Caso Reyneri: Réus condenados a mais de 20 anos de prisão

| Redação Rádio Sampaio


 

Apontado como mandante do crime, Arnaldo Cavalcante Lima, o “Arnaldo do Detran”, foi condenado a 21 anos e sete meses de reclusão em regime fechado.

 

Paulo Roberto Xavier de Araújo (Paulo Bala) e Rogério Ferreira Dos Santos, o “Cabo Lelo”, pegaram 21 anos. “Lelo”, além da condenação também perderá a farda da PM.

 

Ely Oliveira, apontado como autor material do crime, foi condenado a 26 anos. Foram negados os pedidos de apelação em liberdade.

 

Os réus foram julgados pelo 3º Tribunal do Júri da Capital. O julgamento teve início na manhã de quinta-feira (15) e conduzido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal, no Fórum do Barro Duro.

 

O júri popular que condenou os assassinos de Reyneri Canales, durou 14 horas.

 

Testemunhas

No julgamento dos acusados de envolvimento no assassinato do advogado e agropecuarista Alberto Reyneri Pimentel Canales Ybarra, além da declarante, a mãe da vítima, Helenilda Veloso Pimentel Canales, foi a primeira a ser ouvida, depoimento este que emocionou às pessoas ligadas à família – amigos e parentes, que faziam parte do público presente e pediam justiça.

 

“Meu filho me disse que se alguém matasse ele, seria o senhor ‘Arnaldo do Detran’. Houve uma briga e um ano depois ele mandou matar meu filho. Ele disse a várias pessoas que ia matar o meu filho. Ninguém quis ser testemunha porque ele é uma pessoa perigosa”, afirmou Helenilda Veloso Pimentel Canales, mãe de Reyneri.

 

O juiz Geraldo Amorim ouviu  mais quatro testemunhas.

 

Na sequência, Paulo Roberto Xavier de Araújo, Rogério Ferreira Dos Santos, Eli Oliveira de Almeida e Arnaldo Cavalcante, acusados de envolvimento no assassinato foram interrogados.

A audiência partiu para os debates acalorados entre acusação e defesa.

 

Atuaram no júri o promotor do MPE Carlos Davi Lopes; os advogados assistentes de acusação Bruno Vasconcelos Barros e Thiago Pinheiro; o advogado Joanísio Pita de Omena Júnior (representando os réus Paulo Roberto e Ely Oliveira); os advogados Fernando Maciel e Thiago Henrique Marques Luz (réu Rogério Ferreira); e a advogada Lívia Maria Souza Brandão (réu Arnaldo Cavalcante Lima).

 

Abraçados, Helenilda Veloso, a mãe de Reyneri, os irmãos e sobrinhas do agropecuarista, eram emoção pura. Eles vibraram com a condenação dos quatro réus.

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Irmãos, mãe e sobrinhas do advogado Reyneri Canales, com o advogado Thiago Pinheiro e o promotor David Lopes.

 

O caso

O crime ocorreu na noite de 16 de agosto de 2012, na Fazenda Acapulco, propriedade da vítima, em Palmeira dos Índios. De acordo com os autos, os denunciados Paulo Roberto Xavier de Araújo, Rogério Ferreira Dos Santos e Eli Oliveira de Almeida entraram na Fazenda, encapuzados, e praticaram o homicídio.

Consta na denúncia que o crime foi motivado por uma briga que ocorreu anteriormente, na residência do advogado Lutero Beleza, onde a vítima esmurrou o também réu Arnaldo Cavalcante Lima, que para se vingar da agressão teria contratado os serviços de Eli Oliveira, para executar a vítima.

 

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