CASAL e MP desarticulam esquema para furtar água em Igaci

| Redação Rádio Sampaio


Até piscinas eram mantidas em clube particular com água da CASAL

A Casal (Companhia de Saneamento de Alagoas) em parceria com o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e a Polícia Militar deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (14) uma operação para combater o furto de água, por meio de ligação clandestina, na zona rural do município de Igaci, região metropolitana do Agreste.

Flagrantes foram realizados e várias pessoas foram presas, entre elas um funcionário que prestava serviço para a Casal. Ele usufruía do seu conhecimento e acesso para captar a água de maneira ilegal.

Proprietários de chácaras que mantinham piscinas e clubes através de ligações clandestinas também foram pegos. Uma outra pessoa envolvida no esquema, não satisfeita em usar a água para irrigar suas plantações, transportava-a em carros pipa e vendia o produto para as pessoas mais carentes.

“É lamentável que as pessoas tenham tão pouco compromisso com o próximo. Enquanto uns morrem com falta de água, outros a desviam de forma extremamente danosa”, disse o promotor de justiça do município, Luiz José Gomes Vasconcelos.

O engenheiro e vice-presidente de Gestão Operacional da Casal, Francisco Beltrão, disse não conseguir entender como que pessoas conseguem deixar uma cidade com carência de água em benefício próprio. “Como se deixa uma cidade sem água, enquanto poucos estão usufruindo e até produzindo o produto?”, questionou.

“Há mais de três meses estamos concentrados e focados em trazer água de Arapiraca para Igaci e, para a nossa infelicidade, hoje constatamos que criminosos estão desviando a água que tanto temos nos esforçado para conseguir”, disse Francisco Beltrão.

O engenheiro da Casal responsável pela operação disse que a Casal será rigorosa com as pessoas envolvidas nesse crime até que todas elas estejam na cadeia. “Uns com capim verde e outros com sede? Não, isso não vai continuar”, afirmou Beltrão.

Ligações clandestinas

Manifestações, quase que corriqueiras, da população de Igaci sobre a falta de água na cidade chamou a atenção do promotor. Vasconcelos procurou a Casal e foi informado que além da dificuldade de acesso da adutora em puxar água do rio São Francisco – por conta da baixa vazão – ao longo do percurso entre Arapiraca e Igaci existiam ligações clandestinas, dificultando o acesso a água na cidade.

A partir daí a operação foi planejada e terá continuidade. O promotor deixou claro que a operação vai e deve permanecer nos próximos dias, com monitoramento e fiscalização constantes.

“Sabemos que o fornecimento de água é deficiente, mas o que descobrimos aqui hoje é crime e as pessoas serão punidas”, concluiu Luiz Vasconcelos.

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