do tratamento”, explicou.

A campanha é encenada, mais uma vez, pelo empresário Thiago Casado Lima França, o Careca, visto que ele tem forte apelos nas redes sociais, com linguagem acessível e de fácil compreensão, o que ajudou no sucesso da campanha passada.

“Ele consegue ser ouvido. É um tema muito denso. Falar de HIV não é fácil, mesmo sabendo que o tratamento é eficaz. Então, ter uma figura que aborde o assunto de maneira mais suave, com informações muito sérias, é bem interessante”, afirmou Mardjane Lemos.

Uma novidade desta campanha é o uso da tecnologia para informar os usuários de telefonia móvel sobre a importância do teste rápido. A ação é voltada para telefones pré-pagos, que, após terminado o pacote de dados móveis, darão a opção de o usuário assistir ao vídeo da campanha. No final da exibição, ele terá que responder a uma pergunta sobre o vídeo e, se acertar, ganhará mais um dia de internet no seu aparelho. Outras mídias, como outbus, jornais e webbanners, veicularão a campanha incentivando o uso da camisinha e de outros métodos preventivos, complementando as ações.


Pacientes com Aids se mostram mais suscetíveis a desenvolver câncer

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O sarcoma de Kaposi é um tipo de câncer que acomete as camadas mais internas dos vasos sanguíneos. Além das lesões na pele, podem surgir outras semelhantes nos gânglios, no fígado, nos pulmões e por toda a extensão da mucosa intestinal e dos brônquios.

É comum, também, elas se instalarem na parte interna das bochechas, gengivas, lábios, língua, amídalas, olhos e pálpebras, segundo informa a infectologista da Sesau.

Outros sintomas do sarcoma de Kaposi são inchaço, principalmente nos membros inferiores, por causa da retenção de líquido e, nos casos mais graves, sangramentos digestivos e insuficiência respiratória.

O tratamento do sarcoma de Kaposi, de acordo com Mardjane Lemos, inclui quimioterapia e radioterapia, imunoterapia e drogas para inibir a formação de vasos sanguíneos. “Os medicamentos antirretrovirais contra o HIV diminuem o risco da doença nos portadores desse vírus e ajudam a promover a regressão das lesões”, explicou.

Há, também, outros tipos de câncer que têm relação indireta, como o de colo de útero. “O fato de a pessoa ter contraído o HIV predispõe a infecção pelo HPV [Papiloma Vírus Humano], que atinge a pele e as mucosas, podendo causar verrugas ou lesões precursoras do câncer, como é o caso do de colo de útero”, destacou a infectologista.

Mardjane Lemos ressalta que a etiologia do câncer é multifatorial e, portanto, não surge por um fator específico. O câncer de estômago, por exemplo, tem uma interação com infecções causadas por alguns tipos de bactéria, como a H. pylori, responsável pela ocorrência da maioria das úlceras e da gastrite crônica – quando ocorre a inflamação do estômago. “São microrganismos oncogênicos com capacidade de provocar o câncer que, diante da queda da imunidade, invadem as células do corpo e predispõem a formação da doença”, salientou.

A infectologista e superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau frisou que todos esses cânceres podem acometer qualquer pessoa. A maior prevalência, no entanto, é em pacientes com Aids, visto que eles têm uma queda no sistema imunológico e, desse modo, a bactéria ou o vírus tem uma maior facilidade de invadir o corpo e levar à formação da doença.

A fase terminal

Pietro Rocha (nome fictício), de 26 anos, só descobriu ser portador do vírus HIV em 2013, quando a sífilis voltou a acometê-lo. A infecção já causava-lhe feridas pelo corpo, manchas vermelhas e, sobretudo, lesões na palma das mãos – sintomas que, para ele, eram facilmente confundidos com uma alergia cutânea.

Ele chegou a tomar antialérgicos, o que só aumentou as reações, afinal elas eram tentativas do corpo de sinalizar a doença, e uma medicação equivocada para os sintomas mascaravam o pedido de socorro – passe livre para o jovem voltar a transar sem preservativo e multiplicar a espécie da bactéria.

“Pense no meu desespero de vir sozinho para o Hospital Helvio Auto, aos 19 anos, e receber o diagnóstico de estar infectado pelo vírus HIV. A psicóloga conversou comigo sobre a importância do tratamento, mas, dentro de mim, algo dizia para eu não fazer. E foi assim que aconteceu”, contou Pietro.

O preconceito velado da sociedade, segundo o jovem, aumentou a dúvida sobre contar ou não sobre a soropositividade. “Isso gerou um medo de que, quando os outros viessem a saber, despertasse neles o lado mais sombrio, a rejeição. O prejulgamento é pior do que o próprio tratamento, pois causa uma pressão forte sobre o portador do vírus, que acaba optando por esconder sua condição sorológica”, disse. Pietro passou cinco anos convivendo com o HIV, sem apresentar sintomas ou qualquer outra reação.

No entanto, com o frequente ataque do vírus em seu corpo, as células de defesa começavam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo de Pietro ficava cada vez mais fraco e vulnerável a infecções oportunistas. À época, o jovem foi diagnosticado com tuberculose ganglionar – que é bacteriana e acomete os gânglios linfáticos, também conhecidos como linfonodos. Além do aumento dos gânglios com dor local, ele passou a ter febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. Os 63 kg foram reduzidos para 41 num curto espaço de tempo.

Em 21 de fevereiro deste ano, dia em que sua mãe, Joana, de 52 anos, comemorava mais um aniversário, a situação ficou crítica e o rapaz precisou ser levado às pressas a um ambulatório, visto que seu tio suspeitava que ele já estivesse com os sintomas da Aids. Chegando lá, a desconfiança foi confirmada com exames laboratoriais. No entanto, o que Pietro e a família não esperavam era que, além do diagnóstico da síndrome, o jovem também estivesse com um câncer instalado no intestino.

Apesar de acreditar que tenha sido alvo de transmissão intencional do HIV, Pietro optou em não conversar com as pessoas com quem teve contato em atos sexuais. “Desconfiar é uma coisa e ter certeza é outra completamente diferente. Mas, agora, isso não importa mais. Estou aqui, prostrado numa cama de hospital, sentido fortes dores no meu corpo, sem saber quando vou ter alta”, lamentou, enquanto enxugava as lágrimas.

Pietro Rocha é um jovem de rosto e corpo extremamente magro, estatura mediana e de olhos claros pequenos e atentos. Sua vida sexual começou aos 14 anos e os encontros casuais aconteciam sempre depois das baladas. “Conheci caras super legais, onde rolava uma química e um tesão incontroláveis, e nunca deixei de me entregar por medo de tomar algum atitude insensata. Optava por ficar com outros homens ou mesmo ter um romance, mas sem a gente se autointitular namorados. Nunca transei com camisinha porque eles eram extremamente carinhosos comigo e me passavam confiança em tudo que diziam”, admitiu.

Para ele, as pessoas que utilizam aplicativos de encontros para sexo ocasional – e não se protegem – estão mais vulneráveis ao vírus HIV. “Porque, às vezes, a gente vê um homem ou uma mulher de rostinho bonito e, por dentro, eles podem estar infectados pelo HIV e não sabem. O objetivo desses aplicativos voltados para o público LGBTI+ é puramente o sexo. E só. É aí onde mora o perigo. Se você quiser ter uma relação sexual prazerosa, primeiro faça o teste rápido e não abandone o uso do preservativo”, alerta. “Espero, do fundo do coração, que as pessoas não cometam o mesmo erro que eu.”

Depois de tudo o que viveu, Pietro reflete, através da janela do leito no qual se encontra, que se tivesse sido mais seletivo nos relacionamentos as chances de decepção seriam menores. “É claro que ao olhar para trás me bate um arrependimento, pois foi por conta do meu comportamento de risco que estou aqui”, confessou, envergonhado. “Embora eu saiba que algum dia eu vá morrer em função da Aids, não deixo que isso afete o meu íntimo, o prazer que eu tenho em viver, em sorrir. Estou com a doença porque demorei muito para buscar o tratamento, por pura ignorância”, desabafou o jovem.

De acordo com Pietro, os remédios lhe causam efeitos colaterais, que vão desde dor de cabeça até problemas ósseos, renais e cardíacos. “Eu tomo três comprimidos por dia, sendo um pela manhã e os outros dois à noite. São drogas muito pesadas, no início do tratamento a gente costuma ver vultos, ter pesadelos e muita insônia. Meu organismo demorou, em média, quatro meses para se acostumar. Eu ainda tenho alucinações que me deixam muito mal. Não são como antes, mas me incomodam bastante”, contou, após pedir a uma das enfermeiras um analgésico para aliviar a dor nas costas. “Não desejo esses sintomas nem para o meu pior inimigo”.

Desde o diagnóstico de HIV, o rapaz não teve nenhum namorado e tem receio de se envolver afetivamente em um novo relacionamento. “Perdi a vontade. Não pretendo mais me relacionar com ninguém por conta da doença e, principalmente, pelo estigma da sociedade. Não acredito que eu possa me apaixonar novamente e, caso isso venha acontecer, vou bloquear meus sentimentos, porque o que eu não quero para mim, não desejo aos outros”, frisou.

Há um mês internado, Pietro têm muitos sonhos e acredita que será muito feliz quando eles forem concretizados, um por um. “Não vejo a hora de começar o tratamento quimioterápico, ganhar peso e voltar para a minha faculdade de Direito, que tanto amo”. Também tem projetos para o futuro: diz que pretende aprender a língua inglesa e, quem sabe, viajar até Nova York. Quer conhecer a Times Square. “Ouço falar que é um lugar incrível”.

Entre os sentimentos mais comuns que relata estão a solidão, a tristeza e a sensação de desamparo. A combinação dessas emoções já o levou à depressão e ao medo de morrer. De descuidar da saúde. De adoecer ainda mais. De sofrer. “Diariamente eu olho para os lados e me vejo sozinho, mesmo com o apoio incondicional da minha família. Agora é seguir o tratamento e ?bola para a frente?, porque tem gente que abandona. Eu vou continuar lutando para conquistar tudo o que eu sempre quis. Vou mostrar minha força para quem pensa que eu sou fraco, vou ser um vencedor, vou voltar a viver novamente”, afirmou sorrindo. “Nossas escolhas dirão para onde iremos, e só você pode mudar a sua”.

Cinco dias após conceder essa entrevista, Pietro Rocha morreu às 12h40 de uma segunda-feira de novembro em decorrência da Aids e do câncer de intestino, doenças contra as quais lutava desde fevereiro deste ano.

A inexorável dor da perda

Abatida, a mãe do jovem disse que os últimos dias do filho no leito hospitalar foram desesperadores. Dia após dia, Pietro piorava, sentindo fortes dores no coração e na coluna, devido à fraqueza do corpo. Precisou ser higienizado pela equipe médica no quarto, pois não tinha mais condições de se locomover até o banheiro, que ficava a menos de 1 metro da cama. Quando conseguia cochilar, o sono era interrompido pelas alucinações. “Antes de ir para a UTI, ele me pediu perdão por tudo”, descreveu a mãe, chorando.

Para ela, aceitar a inversão da ordem natural do ciclo da vida foi “dolorosamente terrível e assombroso. Ele era um jovem com todas as alegrias e sonhos da sua idade e do seu tempo”. Fez uma viagem sem volta, esperada porém sem minutos contados para dar o último adeus. “Soube da morte do Pietro quando estava entrando no hospital para visitá-lo. Já o vi com os olhos fechados”, relembrou.

“É impossível medir a dor da perda de um filho. Não consigo mensurá-la, é uma dor aberta, singular, egoísta e gigante. Por isso, deixo aqui o meu conselho e o meu alerta para todas as famílias: conversem todos os dias com seus filhos sobre os riscos das relações sexuais sem camisinha e a importância de fazer o teste rápido. Se dependesse exclusivamente de mim, ele ainda estaria aqui, rindo e feliz da vida. Agora o que me resta é só saudade”, lamentou a mãe.


Campanha do Hemoal tem camisa de brinde com tipo sanguíneo para doadores

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A-me, Ab+race, Do+e e Celeb-re. Com essa temática, que enfatiza as tipagens sanguíneas e os principais sentimentos cultivados durante as festas de fim de ano, o Hemocentro de Alagoas (Hemoal), Unidade Maceió, promove mais uma campanha de doação de sangue.

A ação, que vai contemplar o voluntário com uma camisa que mostra o seu tipo sanguíneo, irá acontecer nesta sexta (21), das 7h às 18h; no sábado (22), das 8h às 17h; e na segunda (24), das 8h às 12h.

Por meio desta ação, a Gerência do Hemoal tem como propósito formar um estoque estratégico de sangue, cujo objetivo é atender as transfusões nos hospitais e maternidades durante o feriado de Natal. Isso porque, no período das festas de fim de ano, o número de doações de sangue cai 40%, enquanto a necessidade de transfusões triplica, segundo aponta o Núcleo de Captação de Doadores de Sangue, com base no histórico de anos anteriores.

Para se ter ideia da carência de sangue, nesta quinta-feira (20) as tipagens O negativa e positiva, além da B Negativa são as mais críticas e precisam ser repostas para o feriadão do Natal. “Esta campanha visa reforçar no imaginário do povo alagoano que precisamos incluir a doação voluntária de sangue no cotidiano, porque representa um gesto nobre, que salva até quatro vidas”, salienta a gerente do Hemoal, Verônica Guedes.

Critérios para doação – E para se candidatar à doação de sangue, devem ser observados alguns critérios, segundo a gerente do Hemoal. Além de ter entre 16 e 69 anos de idade, no mínimo 50 kg e portar um documento de identificação com foto, é necessário estar acompanhado dos pais, caso seja menor de 18 anos.

O voluntário também não pode ter contraído doença de Chagas, Aids, sífilis e hepatite após os 11 anos. “É indispensável que o candidato à doação de sangue compareça alimentado. E quanto as gestantes e lactantes, não é permitida a doação. Mas, quanto aos doadores que irão repetir o procedimento, estipula-se um intervalo de dois meses para os homens e três para as mulheres”, informa Verônica Guedes.

Inovação – E além da campanha de doação de sangue, o Hemoal lançou mais uma inovação para captar novos doadores. A partir de agora, quem passa pelo Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa), no bairro Farol, em Maceió, se depara com um mega totem de LED, que informa os tipos de sangue com estoque crítico, visando sensibilizar mais voluntários a comparecer ao hemocentro e realizar a doação de sangue.


Alagoas teve 336 casos de Aids registrados em 2018, a maioria entre heterossexuais

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Entre janeiro e novembro deste ano, 336 casos de Aids foram registrados em Alagoas, a maioria deles em pessoas heterossexuais.

O dado, levantado por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), foi divulgado nesta quarta-feira (19) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

O resultado deste ano é menor que o de 2017, que no mesmo período registrou 399 notificações.

Com relação ao total dos casos de notificações relativos ao tipo de exposição em 2018, os números são os seguintes:

  • 151 – heterossexuais;
  • 57 – homossexuais;
  • 13 – bissexuais;
  • 5 – perinatal (de mãe para filho);
  • 2 – usuários de drogas injetáveis (UDI)
  • 108 – não informaram a orientação sexual

Os homens foram a maioria das notificações, com 231 casos, seguido pelas mulheres, com 105.

Ainda neste período de 11 meses, 775 casos de infecção pelo vírus HIV foram notificados no estado. Também neste caso, a maioria foi registrada em homens (498) e pessoas que se declararam heterossexuais (346).

Viver com o HIV é diferente de ter Aids. HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca principalmente células do sistema de defesa chamadas CD4 e nos torna mais vulneráveis a outros vírus, bactérias e ao câncer.

6.848 casos em 32 anos

O levantamento mostra ainda que, no período compreendido entre 1986 e novembro de 2018, Alagoas teve 6.848 casos diagnosticados de Aids. Destes, 4.538 eram homens e 2.310, mulheres. O grupo etário com a maior quantidade de diagnósticos é o compreendido entre os 30 e 39 anos de idade, com 2.405 casos.

Também nesse período de 32 anos, 2.217 mortes foram provocadas pela Aids no estado, principalmente entre pessoas com idades que vão dos 30 aos 39 anos (448 casos).

A Sesau informou também que de abril a novembro deste ano, 5.267 pessoas fizeram os testes rápidos para o diagnóstico da infecção pelo vírus HIV, por meio do Projeto Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Itinerante.

“Como os CTA funcionam exclusivamente para esse diagnóstico, tanto do HIV quanto da sífilis e hepatites B e C, ele acaba sendo uma porta de entrada para a população mais vulnerável, a exemplo dos HSH [homens que fazem sexo com homens], travestis, transexuais e profissionais do sexo”, explica Sandra Gomes, coordenadora do Programa de Combate às IST/Aids e Hepatites Virais da Sesau.

Ela também ressaltou que, na análise do resultado dos testes para detectar o HIV, é preciso levar em conta a janela imunológica, que pode dar um resultado não reagente, ainda que o vírus esteja presente no organismo.

A janela imunológica é o intervalo de tempo decorrido entre a infecção pelo vírus até a primeira detecção de anticorpos anti-HIV, produzidos pelo sistema de defesa do organismo. Na maioria dos casos, ela é de 30 dias, mas esse período pode variar, dependendo da reação do organismo.

“Se um teste para detecção de anticorpos anti-HIV é realizado durante o período da janela imunológica, há a possibilidade de gerar um resultado não reagente, mesmo que a pessoa esteja infectada. Dessa forma, recomenda-se que, nos casos de testes com resultados não reagentes, onde permaneça a suspeita de infecção pelo HIV, a testagem seja repetida após 30 dias, por meio da coleta de uma nova amostra. Nesse período, o vírus HIV já pode ser transmitido, mesmo nos casos em que o resultado do teste que detecta anticorpos anti-HIV for não reagente”, diz Sandra.


Ministério da Saúde faz alerta para vacinação em período de férias

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O Ministério da Saúde faz um alerta aos viajantes neste fim de ano: manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para ter uma viagem saudável e tranquila.
Pelo menos 10 dias antes da viagem, o turista deve atualizar a caderneta de acordo com as orientações do Calendário Nacional de Vacinação. Segundo a pasta, viajantes devem dar atenção especial às vacinas contra sarampo, hepatites A e B, e a febre amarela.
A pasta disponibiliza uma seção em seu site com informações, dicas e orientações sobre a saúde do viajante.
Uma das doenças de maior risco de transmissão no verão é a febre amarela, com registro em áreas com grande contingente populacional desde 2017. Atualmente, mais de 4 mil municípios são considerados áreas com recomendação de imunização. A vacina contra a febre amarela é ofertada gratuitamente no Calendário Nacional de Vacinação, e apenas uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.
Outra vacina importante para quem for viajar é a contra o sarampo. Isso porque o Brasil enfrenta atualmente dois surtos da doença: no Amazonas, com 9.724 casos confirmados e, em Roraima, com 349. Também há registros de casos em São Paulo, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Rondônia, Bahia, Pernambuco, no Pará, Distrito Federal e em Sergipe.
Outro alerta da pasta é direcionado aos turistas que necessitem de medicamentos de uso contínuo. O viajante não deve esquecer a prescrição médica e precisa levar a quantidade suficiente para o período em que estará fora de casa. Além disso, é importante esclarecer que o Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes como medida de proteção para quem não pode se vacinar, como as gestantes que não podem tomar a vacina contra a febre amarela.

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