Foi enterrado nesta quarta-feira (11), no cemitério de Bezerros, o bebê de 1 ano e seis meses que morreu após ser estuprado. A Polícia Civil prendeu o padrasto, 29 anos, e a mãe, 27, da criança na terça, após confirmação de que ambos estariam envolvidos na morte do menino.

O Instituto Médico Legal (IML) identificou que o bebê teve perfuração no intestino e  morreu em decorrência de uma hemorragia interna. Os dois foram autuados em flagrante por estupro de vulnerável e podem pegar até 30 anos de prisão.

De acordo com as investigações, a mãe da criança teria conhecido o suspeito do crime a pouco mais de um mês. Desde então, eles residiam na casa com os três filhos dela. O delegado responsável pelo caso, Humberto Pimentel,  afirmou que a genitora mesmo percebendo que  a criança estava nos últimos dias com medo do suspeito, ela o deixou sozinho com o padrasto.

Em depoimento, a genitora alegou que deixou a criança sozinha com o padrasto para buscar os outros dois filhos em uma creche.  Ao chegar em casa encontrou o menino no sofá desfalecido e percebeu que no lugar da fralda descartável ele agora vestia uma cueca, ao dar banho na criança constatou sangramento.

Segundo o delegado, após ver a condição do bebê, ela demorou cerca de oito horas para socorrer o filho. Ao chegar no hospital, o bebê foi dado como morto, mas mesmo assim ela disse no hospital que o bebê tinha vomitado e estava indisposto. Não contando detalhadamente o que tinha visto. O médico, que examinou a criança percebeu algumas marcas no corpo do bebê e entrou em contato com o delegado.

“Se não fosse a perspicácia do médico, a criança poderia ter sido enterrada sem sabermos o que aconteceu. A mãe agia como se nada tivesse acontecido, só depois de termos apresentado alguns fatos é que ela detalhou em depoimento para a polícia as condições que tinha encontrado a criança”, avaliou o delegado. Os dois outros filhos dela, estão sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar e já estão com a avó materna.

 

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