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Alagoas tem 6 mortes por leptospirose

Já são seis pessoas que morreram, nos últimos dias, em Alagoas, com sintomas de leptospirose. Os óbitos aconteceram depois das últimas inundações que deixaram 27 municípios em estado de emergência. De 30 de maio a 14 de junho deste ano, conforme relatório mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foram registrados 38 casos suspeitos da doença.

Dos pacientes que não resistiram, dois eram do sexo feminino, com idade de 35 e 60 anos, e mais quatro homens, incluindo um adolescente de 16 anos. Os demais tinham 32, 45 e 58 anos. Os municípios de Atalaia, União dos Palmares e Messias registraram uma morte cada. Os outros três viviam na capital.

A Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) informou que, dentre os 32 dos 38 doentes, 21 já receberam alta, sendo 10 do município de Atalaia, três de Marechal Deodoro, três de Maceió, três do Pilar, um de Capela e mais outro de Coruripe. Dos 11 que ainda estão hospitalizados, três estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – dois moradores da capital e um de Atalaia.

O Hospital Escola Dr. Helvio Auto, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, tem seis destes 11 pacientes internados. Outros três estão em observação no Hospital Vida (apresentaram quadro de insuficiência renal e precisaram de hemodiálise) e mais dois no Hospital Geral do Estado (HGE).

O relatório indica que foi solicitada a sorologia para confirmação do diagnóstico em 25 casos. Destes, 13 exames apresentaram resultado não reagente, três tiveram a confirmação e mais nove estão na pendência. Na lista dos pacientes, há sete crianças que receberam atendimento médico e mais 17 jovens.

Estas pessoas foram atendidas em várias unidades de saúde da capital e do interior até serem encaminhadas para o Hospital Helvio Auto. Algumas passaram pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e por mini-pronto-socorros.

O aumento de casos da doença transmitida ao ser humano pela urina do rato contaminada era um temor das autoridades em saúde de Alagoas. O infectologista Celso Tavares foi o primeiro a soltar o alerta para que o Estado tomasse as medidas de precaução necessárias para atingir a demanda que seria inevitável após as enchentes dos últimos dias.


Ingerir álcool durante a gestação altera a fisionomia do bebê

Quando uma mulher engravida, ela passa a tomar cuidados extras com a saúde, especialmente com relação ao que come e bebe. Em termos de alimentação, é preciso consumir frutas, verduras, legumes, grãos e alimentos integrais, por exemplo. Já em relação às bebidas, água e sucos naturais e sem açúcar são bem-vindos, enquanto que café e refrigerante devem ser evitados – bebidas alcoólicas, por sua vez, devem ser totalmente cortadas.

Em alguns casos, é comum pensarmos que “só uma tacinha não faz mal”, mas não é isso o que uma pesquisa recente, conduzida por Jane Halliday, do Instituto Murdoch de Pesquisa Infantil em Victoria, na Austrália, nos diz.

De acordo com o novo estudo, a mínima quantidade de álcool consumida durante a gestação já pode ter efeitos sutis na forma como o rosto do feto se desenvolve – o álcool, mesmo que moderadamente, muda a forma dos olhos, nariz e lábios da criança.

Formação fetal

A pesquisa mostra que a alteração da fisionomia do rosto não é necessariamente prejudicial, no entanto, mas é interessante percebermos como bebidas alcoólicas têm o real poder de alterar a formação fetal.

Halliday explicou que a equipe de pesquisadores ainda não sabe se essas alterações faciais podem ter relação com outras alterações de desenvolvimento, e que a ideia do grupo de cientistas é justamente analisar as mesmas crianças que fizeram parte do estudo ao longo de suas vidas.

O consumo excessivo de álcool durante a gravidez pode fazer com que a criança tenha abertura ocular, nariz curto e um desvio do lábio superior – essas formações são causadas pela chamada síndrome do álcool fetal. Essa condição também afeta outros fatores de desenvolvimento da criança, que possivelmente desenvolverá transtornos comportamentais e terá um Q.I. mais baixo do que a média.

A pesquisa

O estudo realizado por Halliday e sua equipe analisou os hábitos gestacionais de 1.570 mulheres ao longo de suas gravidezes e partos – delas, 27% afirmaram que consumiram pequenas doses de álcool durante a gestação.

A equipe avaliou os filhos e filhas das mães que participaram da pesquisa quando as crianças estavam já com um ano de idade. Os pesquisadores tiraram fotos de 415 crianças, registrando seus rostos de ângulos diferentes. Essas imagens passam por um software que as transformava em 3D e conseguia detalhar quase 70 mil pontos do rosto de cada criança.

As análises desses pontos revelaram diferenças sutis na formação do rosto dos filhos das mulheres que consumiram álcool durante a gestação – são crianças que têm o nariz menor e mais virado para cima. A equipe considerou outros fatores que podem provocar as alterações, como o peso e o gênero de cada bebê.

Mais considerações importantes

Os resultados mostraram que mesmo o consumo mínimo de álcool, o que representa não mais de duas doses em qualquer ocasião, já é o suficiente para que essas diferenças fisionômicas sejam provocadas – essas alterações, no entanto, são perceptíveis apenas com a análise apurada do software, e não a olho nu: “Os resultados estão nos dizendo que há algum efeito, embora bastante sutil”, explicou a autora do estudo, que disse também que esses efeitos podem não ser duradouros, afinal o rosto de uma criança muda muito nos seus primeiros anos de vida.

A pesquisadora fala que as mulheres grávidas atualmente e que beberam pouco durante a gestação, às vezes nos primeiros meses, quando nem sabiam que estavam grávidas, não precisam ficar em pânico. O ideal, no entanto, é que o consumo de álcool seja cortado a partir do momento em que a mulher souber que está grávida, seguindo sempre as instruções de seu médico.

A nutrição da mãe é outro grande fator que influencia a formação do bebê, por isso é fundamental que a mulher faça acompanhamento nutricional durante a gestação e também durante o período de lactação, e que mantenha uma dieta balanceada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos, alimentos integrais e pobre em açúcar, gorduras não saudáveis e alimentos processados e com conservantes. É fundamental o consumo de pelo menos dois litros de água por dia também, assim como o acompanhamento rigoroso do pré-natal.


UPA realiza 2.000 atendimentos nos primeiros dias de Junho

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, através do setor de Coordenação Geral, divulga nota sobre o número de atendimentos realizados no início do mês de junho de 2017, ao tempo que informa as medidas que estão sendo tomadas para melhorar o atendimento naquela unidade de saúde.

A unidade de saúde realizou nos primeiros dias de Junho o total de 2.000 atendimentos. O registro demonstra sobrecarga em alguns momentos do dia, fato que gera lentidão nos atendimentos devido à elevada demanda neste período.

A Coordenação Geral da UPA pede a compreensão da população quanto ao tempo de espera e informa que todos os médicos vêm atuando de forma ininterrupta prestando serviços a região.

AÇÕES
O Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS), juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde, primando pela agilidade e humanização dos atendimentos, têm tomado medidas para reduzir o tempo de espera.

“O volume de pacientes na unidade demonstra que a mesma é referência em atendimentos de urgência e emergência na região”, destacou a coordenação da UPA.

A Secretaria Municipal de Saúde vem envolvendo-se para minimizar as queixas, onde reforçou a equipe existente e continuará monitorando os atendimentos para que a qualidade e o acesso continuem sendo os pontos fortes neste serviço indispensável à população palmeirense e das cidades vizinhas.

“Um levantamento de demanda está sendo construído para avaliar a necessidade de aumentar a quantidade de médicos durante os plantões”, informou a Assessoria


Após chuvas, Alagoas tem sete novos casos de leptospirose em três dias

rAs chuvas que caíram em Alagoas nas últimas semanas podem ter deixado bem mais que um rastro de destruição: de sábado (10) até esta segunda-feira (12), foram registrados sete novos casos de leptospirose no Estado. Todos eles são considerados graves. Um deles foi atendido no Hospital de Campanha do Exército, em Marechal Deodoro.

As autoridades de saúde investigam três óbitos suspeitos pela doença. Segundo a gerente médica do Hospital Hélvio Auto, responsável por receber os casos, Luciana Pacheco, as mortes foram de pessoas transferidas para outras unidades médicas, incluindo o HGE e uma particular.

Entre os internados com a condição, todos são considerados graves, exceto o de uma criança que está estável. Os pacientes são provenientes de Maceió, Atalaia e Capela. Os casos notificados após as enchentes ainda são tratados pela Secretaria de Saúde (Sesau) como suspeitos.

Com os novos números, já são 18 pessoas com o quadro apenas de janeiro a junho, o que corresponde a mais que o total de notificações de todo o ano passado. Em 2016, Alagoas registrou 14 casos de leptospirose.

A Secretaria já havia emitido alerta sobre um provável surto de doenças de veiculação hídrica no Estado. Um plano de contingência foi discutido e articulado pelo órgão em parceria com a Universidade Estadual de Ciências da Saúde (Uncisal). Uma das providências é a conclusão da reforma do Helvio Auto.

Além da leptospirose, a unidade também registrou, em 2017, nove casos de hepatites virais.


Em AL, gastos para tratar doenças provocadas pelo tabaco somam R$ 39 mi em 2016

O tratamento de pacientes acometidos por doenças relacionadas ao tabagismo em Alagoas levou o Sistema Único de Saúde (SUS) a gastar R$ 39 milhões no ano passado. Os números foram divulgados pela Coordenação do Programa de Combate ao Tabagismo da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
“São recursos significativos e, o mais importante, que poderiam ser poupados”, observa Vetrúcia Teixeira, coordenadora do Programa de Combate ao Tabagismo da Sesau. Para ela, o grande montante de recursos deixa clara a necessidade dos alagoanos abolirem o tabaco de suas vidas, reduzindo as doenças provocadas pela exposição a ele.
Esse número preocupa, porque o uso excessivo de cigarro é apontado como causa importante para o desenvolvimento de enfermidades gravíssimas, entre elas as coronarianas, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), câncer de pulmão, infartos do miocárdio, derrame cerebral, úlceras do estômago a impotência sexual masculina. Segundo o último levantamento realizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), Alagoas registrou 3.847 óbitos na faixa de etária de 30 a 69 anos em 2013. Em 2012, foram 3.671, e, no anterior, foram 3.703.
A nicotina, um dos principais componentes do tabaco, é um estimulante potente, segundo alerta Vetrúcia Teixeira. Segundo ela, alguns segundos após a inalação do fumo, a substância alcança o cérebro e estimula a produção de adrenalina, produzindo um aumento do ritmo cardíaco e da pressão arterial.
De acordo com a coordenadora do Programa do Combate ao Tabagismo da Sesau, a alimentação balanceada e os exercícios físicos são importantes instrumentos para conseguir enfrentar a abstinência de nicotina. “Em nossos Núcleos de Controle do Tabagismo, que são ferramentas fundamentais para redução do número de fumantes em Alagoas, os usuários aprendem exercícios de respiração e meditação, para que lidem de uma forma tranquila com a ansiedade. Por conta da fissura por fumar, eles acabam ficando de mau humor, irritados e, por vezes, perdem até a concentração”, destacou.


Secretaria de Saúde decide não estender vacinação contra a gripe em Alagoas

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou, na tarde deste sábado (3), que decidiu não estender a vacinação contra a gripe em Alagoas. Com isso, a campanha para o público-alvo acaba no dia 9 deste mês.

O Ministério da Saúde (MS) anunciou na última sexta-feira (2) que fica a cargo de cada estado decidir se amplia ou não, para toda a população, a vacinação.

Segundo a Sesau, isso não será possível em Alagoas porque o Ministério, mesmo ampliando a vacinação para todo o público, não disponibilizou mais vacinas e seringas. A Secretaria reforça que já distribuiu 80% do quantitativo de vacina.

Por meio de nota, a Secretaria afirma que “dispõe de um pequeno saldo de reserva da vacina para atender situações emergenciais, inclusive por conta a calamidade enfrentada pelo Estado, quando já vinha sendo avaliada e disponibilizado quantitativo adicional para os municípios em situação de maior gravidade”.

Ainda de acordo com a Sesau, 79% do público-alvo foi alcançado, com 623,9 mil doses aplicadas, e que além disso, a meta já foi alcançada por 30 municípios.

Fazem parte do público-alvo crianças entre 6 meses até 4 anos, gestantes, mulheres que realizaram parto há menos de 45 dias, idosos com mais de 60 ano, portadores de doenças crônicas (mediante prescrição médica), profissionais de saúde, professores em atividade e população indígena.


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