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A distribuição de vacinas está suspensa em todos os municípios de Alagoas. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), houve um problema técnico na câmara de resfriamento que fica na Central do Programa Nacional de Imunização em Maceió.

A previsão é de que a vacinação seja retomada somente na próxima segunda-feira (21).

A reportagem da TV Gazeta apurou que, em algumas unidades de saúde, as doses já estão em falta, inclusive. No município de Matriz de Camaragibe, no Norte do estado, mães denunciaram que não estão conseguindo vacinar os filhos.

Na entrada de uma unidade de saúde da cidade, um aviso mostrava os dois tipos de vacina que estão em falta: DTP e Penta. O Município diz que, desde dezembro, o Estado não envia mais vacinas. “Estamos trabalhando com a vacina de dezembro, e as doses do rotavírus e da Vip estão prestes a acabar”, disse uma funcionária.

A Sesau já mandou um comunicado para todas as unidades de saúde, avisando que a distribuição de vacinas para os 102 municípios está suspensa. Isso porque houve um problema técnico na câmara de resfriamento, que fica na Central do Programa Nacional de Imunização em Maceió.

“Entre os dias 3 e 4 de janeiro, a temperatura da câmara começou a oscilar de forma muito inesperada e, no dia 4, foi constatado que tinha uma peça que, se não trocasse imediatamente, ela iria parar de vez, e correríamos o risco de perder todas as vacinas. Desde o dia 4, estamos comunicando aos municípios que deixaríamos de distribuir as doses possíveis de aprazamento, ou seja, as que podem ser administradas depois, sem prejuízo, e priorizamos a distribuição dos soros e das imunoglobulinas”, esclareceu a superintendente de Vigilância em Saúde, Mardjane Alves.

O Estado salienta, no entanto, que o problema já foi resolvido e que não houve perda de vacinas. “A câmara já está funcionando desde ontem e se encontra na temperatura adequada. Precisamos só aguardar mais 48 horas para que se estabilize. Não houve perda porque monitoramos com muito cuidado o processo de resfriamento e, logo que percebemos que haveria risco, os imunobiológicos foram retirados e colocados em uma câmara temporária”, reforçou Mardjane.

Ainda conforme a Sesau, a previsão é de que a distribuição das vacinas seja retomada na próxima segunda-feira.


O período do verão – entre dezembro e março – exige maior cuidado dos brasileiros em relação aos acidentes com escorpiões, já que o clima úmido e quente é considerado ideal para o aparecimento desse tipo de animal peçonhento, que se abriga em esgotos e entulhos.

A limpeza do ambiente e a adoção de hábitos simples, de acordo com o Ministério da Saúde, são fundamentais para prevenir picadas.

No ambiente urbano, a orientação para evitar a entrada de escorpiões em casas e apartamentos é usar telas em ralos de chão, pias e tanques, além de vedar frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas.

Os cuidados incluem ainda afastar camas e berços das paredes e vistoriar roupas e calçados antes de usá-los. Já em áreas externas, a principal dica é manter jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico.

Também é importante manter todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento e, portanto, atraem os escorpiões. Outra recomendação é manter o gramado sempre aparado, não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos e usar luvas e botas de raspas de couro na hora de manusear entulhos e materiais de construção e em atividades de jardinagem.

O ministério não recomenda o uso de produtos químicos como pesticidas para o controle de escorpiões. “Estes produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes”, informou.

Populações mais expostas

Os grupos considerados mais vulneráveis são trabalhadores da construção civil, crianças e demais pessoas que permanecem grande parte do tempo dentro de casa ou nos arredores e quintais. Nas áreas urbanas, também estão sujeitos a picadas trabalhadores de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, que manuseiam objetos e alimentos onde os escorpiões podem estar escondidos.

Acidentes

A maioria dos acidentes com escorpiões, segundo a pasta, é leve, com quadro de início rápido e duração limitada. Nessas situações, a pessoa apresenta dor imediata, vermelhidão, inchaço leve por acúmulo de líquido e sudorese localizada, com tratamento sintomático.

Crianças abaixo de 7 anos têm mais chance de apresentar sintomas como vômito e diarreia, principalmente quando picadas por escorpião-amarelo, que pode levar a casos graves e requer a aplicação do soro em tempo adequado.

As recomendações incluem ir imediatamente ao hospital de referência mais próximo e, se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie. Limpar o local da picada com água e sabão, de acordo com o ministério, pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida ao serviço de saúde.

A lista de hospitais de referência para utilização do soro antiescorpiônico pode ser acessada aqui.

Números

Dados do ministério mostram que, em 2018, foram contabilizados 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões no Brasil. Em 2017, foram 125 mil registros. Os números, de acordo com a pasta, ainda são preliminares e serão revisados. Em 2016, foram 91,7 mil notificações. Em relação às mortes, 115 óbitos foram registrados em 2016 e 88 em 2017.


Um balanço divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), nesta quarta-feira (9), mostra que os casos confirmados de sarampo no País chegaram a 10.274.

As infecções se concentram no Amazonas e Roraima, que enfrentam um surto da doença. Ao todo, 12 pessoas morreram por causa de complicações do sarampo nesses estados e no Pará.

Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe também registraram casos da doença.

O vírus que infectou os pacientes possuiu o mesmo genótipo daquele que circula na Venezuela, o que indica que ele tenha sido importado do país. Há dois anos os venezuelanos sofrem com o surto do sarampo.

Reforço

Contudo, o Ministério da Saúde ressalta que o pico das infecções já passou e que o ritmo de novas notificações tem diminuído. Além do envio de 15,5 milhões de doses da tríplice viral, a pasta também enviou técnicos e equipes de investigação, capacitou profissionais, repasse de apoio financeiro e envio de kits de laboratório, sobretudo ao Amazonas.


Adultos diagnosticados com esclerose múltipla remitente recorrente poderão utilizar o medicamento acetato de glatirâmer na versão de 40 miligramas (mg) via Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, a rede pública oferta apenas a versão de 20 mg. De acordo com o Ministério da Saúde, a incorporação vai permitir que o paciente reduza de sete para três as doses injetadas todas as semanas, garantindo maior qualidade de vida.

A esclerose múltipla pode ser classificada por níveis de evolução clínica. Casos remitentes recorrentes têm por características surtos autolimitados de disfunção neurológica com recuperação completa ou parcial. Segundo a pasta, cerca de 85% dos pacientes com a doença são inicialmente diagnosticados como remitentes recorrentes. Os outros níveis são secundariamente progressiva e primariamente progressiva.

A doença afeta normalmente adultos entre 18 e 55 anos de idade. Além disso, é duas a três vezes mais frequente em mulheres. Entretanto, crianças e idosos também podem ser atingidos.

No mundo, estima-se que a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com a enfermidade. No Brasil, o cálculo do ministério é que em torno de 35 mil pessoas convivam com a esclerose múltipla, sendo que cerca de 15 mil estão em tratamento atualmente no SUS.

Entre os principais sintomas estão fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição.


Caracterizada por manchas na pele e perda da sensibilidade, a hanseníase teve 334 novos casos em Alagoas no ano passado. Em 2017, foram 307 deles.

Para prevenir e conscientizar quanto a doença, também conhecida como lepra, foi estipulado o Janeiro Roxo, promovido no Estado pela Secretaria de Saúde (Sesau).

A ideia é informar os alagoanos sobre a hanseníase, que tem tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a assessora técnica da Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau, Rafaela Siqueira, o diagnóstico precoce é essencial para o não aparecimento de sequelas mais graves.

“O período de incubação da bactéria no corpo é muito longo e, por isso, a busca ativa por casos deve ser realizada nas UBS [Unidades Básicas de Saúde] dos municípios, por profissionais da Atenção Básica”, explica a profissional, lembrando que a enfermidade é infecciosa e contagiosa.

De acordo com ela, os primeiros sinais a serem observados são manchas na pele, com perda de sensibilidade. “Nos primeiros sinais de manchas na pele, com alteração da sensibilidade térmica ou dolorosa, do comprometimento neural periférico em mãos, pés e face, é necessário procurar uma unidade de saúde para o diagnóstico”, recomenda.

Rafaela Siqueira ressalta ainda que a hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen e não é hereditária. “A transmissão se dá entre pessoas e, por isso, ao apresentar a forma infectante e não se tratar, ela acaba eliminando o bacilo pelas vias respiratórias, podendo transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis”.

Ao tomar a primeira dose do medicamento, entretanto, a transmissão já é interrompida. Em casos mais graves da doença, o paciente deve ser encaminhado para centros de referência, que em Alagoas são quatro – Hospital Universitário e II Centro de Saúde, em Maceió; Centro de Referência Integrada de Arapiraca e Ambulatório da Hanseníase, em Delmiro Gouveia.

Rafaela Siqueira revela que um dos desafios enfrentados pelos profissionais de saúde é o alto índice de abandono ao tratamento. “Em sua forma falciforme, a hanseníase tem um tratamento de seis meses e, na fase multiforme, ele sobe para 12 meses, que pode ser prolongado em casos específicos. Com o abandono, a hanseníase volta se desenvolver e ainda pode acarretar resistência à medicação”.


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) lança, neste final de semana, por meio de veiculação nas TVs locais, uma campanha focada no estímulo à testagem rápida para o diagnóstico da infecção pelo HIV. A meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a fim de controlar a epidemia mundial até 2030, é a 90/90/90.

A intenção é que 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam que têm o vírus, 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebam terapia antirretroviral e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral indetectável e não mais possam transmitir o vírus.

A campanha publicitária é composta por um filme de 60 segundos que será veiculado nos canais de TVs locais, salas de cinema de Maceió e Arapiraca e nas redes sociais da Sesau.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Mardjane Lemos, a campanha é focada, principalmente, na primeira etapa da meta, cujo intuito é estimular e ampliar a testagem rápida para que as pessoas infectadas com HIV possam iniciar o tratamento o mais rápido possível.

A campanha também abordará novas estratégias de prevenção, como, por exemplo, a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), que surgiu como ferramenta complementar no enfrentamento da epidemia de HIV, ampliando a gama de opções que os indivíduos têm para se prevenir contra o vírus e oferecendo mais alternativas – cientificamente eficazes – em relação à única opção disponível até pouco tempo atrás: o preservativo.

“A campanha terá uma linguagem que busca desmitificar o medo que as pessoas têm de realizar a testagem rápida, esclarecendo sobre a necessidade de fazê-la. Nossa recomendação é que as pessoas sexualmente ativas ou que já tiveram relação sexual sem preservativo em algum momento da vida se submetam ao teste uma vez ao ano, independente de qualquer sintoma”, orientou a superintendente.

Ainda de acordo com a superintendente, pessoas contaminadas com HIV que passam a tomar os antirretrovirais já conseguem ter uma expectativa de vida “bem perto da normal” graças aos avanços no tratamento.

“Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o tratamento. Menos comprimidos, menos efeitos colaterais. É possível que uma pessoa que inicie o tratamento continue como portador pelo resto da vida sem que desenvolva a Aids. Ela tem uma qualidade de vida, obviamente desde que se cuide, semelhante à de uma pessoa que não é portadora do vírus. Quem faz o tratamento e se mantém indetectável não transmite o vírus. Tem uma cadeia de transmissão que é quebrada a partir do diagnóstico e do início do tratamento”, explicou.

A campanha é encenada, mais uma vez, pelo empresário Thiago Casado Lima França, o Careca, visto que ele tem forte apelos nas redes sociais, com linguagem acessível e de fácil compreensão, o que ajudou no sucesso da campanha passada.

“Ele consegue ser ouvido. É um tema muito denso. Falar de HIV não é fácil, mesmo sabendo que o tratamento é eficaz. Então, ter uma figura que aborde o assunto de maneira mais suave, com informações muito sérias, é bem interessante”, afirmou Mardjane Lemos.

Uma novidade desta campanha é o uso da tecnologia para informar os usuários de telefonia móvel sobre a importância do teste rápido. A ação é voltada para telefones pré-pagos, que, após terminado o pacote de dados móveis, darão a opção de o usuário assistir ao vídeo da campanha. No final da exibição, ele terá que responder a uma pergunta sobre o vídeo e, se acertar, ganhará mais um dia de internet no seu aparelho. Outras mídias, como outbus, jornais e webbanners, veicularão a campanha incentivando o uso da camisinha e de outros métodos preventivos, complementando as ações.


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