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Meninos já podem se vacinar contra o HPV em Maceió

Imunização acontece nos postos da capital para meninos com 12 e 13 anos

Meninos na faixa etária de 12 e 13 anos já podem ser vacinados contra o vírus do HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos postos de vacinação de Maceió. Até o ano passado, essa imunização era restrita às meninas, mas verificou-se que os meninos também são fonte de transmissão do HPV.  A definição da faixa-etária para vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual, portanto, antes do contato com o vírus.

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) da SMS, Eunice Raquel Amorim, o esquema vacinal para meninos é de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. “Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla, de 9 a 26 anos, e o esquema vacinal é de três doses, com intervalo de 2 e seis meses após a primeira aplicação. No caso de portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica”, esclareceu Eunice Raquel.

A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/Aids. A estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV.

A vacina disponibilizada para os meninos é quadrivalente, ou seja, confere proteção contra quatro subtipos de vírus HPV (tipos 6, 11, 16 e 18). Oferecida para meninas desde 2014 pelo SUS, a eficácia da vacina é de 98% para quem segue corretamente o esquema vacinal.  Até 2020, essa faixa etária será ampliada, incluindo os meninos de 9 a 13 anos.

Vacina Meningocócica C

A partir de janeiro de 2017 também será introduzida uma nova vacina no calendário do município, a Meningocócica C, destinada a adolescentes de ambos os sexos, na faixa etária de 12 a 13 anos de idade, devendo ser administrada como reforço ou dose única.

A vacina defende o organismo de uma das bactérias causadoras de meningites.  Até 2020, serão atendidas as faixas etárias de 9 a 13 anos gradativamente. Em 2016, a vacina estava indicada apenas para crianças até 4 anos de idade; e passará a abranger os adolescentes a partir de janeiro de 2017.


Tabagismo custa US$ 1 trilhão e em breve vai matar 8 milhões por ano, diz estudo

Custos em saúde e perda de produtividade relacionados ao cigarro superam amplamente a receita obtida com impostos sobre o fumo.

(Foto: Reuters/Lisi Niesner/File Photo)

tabagismo custa à economia global mais de US$ 1 trilhão por ano, em gastos com saúde e perda de produtividade, e até 2030 matará um terço a mais de pessoas do que agora, de acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado nesta terça-feira (10).

O custo estimado supera amplamente as receitas globais com os impostos sobre o fumo, que a OMS colocou em cerca de US$ 269 bilhões em 2013-2014.

“O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões de mortes para cerca de 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda”, diz o estudo.

Cerca de 80% dos fumantes vivem nesses países e, embora a prevalência de tabagismo esteja caindo entre a população global, o número total de fumantes em todo o mundo está aumentando, afirma o estudo.

Especialistas em saúde dizem que o uso do fumo é a maior causa evitável de morte globalmente.

“É responsável por… provavelmente mais de US$ 1 trilhão em custos de saúde e perda de produtividade a cada ano”, diz o estudo, revisado por mais de 70 especialistas.


Recupere o corpo após as festas de fim de ano com esse cardápio detox

Confira o menu elaborado por nossa redação com ingredientes que ajudam o corpo a se recuperar do consumo exagerado de álcool e de pratos pesados nas festas

Quando exageramos no Natal e no Ano Novo, o organismo às vezes pede para pisarmos no freio com uma alimentação regrada – ou, no mínimo, mais leve. Para ajudar nos dias seguintes após as farras, convidamos a consultora e nutricionista Maria Vitória Falcão para elaborar um menu desintoxicante e repleto de nutrientes, além de dar dicas alimentares, que ajudam o corpo a se recuperar da ressaca e a entrar renovado em 2017.

“Após as festas, sempre vem a sensação de peso, estufamento e também o peso na consciência. Para ajudar a diminuir a retenção hídrica, aposte em muita água e chás diuréticos, como cavalinha, oliveira, hibisco”, explica Maria Vitória, que acrescenta: “os alimentos verde-escuro são muito bem-vindos, pois aumentam a excreção de toxinas do corpo, melhorando o processo de detox. Procure acrescentar nos seus dias pepino, couve, salsão e espinafre. Compostos antiinflamatórios também são bem vindos, visando reduzir o processo de inflamação que se cria com o consumo de alguns alimentos. Utilize a cúrcuma, gengibre, frutas vermelhas, canela para esse fim”.

 

1. Caipirinha de Suco Verde
“A caipirinha detox não é um alimento funcional e que deva ser consumido todos os dias. A ideia é dar um up em uma preparação que as pessoas gostam e que é consumida com frequência no nosso país. Utiliza-se alguns alimentos com poder depurativo e detoxificante, tal como a couve, abacaxi e hortelã. São alimentos ricos em clorofila e que aumentam a excreção de toxinas acumuladas no fígado e rins”.

Ingredientes:
4 maçãs sem casca e caroço
1 abacaxi cortado em cubos médios
1 cenoura
1 punhado de hortelã
2 couves-manteiga
5 tâmaras sem caroço hidratadas
500 ml de água de coco
Saquê

Modo de Preparo:
Processe todos os ingredientes menos o abacaxi e o sake até ficar um liquido homogêneo, coe e reserve;
Em um copo amasse um pouco do abacaxi, adicione umas pedrinhas de gelo, coloque o sake e por ultimo adicione o suco, misture bem e sirva.

2. Suco Regenerativo
“Nessa receita, colocamos alimentos que aumentam a diurese e o poder de limpeza do corpo, tal como o pepino, que por ser rico em água, auxilia a transportar compostos químicos para a urina e excreté-los, deixando o ambiente corporal mais propício e favorável para receber nutrientes”.

Ingredientes:
Rende 1 porção.

3 fatias de abacaxi sem casca
1/2 pepino caipira sem a casca
½ copo de agua de coco ou chá verde
suco de ½ limão
1 a 2 rodelas finas de gengibre
6 unidades de folhas de hortelã
1 punhado de espinafre
1 pitada de cúrcuma

Modo de preparo:
Bata aos poucos no liquidificador, coe e sirva.
3. Arroz de couve-flor
“Essa é uma preparação lowcarb, excelente para manter a refeição mais leve e menos calórica sem ter que abrir mão desse acompanhamento que vai bem em tantos pratos. A couve-flor é um alimento rico em fibras e muita água, o que ajuda na sensação de saciedade, com pouquissimas calorias e muito sabor”.

Ingredientes:
½ couve-flor
½ xícara de cebola ralada
1 dente de alho amassado
Sal marinho e pimenta do reino a gosto
1 colher (sopa) de salsinha picada
óleo de coco ou azeite de oliva

Modo de preparo:
Lave a couve-flor em água fria e seque bem;

Usando um ralador de queijo, rale a couve-flor ou coloque num processador e bata usando a função “pulsar” até obter uma textura similar à do arroz, cuidado para não deixa-lo úmido;

Em uma frigideira, refogue o alho até dourar bem, em seguida a cebola por aproximadamente 10 minutos;

Acrescente a couve-flor e deixe refogar por cerca de 5 minutos.

Tempere com sal e pimenta do reino.

Polvilhe com salsinha e sirva em seguida no lugar do tradicional arroz branco.
4. Noodles Raw de Abobrinha com Molho de Dois Tomates
“Os noodles de abobrinha, além de ser super-simples e uma preparação leve, é uma boa opção para aqueles dias em que se tem pressa e precisa de algo rápido, pois é uma receita raw (crua).
Os alimentos, quando em sua forma crua, preservam mais nutrientes (salvo algumas exceções) e possuem uma funcionalidade e estrutura diferente, que pode trazer diversos benefícios para o corpo, tal como o aproveitamento integral do alimento e manutenção do metabolismo”.

Utensílios:
Espiralizador ou cortador/descascador/fatiados de legumes

Ingredientes:
2 abobrinhas grandes
1 xícara de molho de dois tomates
Crumesão a gosto

.Noodles de abobrinha
Com o espiralizador, corte as pontas da abobrinha, centralize e deixa ela firme; vá girando a manivela e fazendo os fios de abobrinha.

Ou:

Passe o descascador ou fatiador na vertical em um dos lados da abobrinha; tente fazer o mais fino possivel, no máximo 1,25cm, em cada passagem, criando assim fios parecidos aos de espaguete;

Caso esteja utilizando um fatiador, você poderá pré-definir a espessura a ser cortada (se seu utensílio tiver esta função).

Se estiver usando um mandolim, ajuste a lâmina para o corte mais fino possível. Passe a lâmina longitudinalmente para criar os fios.

Quando chegar nas sementes, vire e faça o mesmo com o outro lado da abobrinha. Não utilize a parte com as sementes.

Coloque em pratos individuais, adicione um pouco do molho de dois tomates e finalize com folhas de manjericão e o crumesão.
.Parmesão vegano (crumesão)
“Uma bela opção para substituir o queijo tradicional é ter uma opção sem lactose. O crumesão é feito com base nas oleaginosas, ricas em gorduras superbenéficas para o corpo, que auxiliam na manutenção da glicemia e modulam a oxidação de gordura. As gorduras tendem a dar mais saciedade, pois mexem diretamente com o hormônio incretina, que irá transmitir ao cérebro a sensação de que está satisfeito”.

Ingredientes:
½ xícara de chá de castanha-do-pará
½ xicara de castanha de caju
½ dente de alho ralado
2 colheres de chá de gergelim torrado
1 colher de sopa de levedura nutricional (opcional)
1 colher de chá de sal marinho, Uma pitada de pimenta-do-reino moída

Modo de preparo:
Coloque todos os ingredientes no processador e bata rapidamente, com o botão “pulsar”, até obter uma mistura granulada, porém crocante.

Conserva-se por duas semanas na geladeira em recipiente hermético.
.Molho de tomate
“Essa é uma opção que deve fazer parte da sua rotina diária. Abandone os molhos prontos e enlatados e prepare o seu. Os enlatados possuem acidulantes e conservantes que o nosso corpo não consegue digerir e identificar, causando uma confusão metabólica e intoxicando o corpo, quando ingerido em altas quantidades. O tomate por si é um superalimento, rico em licopeno, um dos maiores antioxidantes que podemos encontrar na natureza. Além da prevenção de cêncer de próstata, ele ajuda na redução de colesterol, remoção de radicais livres e é riquíssimo em vitamina C. Sim,o tomate é considerado uma fruta cítrica e ajuda muito na imunidade, então é uma boa pedida para o fim do ano, já que a farra é grande e precisamos nos manter sempre inteiros para aguentar, certo?”.

Ingredientes:
1 xícara de tomate seco escorrido de seu óleo
2 xícaras ou 4 tomates, sem pele e sem semente, picado
½ xícara de castanhas em pedaços ou pinole ou pistache
½ xícara de azeite de oliva extra-virgem
5 tâmaras sem caroço picada
½ de colher de chá de sal marinho
½ de colher de chá de páprica picante
½ de colher de chá pimenta caiena
1 dente de alho ralado
½ xicara de folhas de manjericão picadas

Modo de preparo:
Bata no processador de alimentos todos os ingredientes exceto os tomates frescos, quando já estiver mais encorpado adicione o tomate picado e processe mais um pouco, Reserve;
4. Brownie
“A vontade de doce sempre aparece, mas vamos tentar fugir do açúcar refinado e utilizar outros alimentos a nosso favor. Esse brownie leva como adoçante natural as tâmaras e o mel, que irão dar o docinho na medida, sem trazer os malefícios do açúcar por si. O açúcar é viciante e o consumo regular está relacionado com diversas patologias clínicas. O maior problema nas festas, é que preparações doces em sua maioria contém uma boa quantidade de açúcar, manteiga e outros compostos intoxicantes, então vamos fugir deles e optar por coisas mais naturais. As tâmaras, nozes e óleo de coco são calóricos e por isso, devem ter seu consumo moderado”.

Ingredientes:
3 xícaras de chá de amêndoas ou nozes pecan
½ xícara de chá de tâmaras inteiras sem caroço
¾ de xícara de chá de pasta de tâmara
¾ de xícara de chá de cacau em pó
1 fava de baunilha
Uma pitada de sal marinho

Modo de preparo:
Deixe as tâmaras (da pasta) de molho na água quente por 30 minutos em seguida bata até virar uma pasta, colocando a água do molho aos poucos para não ficar muito líquida;

Corte o restante das tâmaras ao meio e bata grosseiramente no processador e reserve;

Bata 2 xícaras das amêndoas no processador até virar farinha e o restante grosseiramente, deixando pedaços;

Incorpore todos os ingredientes e misture com as mãos até obter uma pasta espessa e uniforme;

Espalhe essa mistura em uma pequena forma quadrada para bolo de 20 cm. Nivele bem a superfície com uma espátula.

.Cobertura do brownie
¼ de xícara de chá de óleo de coco
1 colher de sopa de água
¼ de xícara de chá de mel
Uma pitada de sal marinho

Modo de preparo:
Derreta o óleo de coco no banho-maria;

Bata todos demais ingredientes até obter um creme uniforme. Acrescente o óleo de coco derretido e misture até que esteja bem incorporado;

Espalhe uniformemente sobre um brownie;

Deixe na geladeira por 1h até que fique firme.


Revisão de estudos feita pela OMS confirma relação entre zika e Guillain-Barré

Em parceria com universidade da Suíça, organização analisou 72 publicações e diz que vírus é um ‘gatilho’ para a síndrome

Um grupo de trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com a Universidade de Berna, na Suíça, fez uma análise de 72 estudos publicados sobre o vírus da zika e confirmou sua relação com a síndrome de Guillain-Barré. O artigo foi publicado nesta terça-feira (3) na revista “PLoS Medicine”.

A síndrome de Guillain-Barré é uma condição rara em que o sistema imunitário do paciente ataca os nervos periféricos. Ela é mais frequente no sexo masculino, mas pessoas de todas as idades podem ser afetadas. Os pacientes sentem fraqueza e sensação de dormência, que geralmente começam nas pernas, braços e rosto.

A OMS já havia se posicionado e dito que alguns casos de zika levavam ao Guillain-Barré. Em março de 2016, a organização disse que havia um “forte consenso científico” de que o vírus é uma das causas da síndrome. Até então, a relação não havia sido totalmente comprovada.

Os grupos da OMS e da universidade suíça usaram essas 72 pesquisas (publicadas até 30 de maio de 2016) que incluíam dados sobre o zika e suas consequências à saúde. Foram estabelecidos dez critérios de causalidade para relacionar o vírus à síndrome. Depois, revisaram toda a literatura já publicada e abordaram os resultados – um painel de especialistas foi convocado para avaliar a revisão.

A equipe concluiu que pelo menos oito dos dez critérios foram atendidos entre as 72 pesquisas. Além disso, artigos publicados após a revisão inicial de literatura – de 30 de maio a 29 de julho de 2016 – reforçaram os achados da OMS e da universidade suíça.

“São necessárias revisões rápidas e sistemáticas com atualizações frequentes e disseminação aberta para a avaliação de evidências sobre a infecção pelo vírus da zika, como também para próximas ameaças à saúde que irão surgir”, disseram os autores. “Esta revisão sistemática encontrou provas suficientes para concluir que o vírus da zika é uma causa de anomalias congênitas e é um gatilho para Guillain-Barré”, completaram.

Além da síndrome de Guillain-Barré, a OMS já havia confirmado a relação entre o zika e a microcefalia. O vírus é responsável pela síndrome congênita que pode afetar o sistema nervoso central, causar epilepsia, deficiências auditivas e visuais, prejuízo no desenvolvimento psicomotor, bem como efeitos negativos sobre ossos e articulações.

 

*Com GazetaWeb


Estresse: O mal do século

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imagesAlexandre Brandão

Quando o cérebro, independente da vontade, interpreta alguma situação como ameaçadora ou tensa, todo organismo passa a desenvolver uma série de alterações denominadas, em seu conjunto, de Síndrome Geral da Adaptação ou Estresse. Na primeira etapa dessa situação ocorre uma Reação de Alarme, onde todas as respostas corporais entram em estado de prontidão geral ou seja, todo organismo é mobilizado sem envolvimento específico ou exclusivo de algum órgão em particular. É um estado de alerta geral, tal como se fosse um susto.

Se esse Estresse continua por um período mais longo sobrevém a segunda fase, chamada de Fase de Adaptação ou Resistência, a qual acontece quando a tensão se repete. Nesta fase o corpo começa a acostumar-se aos estímulos causadores do Estressee entra num estado de resistência ou de adaptação.

Durante este estágio o organismo adapta suas reações e seu metabolismo para suportar o Estresse por um período de tempo. Neste estado a reação de Estresse pode ser canalizada para um órgão específico ou para um determinado sistema, seja o sistema cardiológico, por exemplo, ou a pele, o sistema muscular, aparelho digestivo, etc.

Entretanto, a energia dirigida para adaptação da pessoa à solicitação estressante não é ilimitada e se o Estresse continuar o corpo todo pode entrar na terceira fase, o Estado de Esgotamento, onde haverá queda acentuada da capacidade adaptativa.

Resumindo a Síndrome Geral de Adaptação descrita por Selye consiste em três fases sucessivas: Reação de Alarme, Fase de Adaptação ou Resistência e Fase de Exaustão ou Esgotamento. A Fase de Exaustão é atingida nas situações mais graves e, normalmente, persistentes. Vejamos uma a uma.

Reação de Alarme
Reação de Alarme subdivide-se em dois estados, a fase de choque e a fase de contra-choque. As alterações fisiológicas na fase de choque, momento onde o indivíduo experimenta o estímulo estressor, são muito exuberantes (Quadro 1).

Durante a Reação de Alarme o chamado Sistema Nervos Autônomo (SNA) participa ativamente do conjunto das alterações fisiológicas. O SNA é um complexo conjunto neurológico que controla autonomamente todo o meio interno do organismo através da ativação e inibição dos diversos sistemas, vísceras e glândulas.

Ainda durante o momento em que está havendo estimulação estressante aguda (Fase de Choque da Reação de Alarme), uma parte do Sistema Nervoso Central denominado Hipotálamo promove a liberação de um hormônio, o qual, por sua vez, estimula a hipófise(glândula que faz parte do Hipotálamo) a liberar um outro hormônio, o ACTH. Este último ganha a corrente sanguínea e estimula as glândulas suprarrenais para a secreção de cortisol. Vejamos com detalhes.

Inicialmente há envolvimento do hipotálamo, que ativa todo o Sistema Nervoso Autônomo em sua porção Simpática, ativando assim as respostas físicas, mentais e psicológicas ao estresse.

É também no hipotálamo que se localiza a hipófise, a glândula mestre do sistema endócrino. Para que a hipófise comece sua respostas ao estresse, o próprio hipotálamo secreta algumas substâncias, como é o caso, entre outros, da dopamina, da noradrenalina e do fator liberador da corticotrofina (CRF).

Em resposta ao aumento da produção de dopamina, noradrenalina e do fator liberador da corticotrofina pelo hipotálamo, a hipófise aumenta a produção de seus hormônios, tais como a vasopressina, a prolactina, o hormônio somatotrófico (ou hormônio do crescimento – GH), o hormônio estimulador da tireóide (TSH). Em relação ao GnRH ou hormônio liberador de gonadotrofinas, produzido no hipotálamo e capaz de estimular a hipófise para a liberação dos hormônios gonadotróficos, pode ocorrer no estresse tanto uma inibição quanto um aumento desmedido.

Por causa de tudo isso, o hipotálamo é considerado o principal sítio cerebral responsável pela constelação das respostas orgânicas aos agentes estressores. A hipófise, por sua vez, tem como uma das principais ações estimular o sistema endócrino, notadamente as glândulas suprarrenais.

A partir da produção do fator liberador da corticotrofina o hipotálamo estimula a hipófise a aumentar a produção da corticotrofina, chamada também de hormônio adreno-córticotrófico (ACTH), o qual, por sua vez, agirá nas glândulas suprarrenais. Nas glândulas suprarrenais ocorrerá um aumento na liberação de seus hormônios; o cortisol e as catecolaminas. Esses últimos são de fundamental importância na resposta fisiológica ao estresse por tratar-se da adrenalina e noradrenalina.

O aumento na produção destes hormônios pelas suprarrenais são os principais indicadores biológicos da resposta ao estresse. Alguns trabalhos confirmaram o aumento da secreção de catecolaminas suprarrenais durante o estresse através presença de metabólitos dessas substâncias na urina de estudantes por ocasião do período de exames.

Quadro 1 – Alterações na Fase de Choque da Reação de Alarme
Alterações Objetivos
  • Aumento da frequência cardíaca e pressão arterial
Sangue circulando mais rápido melhora a atividade muscular esquelética e cerebral, facilitando a ação e o movimento.
  • Contração do baço.
Levar mais glóbulos vermelhos à corrente sanguínea e melhora a oxigenação do organismo e de áreas estratégicas.
  • O fígado libera mais glicose.
Para ser utilizado como alimento e energia para os músculos e cérebro.
  • Redistribuição sanguínea.
Diminui o sangue dirigido à pele e vísceras, aumentando para músculos e cérebro.
  • Aumento da frequência respiratória e dilatação dos brônquios.
Favorece a captação de mais oxigênio pelo sangue.
  • Dilatação das pupilas.
Para aumentar a eficiência visual.
  • Aumento do número de linfócitos na corrente sanguínea.
Preparar os tecidos para possíveis danos por agentes externos agressores

 

 

A fisiopatologia sabe que os níveis aumentados de cortisol influenciam o sistema imunológico inibindo a resposta inflamatória, afetando essencialmente a função das células T. Temporariamente esta inibição imunológica parece ser benéfica, tendo em vista diminuir a intensidade das reações inflamatórias aos agentes de estresse.

Resumindo, durante a Fase de Choque predomina a atuação de uma parte do Sistema Nervos Autônomo chamado de Sistema Simpático, o qual proporciona descargas de adrenalina da medula da glândula suprarrenal e de noradrenalina das fibras pós-ganglionares para a corrente sanguínea.

Alguns estudos mais recentes sugerem que a emoção da raiva, quando dirigida para fora, está associada mais à secreção de noradrenalina. Entretanto, na depressão e a na ansiedade, onde os sentimentos estão dirigidos mais para si próprio, a secreção de adrenalina predomina.

Adaptação ou Resistência
Fase de Resistência se caracteriza, basicamente, pela hiperatividade da glândula suprarrenal sob influência do hipotálamo, particularmente da hipófise. Nesta fase, mais crônica, há um aumento no volume da suprarrenal concomitante a uma atrofia do baço e das estruturas linfáticas, assim como um aumento dos glóbulos brancos do sangue (leucocitose).

A ação da hipófise ao ativar todo o Sistema Endócrino ocorre porque o organismo necessita concentrar maior quantidade de energia para se defender. As descargas simpáticas na camada medular das glândulas suprarrenais provoca a liberação de catecolaminas nas situações emergenciais do estresse, e simultaneamente é ativada a glicogênese no fígado com o propósito de aumentar a glicose no sangue, inibindo a insulina e estimulando o glucagon, estes dois últimos hormônios pancreáticos.

Durante essa fase de adaptação prossegue o aumento de atividade do Sistema Simpático e a liberação de catecolaminas. Esse mecanismo hormonal permite maior aporte de glicose às células em geral, seguido pela liberação de glicocorticóides, os quais são fundamentais para a excitação de atividades cerebrais durante a Síndrome Geral de Adaptação ou Estresse.

Os glicocorticóides (GC) regulam também as catecolaminas, pois a síntese das catecolaminas também necessita de glicose. Os GC são corticosteróides capazes de estimular a síntese de RNA, formadora de proteína e de glicogênio e suprime a síntese de DNA.

A taxa de glicose precisa ser elevada no sangue para que haja energia disponível ao longo do estresse. Mas, se o estresse continua por muito tempo, os glicocorticóides são destrutivos para os tecidos, inibindo o crescimento somático e ósseo.

Assim, se os estímulos estressores continuam e se tornam crônicos, a resposta começa a diminuir de intensidade, podendo haver uma antecipação das respostas. É como se a pessoa começasse a se acostumar com os estressores mas, não obstante, pudesse também desenvolver a reação de estresse apenas diante da perspectiva ou expectativa do estímulo.

Vamos imaginar, hipoteticamente, uma pessoa que se deparasse com uma cobra no meio de sua sala, quase todas as vezes que entrasse em casa. Com o tempo sua reação ao ver a cobra tende a diminuir, embora ainda continue tomando muito cuidado. Vai chegar um momento em que, ainda que não veja cobra ao chegar em casa, antes de entrar na sala ficará estressado.

Talvez tenha grande ansiedade ao imaginar onde poderia estar hoje a tal cobra. Diz um ditado que a diferença entre medo e ansiedade é exatamente essa; medo é ver uma cobra dentro do quarto e ansiedade é saber que tem uma cobra dentro do quarto mas não saber onde. Se o agente ou estímulo estressor continua, o organismo vai à terceira fase da SGA, a Fase de Exaustão.

Fase de Exaustão ou Esgotamento
É quando começam a falhar os mecanismos de adaptação e haver déficit das reservas de energia. Essa fase é grave, levando à morte alguns organismos. A maioria dos sintomas somáticos e psicossomáticos ficam mais exuberantes nessa fase.

Como se supõe, a resistência do organismo não é ilimitada. O estado de Resistência é a soma das reações gerais não específicas que se desenvolvem como resultado da exposição prolongada aos agentes estressores, frente aos quais desenvolveu-se adaptação e que, posteriormente, o organismo não poderá mantê-la.

As modificações biológicas que aparecem nessa fase de esgotamento se assemelham aquelas da Reação de Alarme, mais precisamente às da fase de choque. Mas, nesta fase o organismo já não é capaz de equilibrar-se por si só e sobrevém a falência adaptativa.

Através da fisiologia do estresse fica claro que o ser humano e os animais superiores foram dotados de um complexo mecanismo fisiológico à disposição da adaptação, mecanismo esse capaz de promover transformações diante de circunstâncias novas e para as quais o indivíduo deve adaptar-se.

Na realidade, toda essa revolução fisiológica produzida pelo estresse visa colocar o organismo à disposição da adaptação. Não se trata apenas da adequação paulatina do desempenho físico e visceral às solicitações, mas, sobretudo, fornecer uma quantidade suficiente de ansiedade para a manutenção do estado de alerta. Dessa forma fica melhor viabilizadas as possibilidades de ataque ou de fuga.

Enfim, a Síndrome Geral de Adaptação viabiliza as atitudes adaptativas necessárias para a manutenção da vida diante de um mundo dinâmico e altamente solicitante. Diante desta maravilhosa característica adaptativa proporcionada pela Síndrome Geral de Adaptação, é curioso o fato desse tão brilhante mecanismo se relacionar com o desenvolvimento de transtornos emocionais, físicos e psicossomáticos.

Talvez o ser humano tenha começado a padecer com a Síndrome Geral de Adaptaçãoquando seus objetivos, inicialmente colocados à disposição da sobrevivência, foram deslocados para o atendimento das necessidades sociais e, principalmente, afetivas. Os agentes estressores que continuamente estimulam a pessoa não representam mais apenas ameaças ao seu bem estar físico e imediato, mas, antes disso, representam também estressores que estimulam uma tomada de atitude diante de ameaças subjetivas e abstratas.

Em algum momento de nossa pré-história, talvez o ser humano não necessitasse mais apenas sobreviver, como teria sido a preocupação absoluta de nossos ancestrais da caverna mas, necessitava sobreviver socialmente, profissionalmente, familiarmente e economicamente. Não era mais necessário adaptar-se apenas ao aqui e agora, como exigência momentânea de sua trajetória existencial mas, sobretudo, devia adaptar-se ao seu passado, ao seu presente e ao seu futuro.

O aqui-e-agora é apenas uma parte do esforço adaptativo do ser humano e, mesmo assim, não se trata de uma atitude voltada exclusivamente para a manutenção prática de sua existência. Psicologicamente a adaptação é convocada para que o indivíduo exista desta ou daquela forma e não simplesmente para que exista. Além disso, o ser humano tem que adaptar-se emocionalmente às suas cicatrizes do passado e às suas perspectivas do futuro.

O ser humano tem que se adaptar aos problemas da infância, às perdas e abandonos sofridos, às agressões, ao medo e às frustrações. Tem que adaptar-se às expectativas que seu grupo social lhe dirige, à uma identidade conveniente mas nem sempre sincera, adaptar-se à competição e à manutenção de seu espaço social, às angústias do amor, à conquista da segurança para seus entes queridos, enfim, tem que adaptar-se às ameaças impalpáveis e abstratas, ameaças essas encontradas em seu próprio interior, como se fosse um inimigo sempre presente. Tudo isso, ou seja, todos estes estímulos estressores, são capazes de convocar a Síndrome Geral de Adaptação por tempo indeterminado.

As reações de Estresse resultam, exatamente, do esforço adaptativo. As doenças, como por exemplo o estado bem conhecido leigamente como o “esgotamento”, surgem quando o estímulo estressor for muito intenso ou muito persistente. É o custo (mental e biológico) do esforço adaptativo.

Os efeitos da Síndrome Geral de Adaptação sobre o indivíduo ao longo do tempo compõem o substrato fisiopatológico das doenças psicossomáticas. Cada órgão ou sistema serão envolvidos e apenados pelas alterações fisiológicas continuadas do estresse, de início apenas com alterações funcionais e depois, com lesões estruturais.

Por causa disso, podemos dizer que as Doenças Psicossomáticas são aquelas determinadas ou agravadas por motivos emocionais, já que é sempre a emoção quem detecta a ameaça e o perigo, sejam eles reais, imaginários ou fantasiosos.

 


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