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Enfermeira palmeirense participará de seminário internacional, em Salvador

Por Kelly Marques

A saúde pública de Palmeira dos Índios tem se destacado nacionalmente nos últimos meses. As experiências e casos estudados pelos profissionais da rede têm garantido reconhecimento em diversos eventos nacionais e, agora, internacionais.  A enfermeira Carla Barbosa, gerente da Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, irá representar o município no Seminário Internacional da Resposta Brasileira ao Zika, que acontecerá nos dias 08 e 09 de agosto, em Salvador.

Recentemente, a enfermeira Cristiane dos Santos representou Palmeira em um congresso em Brasília e tornou o município nacionalmente conhecido,  no âmbito da saúde pública, pelas experiências com testes rápidos de HIV/Sífilis e hepatites virais.

O Ministério da Saúde, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), vai realizar o Seminário que acontecerá dentro da Feira de Soluções para a Saúde – Zika, organizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A enfermeira foi convidada pelo Ministério da Saúde a participar do evento devido aos registros de crianças nascidas com microcefalia no município, onde será apresentado um estudo de caso vivenciado pela profissional.

Ao final de 2015, o Brasil foi acometido por uma epidemia que culminou em 300 casos de Zika registrados em Palmeira dos Índios. Desse registro foram confirmados 07 casos de microcefalia – 05 causadas pela Zika e os demais por causas diversas.

De acordo com a enfermeira, essas crianças têm recebido acompanhamento especializado com um neuropediatra, quando também é trabalhada a estimulação precoce com fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais do Centro de Reabilitação de Deficientes Físicos de Palmeira dos Índios (Credefipi). Tanto a Secretaria Municipal, quanto a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), tem prestado todas as condições para o devido acompanhamento dessas crianças e suas famílias.

Em 2015, a SMS realizou ações como mutirões envolvendo a Vigilância Epidemiológica e o setor de Endemias, palestras educativas nas escolas, orientação no pré-natal e entrega de repelentes para as gestantes cadastradas no programa Bolsa Família. Para Carla, as palestras nas escolas foram fundamentais para que a sociedade ajudasse na limpeza da cidade, erradicando focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Zika.

“A maior dificuldade foi trabalhar as famílias. Foi preciso incluir psicólogos no processo, um trabalho feito juntamente com o NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família). As famílias não aceitavam a situação de ter uma criança portadora dessa doença, até então desconhecida por maioria da população”, explica Carla.

O trabalho de fortalecimento da família foi considerado fundamental durante esse período. Hoje, a maioria das crianças tem em torno de 1 ano e 7 meses, fazem fisioterapia semanalmente, tem acompanhamento médico e técnico e a qualidade de vida é considerada boa e estável. A enfermeira comemora o reconhecimento do Ministério ao convidá-la para este evento.

“Essa é uma excelente oportunidade para agregar os conhecimentos nesta área, na Saúde da Criança, e, supostamente, uma melhor comunicação com as famílias, envolvendo a inserção social, tanto na área da saúde, como social e educativa”, disse a enfermeira.

Ela salienta ainda que em breve haverá uma reunião com a Secretaria Municipal de Educação para, juntos, discutirem a preparação da rede municipal de ensino para a inclusão dessas crianças na escola.

“Futuramente, essas crianças estarão inseridas na escola e não vamos vê-las como apenas uma criança portadora de microcefalia, e sim como um ser humano que vai precisar de um acompanhamento, como um todo, e não somente por sua patologia”, reforça Barbosa.


Governador entrega 15 ambulâncias para transporte sanitário nesta terça

O governador Renan Filho e o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, entregam nesta terça-feira (18) 15 ambulâncias destinadas ao Serviço de Transporte Sanitário, ou seja, à transferência de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) entre unidades de saúde da capital e interior do Estado.A solenidade acontece a partir das 9h, no estacionamento do Memorial da República, bairro do Jaraguá, em Maceió.

Para reestruturar o Serviço de Transporte Sanitário, o Governo do Estado está investindo R$ 2,8 milhões em recursos próprios. As ambulâncias entregues nesta terça-feira ficarão à disposição das unidades públicas de saúde do Estado nos municípios de Maceió, Arapiraca, Piranhas, Água Branca e Delmiro Gouveia.

O reforço da frota vai aliviar a demanda sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no deslocamento de pacientes. O Serviço de Transporte Sanitário foi instalado pelo Governo de Alagoas em julho de 2016 e já realizou mais de três mil transferências em um ano de funcionamento.

Investimento
Para reestruturar o Serviço de Transporte Sanitário, o Governo do Estado está investindo R$ 2,8 milhões, cujos recursos são oriundos do Tesouro Estadual. As novas ambulâncias seguem todas as diretrizes exigidas pelas portarias sanitárias do Ministério da Saúde, aprovadas em março deste ano, por meio da Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Os novos veículos, segundo o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, irão qualificar a assistência principalmente aos pacientes acamados e, devido uma conduta médica, precisarão ser transferidos do hospital onde estão para outra unidade. “Com isso, não será mais necessário que as ambulâncias do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] sejam utilizadas para transportar um paciente de um hospital para outro”, salientou.


Samu atende quase 14 mil pessoas durante primeiro semestre em Alagoas

Tinha tudo para ser uma manhã tranquila de domingo para o eletricista Agnaldo Correia, de 40 anos. No entanto, ao descer de um detalhado por uma escada, se desequilibrou e caiu de pé com todo o peso do corpo em cima da perna direita. Um acidente que acabou ocasionando uma fratura exposta e levando-o a necessitar do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o encaminhou para o Hospital Geral do Estado (HGE).

“No momento em que eu vi minha perna daquele jeito, com o osso para fora do corpo, fiquei muito nervoso, mas consegui me deitar, e esperei parado até a viatura do Samu chegar. E em menos de 15 minutos, depois que ligamos para o número 192, os socorristas chegaram, colocaram o osso da tíbia no lugar, imobilizaram minha perna, e me levaram para o HGE”, relatou Agnaldo Correia.

“Essa foi a primeira vez que precisei dos serviços do Samu e nunca pensei que seria tão bem atendido. Em todo o trajeto da minha casa até ao HGE, os socorristas me medicaram e me tranquilizaram”, disse o eletricista.

Agnaldo Correia continua internado na Unidade de Ortopedia do HGE, esperando para ser liberado após ter passado por duas cirurgias que corrigiram a fratura sofrida na tíbia da perna direita.

Experiência Completa – O aposentado José Valdir Novais, 59 anos, foi outro alagoano que precisou utilizar os serviços do Samu, após sofrer um infarto enquanto estava em casa, no município de Arapiraca, em maio deste ano.

“Eu estava assistindo televisão quando comecei a sentir fortes dores no peito, e então liguei para o Samu, rapidamente a ambulância chegou até a minha residência e me levou para um hospital particular”, relatou o professor aposentado.

Depois de ser avaliado pela equipe médica da unidade, houve a necessidade de transferir José Valdir, de Arapiraca até a capital alagoana, para o paciente fazer uma angioplastia primaria no HGE.

“A transferência teve que ser realizada pela equipe do Samu Aeromédico, já que o procedimento tinha que ser feito o mais rápido possível para que eu fosse submetido a uma cirurgia cardíaca”, disse José Valdir.

Ao chegar em Maceió, a aeronave posou na academia da policia militar e foi transferido para o HGE por uma ambulância do Samu local. “Agora eu estou muito melhor, e agradeço a todos os que fazem o Samu em Alagoas, porque foram eles que salvaram a minha vida”, disse o aposentado.

Balanço Semestral – Os serviços prestados para o eletricista Agnaldo Correia e para o aposentado José Valdir Novais, foram apenas dois dos 13.759 atendimentos de urgência realizados pelo Samu, durante o primeiro semestre de 2017. Na Central Maceió foram 8.069 casos e em Arapiraca foram registrados 5,690 atendimentos.

Segundo Dárbio Alvim, supervisor do Samu Maceió, o tempo resposta para o atendimento deve ser o mais baixo possível para evitar que o quadro do paciente se agrave. “Para manter esse tempo resposta rápido, o Samu utiliza as motolâncias, que foram solicitadas 342 vez entre os meses de janeiro e junho, onde o socorrista faz o primeiro atendimento, até a chegada da ambulância para fazer o deslocamento dos pacientes até as unidades de referência”, explicou.

O supervisor também falou sobre a atuação do Samu Aeromédico, que nesse primeiro semestre atendeu 77 chamados. “Quando o médico regulador achar necessário que o atendimento seja feito pelo Arcanjo, a aeronave é enviada para fazer o transporte mais rápido e eficiente dos pacientes em estado mais grave”, salientou.

Brincadeira de Mau Gosto – Um dado que chama atenção são os altos números de trotes que foram recebidos pela Central Maceió nesses primeiros seis meses de 2017. Do total das 240.878 ligações, 65,09% foram trotes feitos pela população, contabilizando 156.782 chamadas.

De acordo com Dárbio Alvim, os trotes são feitos em sua maioria por crianças durante os horários de intervalo no colégio e aos finais de semana, pela falta de orientação dos pequenos. “Não são somente as crianças que fazem essas ligações, os adultos também passam trote com frequência. Quando esses casos acontecem, as linhas do 192 ficam congestionadas, deixando pacientes graves sem o atendimento de urgência”, disse.

Para mudar esse panorama e reduzir o número de trotes, foi desenvolvido o projeto Samu nas Escolas, orientando alunos da rede pública de ensino, passando informações sobre como funciona e a importância do Samu.


UE do Agreste registra 778 casos de picadas de escorpião em seis meses

No primeiro semestre deste ano, a Unidade de Emergência do Agreste, localizada no município de Arapiraca, atendeu a 778 pessoas vítimas de picadas de escorpião. A assessoria de comunicação do hospital informou que a Unidade é referência e atende a 46 municípios do interior do estado. Os dados não apontam especificamente onde residem os pacientes.

O bicho tem hábitos noturnos. Ele se alimenta principalmente de cupins, moscas e baratas. Em Arapiraca, o tipo que mais aparece, segundo informações do Centro de Controle de Zoonoses, é o escorpião da espécie amarela, mais conhecido como “Amarelo do Nordeste”.

De acordo com a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Unidade de Emergência, Ana Lúcia Alves, todos os escorpiões apresentam risco, mas a letalidade vai depender de vários aspectos. “É preciso observar a faixa etária, como maior incidência em menores de 7 anos e idosos, em pacientes com comorbidade, o local da picada e o tempo decorrido entre o acidente e o atendimento, que podem agravar os sintomas e levar o paciente a óbito”, enumera.

A assessoria do hospital informou que não houve registro de nenhuma morte este ano.

No caso de acidentes envolvendo escorpiões, a médica fez algumas recomendações. “É importante lavar o local da picada com água e sabão; não fazer torniquete ou garrote, não furar, não cortar, não queimar, não espremer, não fazer sucção no local da ferida e nem aplicar folhas, pó de café ou terra sobre ela para não provocar infecção; não ingerir bebida alcoólica, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país; levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento em tempo”, relata.

A Prefeitura Municipal de Arapiraca informou que lançou em meados de abril o programa “Arapiraca Cuida de Mim”, que tem como uma de suas vertentes dar protagonismo à população para os serviços públicos, dentre os quais está a destinação correta do lixo, entulhos e podas.

A Secretaria de Serviços Públicos da cidade está se articulando para disponibilizar pontos espalhados pela cidade para o recebimento dos entulhos e podas. Apesar dos constantes mutirões realizados pela prefeitura, muita gente ainda descarta esse tipo de material junto com o lixo comum e em local impróprio, o que acaba atrapalhando.


Coren denuncia HGE por condições precárias de trabalho e falta de medicamentos

O Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) realizou uma denúncia ao Ministério do Trabalho em Alagoas alegando condições precárias de trabalho dos funcionários da unidade de saúde, sobrecarga de serviços, falta de material básico e de medicamentos essenciais para os pacientes. O ofício foi entregue ao MPT na última quinta-feira (6).

De acordo com o Coren, as irregularidades citadas afetam diretamente a qualidade de assistência prestada aos pacientes do hospital e que a situação do HGE já vem sendo acompanhada por esse conselho desde 2015, quando foi elaborado um relatório de fiscalização, que constavam irregularidades de aspectos específicos da Enfermagem.

Ainda segundo o Conselho, os profissionais da área relataram durante uma reunião na última semana, viver situação agravada de desgaste e cansaço mental, moral e físico, devido às condições de trabalho.

Por meio de nota, o HGE explicou que é comum que em alguns momentos a demanda cresça e ultrapasse o limite de acomodações, porém nega que a unidade sofra com a falta de medicamentos e insumos. “Pode ocorrer sim, uma falta pontual nas áreas de internação hospitalar, o que já vem sendo corrigido com a equipe da Farmácia”.

Confira a nota na íntegra

O Hospital Geral do Estado (HGE) é um hospital de urgência e emergência, 100% SUS, com as portas abertas para atender qualquer cidadão, durante as 24h do dia. É referência no atendimento a vítimas de queimaduras, doenças coronarianas e vasculares, Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumas, ortopedia e pediatria.

Contudo, é comum que, em alguns momentos, a demanda cresça e ultrapasse o limite de acomodações – inexistindo a negação de atendimento, mesmo quando se trata de um caso clínico, que deveria ser atendido em outra unidade ou município de origem do paciente. Porém, a Gerência do maior hospital público de Alagoas enfatiza, que todos aqueles que chegam a qualquer de suas portas de entrada recebem o atendimento, que a depender do caso, pode necessitar de observação, internação ou ser encaminhado para acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Durante todo período de internação, uma equipe multidisciplinar assiste o paciente, seja este interno em qualquer espaço. A depender da necessidade do paciente, exames e procedimentos podem ser realizados, incluindo-se solicitação de transferências, que podem ocorrer conforme a disponibilidade dos leitos de retaguarda, em outros hospitais públicos e privados.

A unidade hospitalar reafirma o compromisso com a saúde alagoana e esclarece que não vem “sofrendo” com a falta de medicamentos e insumos. Pode ocorrer sim, uma falta pontual nas áreas de internação hospitalar, o que já vem sendo corrigido com a equipe da Farmácia. E indica aos acompanhantes e clientes que qualquer problema no atendimento procure o setor Ouvidoria, localizada na entrada da Pediatria, ou contate através do telefone 3315-7458.


Ministério Público de Contas investiga supostas irregularidades no SAMU

Considerado uma referência no atendimento a emergências em todas as cidades do Brasil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está com a qualidade ameaçada no Agreste de Alagoas por problemas causados pela má gestão de recursos públicos e falta de condições de trabalho para os profissionais que atuam nas bases socorristas, segundo denúncias que chegaram ao Ministério Público de Contas.

 

 

Foram os próprios servidores que denunciaram a situação da base do Samu em Arapiraca, principal cidade do Agreste alagoano. As denúncias levaram o Ministério Público de Contas (MPC) a abrir procedimento ordinário, na segunda-feira (10), para investigar a situação. O processo é de responsabilidade do titular da 6ª Procuradoria de Contas, Rodrigo Siqueira Cavalcante.

 

 

O procedimento tem como objetivo apurar possíveis irregularidades que já estariam prejudicando diretamente o serviço prestado à população.

 

As denúncias foram entregues ao MPC/AL pelo deputado Rodrigo Cunha (PSDB). Entre as irregularidades apontadas, pesam o grande número de veículos parados por falta de manutenção, contratações diretas sem o processo licitatório de bens e serviços, alta rotatividade de funcionários, falta de condições de trabalho e estrutura para as equipes, além de problemas no registro de frequência dos médicos que prestam serviços às unidades de atendimento móvel.

Ainda de acordo com o documento protocolado, 12 viaturas estão paradas no interior e 15 na capital de Alagoas, por falta de manutenção.

 

Outro lado

 

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) se posicionou sobre as denúncias. leia abaixo, na íntegra, o comunicado:

 

A supervisão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esclarece que, em fevereiro deste ano, a secretaria de estado da saúde (Sesau) entregou 10 novas ambulâncias para o serviço e que o processo de reestruturação continua, uma vez que estão sendo adquiridas mais 40 novas ambulâncias, com recursos próprios, totalizando 50 novas viaturas apenas este ano.

 

Salienta que, em relação à rotatividade de funcionários, essa situação não ocorre na central Maceió e Arapiraca, que são gerenciadas pelo estado, mas nas bases descentralizadas, que são administradas pelas secretarias municipais de Saúde, a quem cabe contratar os recursos humanos, conforme deliberado pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

 

Com relação à frequência dos técnicos, ela ocorre de forma manual, mas a permanência no serviço e o cumprimento das atividades são monitoradas pelos respectivos gestores, conforme relatórios de produção emitidos para a supervisão do Samu.

 

 

Irregularidades abrangem Maceió

 

 

As mesmas carências e irregularidades denunciadas no Samu em Arapiraca estariam ocorrendo em Maceió, segundo denúncias. A extensa lista, escrita anonimamente, também foi entregue ao diretor do Samu, major Darbio Alvim, dias antes.

 

No relato por escrito, entregue ao major Darbio, muitas das denúncias coincidem com as situações apontadas em Arapiraca. Dando nome aos funcionários que estariam supostamente descumprindo as regras da instituição, o denunciante relata irregularidades como atrasos constantes, desvio de insumos como pneus, lâmpadas e papel higiênico da base central, além de um aparente descontrole nas escalas de serviço, por conta das vendas e trocas de plantão entre os prestadores de serviço.

 

O diretor 

 

À frente do Samu em Maceió há pouco mais de três meses, Darbio Alvim confirmou à reportagem que teve acesso à lista anônima, mas demonstrou descrença em relação às denúncias. Ele disse não poder dar andamento à investigação por ter sido uma acusação feita anonimamente.

 

“Toda investigação administrativa interna precisa ser registrada, inicialmente, junto à Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) e passar por todos os protocolos”, alegou o diretor.

 

“A princípio, não consideramos essa lista uma denúncia. Precisamos de um documento oficial, vindo da ouvidoria da Sesau”, explicou o major.

 

“Temos ouvidoria aqui no Samu e na Sesau, esse denunciante deveria ter procurando esses meios”, justificou.

 

Mesmo considerando um documento ‘sem valor oficial’, o diretor garantiu ter chamado os citados na lista para ouvi-los, individualmente. “Tem muita coisa aí que é questão pessoal do denunciante com os citados, mas outras, pontuais, sabemos que acontece”, garantiu Darbio.

 

 

Ainda segundo o diretor, atualmente, três processos administrativos “formais” estão abertos, porém ele não informou os motivos pelos quais foram instaurados.

 

 

Denúncias internas não podem ser anônimas

 

 

Segundo a Lei 5247, do Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado de Alagoas, denúncias de possíveis irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação do denunciante e sejam formuladas por escrito.

 

 

Ainda de acordo com a lei, só após o registro oficial da denúncia, a direção do órgão citado poderá ter ciência da irregularidade e será obrigada a promover a apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ou acusados ampla defesa.

 

 

Uma possível punição sem investigação prévia só será possível caso o servidor denunciado confesse sua falta ou seja flagrado durante o delito, não deixando dúvida quanto à identidade do servidor infrator.


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