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MS divulga lista com 224 profissionais efetivados pelo programa Mais Médicos

Uma lista com 224 profissionais efetivados pelo novo edital do Programa Mais Médicos foi divulgada pelo Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (26). Os médicos já se apresentaram às Unidades Básicas de Saúde de algumas cidades do país.
De acordo com a pasta, os mais de 200 médicos já estão trabalhando. Ainda não há a informação se todos os profissionais são brasileiros, mas todos eles têm registro CRM ou passaram por aprovação do Revalida.
Mais cedo, o ministério havia anunciado que 97,2% das vagas foram preenchidas. Até as 12h desta segunda, 8.278 profissionais se cadastraram e estavam alocados para atuação imediata. Eles têm até 14 de dezembro para se apresentarem no município escolhido e entregar todos os documentos exigidos no edital.
O salário é de R$ 11.800. Podem se candidatar às vagas os médicos brasileiros com CRM brasileiro ou com diploma revalidado. As inscrições vão até o dia 7 de dezembro pelo site http://maismedicos.gov.br/, que chegou a apresentar instabilidade nos primeiros dias de abertura para cadastramento.

Mães de bebês com microcefalia vivem novos desafios

Uma sucessão de abandonos e incertezas. Assim é descrita por pesquisadores a realidade de milhares de mães de bebês que nasceram com microcefalia e outras sequelas devido à infecção pelo Zika vírus. Depois de três anos de o Ministério da Saúde declarar estado de emergência nacional para a epidemia de zika, essas mulheres ainda enfrentam uma rotina desgastante e solitária para cuidar dos filhos e buscar soluções para a doença.

Os dados mostram que a maioria das mães é pobre e negra, com pouca ou nenhuma escolaridade. De acordo com os pesquisadores, as mulheres afetadas pelo primeiro surto se sentem esquecidas pela mídia, academia e pelo Poder Público. Segundo os especialistas, elas acompanham o crescimento dos filhos sob expectativa e dúvidas.

A pergunta que permanece para essas mães é se as sequelas físicas e emocionais, nos filhos que elas geraram e acompanham, serão curadas.

Relatos

Moradora de São Lourenço da Mata, área metropolitana do Recife (PE), Ana Carla Bernardo, 26 anos, teve sua rotina alterada pela epidemia há três anos. O nascimento de sua filha, Elizabeth, marcou o início de uma nova fase, cheia de percalços e descobertas.

Diagnosticada com a síndrome, a criança nasceu com baixa visão e passou por algumas crises convulsivas. Dedicada integralmente aos cuidados da filha, Ana Carla disse que a única melhora que percebeu no atendimento foi o acesso à fisioterapia, antes restrita a poucas crianças.

“Ela era muito molinha, ela está bem melhor agora, mais esperta. Mas, ainda tem muitas coisas pela frente. Ela ainda não anda, não fica muito tempo sentadinha só. Já está no terceiro óculos, está melhorando, evoluindo”, relatou Ana Carla Bernardo à Agência Brasil.

Apesar da melhora, as convulsões afetaram o sistema locomotor de Elizabeth, que acabou desenvolvendo uma luxação no quadril. A menina será submetida a uma cirurgia para resolver o problema.

Desde 2015, o Ministério da Saúde confirmou mais de 2,8 mil casos de crianças infectadas pelo vírus. Desse total, 70% receberam algum tipo de cuidado e apenas três em cada 10 crianças recebem três tipos de serviço (puericultura, estimulação precoce e atenção especializada).

Micro-histórias

Parte das histórias de medos e expectativas de outras mulheres que estão passando por essa mesma realidade está em um estudo de antropólogas da Universidade de Brasília (UnB).

O objetivo do projeto, intitulado “Zika e microcefalia: Um estudo antropológico sobre os impactos dos diagnósticos e prognósticos das malformações fetais no cotidiano de mulheres e suas famílias no estado de Pernambuco”, é dar visibilidade às trajetórias vividas pelas mães e apresentar a epidemia e seus impactos a partir de uma abordagem antropológica.

O grupo é formado por nove pesquisadoras que desenvolvem um trabalho de acompanhamento de algumas mães no Recife (PE), cidade onde foi registrado o maior número de casos de microcefalia no país.

O projeto teve início logo após o impacto das primeiras notícias da epidemia, em 2016, e ainda está na fase de campo. A cada seis meses, a equipe de antropólogas viaja para Pernambuco e passa alguns dias acompanhando mães em várias atividades do cotidiano.

Os relatos sobre as observações feitas nos últimos anos são apresentados em textos narrativos publicados no blog “Microhistórias”.

Análises

A professora Soraya Fleischer, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) , que coordena a pesquisa, disse que a metodologia utilizada para acompanhar as mesmas mulheres ao longo de um tempo permite observar a experiência vivida pelas mães e seus bebês e como elas reagem às novas demandas que surgem ao longo do crescimento da criança.

Também é observada a relação criada entre mães e profissionais que cuidam de seus filhos, como fisioterapeutas, fonoaudiólogas, oftalmologistas, entre outros.

“A cada seis meses que essas crianças vão galgando na vida, elas apresentam dificuldades diferentes. No início, tinham muita irritabilidade, dificuldade de dormir, aí elas foram muito medicadas com tranquilizantes. Depois, começaram a apresentar crises neurológicas e espasmódicas, convulsões muito fortes, aí foram medicadas com remédios anticonvulsivantes”, observou Soraya Fleisher.

Segundo a pesquisadora, algumas crianças foram alimentadas por sondas nasais e gástricas, outras apresentam dificuldades locomotoras e sofrem com alterações nos tendões e nos ossos do quadril, além de problemas na visão.

“Nessa última viagem, várias [crianças] estavam fazendo operações de estrabismo, outras tem colocado botox para ajudar a soltar a musculatura e poder ter um desempenho maior na fisioterapia”, avaliou acrescentou Fleisher.

Novos desafios

De acordo com o levantamento, as mães relatam dificuldades em incluir os filhos com deficiência na rede pública de ensino. Ana Carla procura uma escolinha para Elizabeth, mas ainda não encontrou nenhuma que tivesse condições de receber sua filha.

“Quando a gente vai procurar, o pessoal [das escolas] não sabe nem o que falar porque não tem uma professora e um ajudante de classe para ficar com nossos filhos”, afirmou Ana Carla Bernardo, mãe da Elizabeth.

Há ainda o desafio da locomoção das mães e das crianças pela cidade até os locais das terapias de reabilitação. Algumas prefeituras disponibilizam transporte, mas há situações em que as mães enfrentam preconceito e despreparo de motoristas e dos passageiros.

Um dos episódios, que deverão ser incluídos no estudo, mostra a situação em que um motorista de aplicativo questiona as pesquisadoras se havia crianças com elas, caso contrário não aceitaria a corrida devido à necessidade de montar uma cadeirinha e ter mais espaço no carro.

Outro motorista abandonou a pesquisadora que estava acompanhada de uma mãe e uma criança com deficiência. “Ih, menina, isso aí eu já passei foi muito, visse”, reagiu a mãe, segundo relato da pesquisadora.

Saúde mental

“Dizem que Jade é uma mulher nervosa. Ela nem sempre foi vista assim, na verdade. Com as durezas da vida, aprendeu a engrossar sua voz: percebeu que se fosse muito calma e não se fizesse presente, ninguém cederia o lugar para ela e sua filha mais nova, Maitê – nascida com a Síndrome Congênita do Zika Vírus”.

Assim começa outra micro-história inédita, que destaca mais um problema: a vulnerabilidade da saúde mental dessas mulheres diante de situações estressantes do cotidiano, como serem maltratadas no transporte público ou não darem conta das inúmeras obrigações domésticas e familiares.

Aos poucos, a sobrecarga de trabalho e de tantas dúvidas imposta às mulheres resultou em sinais de cansaço, estresse, ansiedade e depressão. As pesquisas mostram que a saúde mental dessas mulheres foi diretamente afetada e os cuidados ainda são focados somente nas crianças.

“Quando perguntamos sobre como estava sua vida, ela [a mãe] respondeu com uma frase muito forte e ao mesmo sintética do que venho aqui discutindo: “O psicológico é que fica pior”, diz outro trecho escrito pela pesquisadora.


Começa neste Domingo Semana Nacional de Combate ao Aedes aegypti

Todos os municípios do país promovem, a partir deste domingo (25), diversas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, como visitas domiciliares, mutirões de limpeza e distribuição de materiais informativos. A Semana Nacional de Combate ao Aedes será realizada até a próxima sexta-feira (30), sendo a sexta o dia D de combate ao mosquito.

No total, 210 mil unidades públicas e privadas estão sendo mobilizadas, sendo 146 mil escolas da rede básica, 11 mil centros de Assistência Social e 53 mil unidades básicas de Saúde (UBS), informou o Ministério da Saúde.

Estados e municípios já foram orientados pela Sala Nacional de Coordenação e Controle do ministério para que promovam nas comunidades atividades instrutivas sobre a importância do combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre as atividades planejadas para a semana estão visitas domiciliares, distribuição de materiais informativos e educativos, murais, rodas de conversa com a comunidade, oficinas, teatros e gincanas.

“A mobilização pretende mostrar que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, principalmente de novembro a maio, considerado o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Nesse período, o calor e as chuvas são condições ideais para a sua proliferação”, acrescenta o ministério.

“O verão é o período que requer maior atenção e intensificação dos esforços para não deixar o mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias. Esses profissionais utilizam técnicas simples e diferenciadas para vistoriar as casas, apartamentos e espaços abertos”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

Os dados nacionais mostram redução de casos nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro e novembro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017. Porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito, para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.

As ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pela pasta da Saúde. Desde a identificação do vírus zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o governo federal mobilizou todos os órgãos para atuar conjuntamente. Além disso, os governos estaduais e municipais participam da mobilização.

Dengue, chikungunya e zika

Segundo o Ministério da Saúde, até 3 de novembro foram notificados 223.914 casos de dengue em todo o país, uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2017 (224.773). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 107,4 casos por100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 23,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 172 mortes em 2017 para 132 neste ano. No total, 12 estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período do ano passado.

Também foram registrados 81.597 casos de febre chikungunya, o que representa taxa de incidência de 39,1 casos por 100 mil habitantes. A redução é de 55,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 182.920 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2017 foi de 87,7 casos por 100 mil habitantes. Neste ano, foram confirmadas em laboratório 35 mortes. No mesmo período do ano passado, foram 189. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017.

Foram registrados ainda 7.544 casos prováveis de zika em todo o país, uma redução de 54,6% em relação a 2017 (16.616). A taxa de incidência passou de 8,0 em 2017 para 3,6 neste ano. No total, sete estados apresentam aumento de casos em relação ao mesmo período de 2017. Entre eles, destaca-se o Rio Grande do Norte, com 14,9 casos por 100 mil habitantes.


Ministério da Saúde diz que 84% das vagas no Mais Médicos já têm médicos selecionados

BRASÍLIA — O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira que já foram selecionados 7.154 médicos para as 8.517 vagas abertas no último edital do programa Mais Médicos . Isso representa 84% do total. No restante dos postos de trabalho, ainda não houve médico interessado.


Ministério da Saúde aponta que casos de dengue recuam 29% em Alagoas

Os casos de dengue registrados em Alagoas recuaram 29% de janeiro a outubro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo boletim divulgado nessa terça-feira (13), pelo Ministério da Saúde.

De acordo com os dados, a incidência da doença diminuiu de 79,2 casos para cada 100 mil habitantes, no ano passado, para 56,2 casos para cada 100 mil habitantes em 2018.

Os dados do Ministério da Saúde revelam também que o número de mortes recuou pela metade este ano, na comparação com o ano passado, passando de quatro para dois.

O levantamento do governo federal mostra ainda que os casos de chikungunya registrados em Alagoas de janeiro a outubro deste ano recuou 61,19%, saindo de 13,4 para cada 100 mil habitantes para 5,2 casos por 100 mil. De acordo com o ministério, o estado não registrou nenhuma morte decorrente da doença nos dois últimos anos.

Já a incidência de doenças provocadas pelo vírus zika caiu 24,13% este ano, na comparação com o ano passado, recaindo de 5,8 casos para cada 100 mil habitantes para 4,4 casos na mesma proporção.

Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde lançou campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti que visa mobilizar toda a população sobre a importância de intensificar, neste período que antecede o verão, as ações de prevenção contra o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya.

Segundo o ministério, os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito.

“É o momento em que todos – União, estado e municípios, e a população em geral – devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

“No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, ressalta.

Ele informa que além do lançamento da campanha, está prevista ainda, para o final de novembro, a divulgação do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta utilizada para identificar os locais com focos do mosquito nos municípios.

“Com base nas informações coletadas, os gestores podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas”, explica.


Pediatra alerta sobre a gastroenterite comum durante o verão

Com o aumento da temperatura durante o verão, o aparecimento de algumas doenças se torna comum, a exemplo da gastroenterite – uma inflamação no trato digestivo que resulta em vômitos e/ou diarreia. Os atendimentos desse caso chegam a atingir 50% dos pacientes atendidos pela pediatra Anna Márcia Maranhão, em dias quentes.

As crianças menores de cinco anos são as mais suscetíveis e a melhor forma de evitar o quadro é com o cuidado com a higiene e com o armazenamento de água e alimentos.

Há cerca de três semanas o filho de Patrícia Brito, Bruno, de 10 anos, deixou de apresentar os principais sintomas da gastroenterite: o vômito e a diarreia. Mas por cerca de três semanas, anteriores, Bruno também apresentou febre acompanhada de virose, garganta inflamada e aftas. “Ele ficou com a imunidade baixa, emagreceu bastante durante esse período e não conseguia comer direito. Ele também ficou sem ir a escola e até hoje ainda apresenta algum incomodo na garganta”, contou Patrícia.

Quando Bruno começou a apresentar os sintomas, Patrícia o levou a emergência médica e lá ao seu filho foi receitado remédio para enjoo, soro e a ingestão de bastante água. Apesar da melhora no quadro, o próximo passo da família será levar Bruno para um gastroenterologista, para investigar o quadro a fundo.

Segundo a médica pediatra Anna Márcia Maranhão, a transmissão da gastroenterite é fecal-oral e os sintomas da doença se apresentam por colocar objetos contaminados na boca e também pela ingestão de alimentos e água contaminados. “O causador da gastroenterite pode ser o vírus, a bactéria ou o parasita e o tratamento vai depender de cada causador. Mas o cuidado principal que se deve ter para evitar a doença é por meio da manutenção da hidratação com sais para reidratação oral, água e sucos”, informou.

A médica ainda ressaltou que são muitos os casos que chegam até ela de sintomas que indicam a gastroenterite, que o número de casos, em dias quentes, podem ultrapassar os 50%, e que, além do vômito e da diarreia, a criança ainda pode apresentar febre e dores abdominais.

Ela também explica que o verão se torna o ambiente mais propício para a proliferação da doença devido as chances de contaminação dos alimentos aumentada pelo calor e também por ser a época das férias, viagens e de idas frequentes a praia e piscinas.


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