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Acusados de torturar e matar Franciellen devem ir a júri popular na quarta-feira(23)

Os acusados de matar a jovem grávida Franciellen Araújo Rocha, 18, vão a júri popular na quarta-feira (23). Sentam no banco dos réus Vanessa Ingrid da Luz Souza, Thiago Handerson Oliveira Santos, Saulo José Pacheco de Araújo, Victor Uchôa Cavalcanti e Nayara da Silva. O julgamento acontece no Fórum do Barro Duro e será conduzido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim.

Os réus são acusados de homicídio triplamente qualificado, por torturar e queimar viva a jovem no dia 14 de fevereiro de 2013. De acordo com a denúncia, por volta das 19h30, no bairro Cruz das Almas, Franciellen Araújo foi espancada e torturada pelos acusados.

Durante a acareação em 2015, os réus entraram em contradição diversas vezes. De acordo com o Ministério Público (MP-AL), não restam dúvidas sobre a participação de cada um na morte da jovem.

Em depoimento, Vanessa Ingrid negou ter sido responsável pelo assassinato, mas admitiu que participou das agressões. Sobre a acusação de que ela teria planejado a morte de Franciellen por causa de ciúmes de Genilson dos Santos, o Ninho, namorado da ré à época, ela diz não saber se ele e a vítima tiveram um caso.

Emboscada e tortura

De acordo com a denúncia, por volta das 22h do dia 14 de fevereiro, a jovem foi levada ao Condomínio Residencial Serra Mar, na Serraria, onde a vítima teve braços e pernas imobilizados por fitas adesivas e teria desmaiado após uma série de espancamentos. Ainda viva, ela teve o corpo coberto por gasolina e foi carbonizada.


Ministério Público recomenda desativação do matadouro público de Quebrangulo

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) instaurou um inquérito civil para investigar irregularidades no matadouro público de Quebrangulo, no Agreste do estado.

No documento, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (21), o órgão recomenda ao prefeito da cidade, Marcelo Lima, que o local seja desativado até que os problemas sejam resolvidos, uma vez que não há a mínima condição de funcionamento

A investigação é baseada no relatório de visita técnica no matadouro realizada pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), em 2017.

Segundo o MP, o relatório aponta uma série de irregularidades, colocando em risco o meio ambiente e a saúde das pessoas que consomem as carnes do local.

A portaria foi assinada pelo promotor de justiça Maurício Mannarino Teixeira Lopes.


Ação Global vai oferecer serviços gratuitos em Palmeira dos Ínidos

A cidade de Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas, vai receber pela primeira vez a edição da Ação Global Nacional. Será no próximo sábado (26), das 8h30 às 17h, na Escola Estadual Humberto Mendes, com serviços gratuitos aos moradores do município e região.

A Ação Global é uma parceria da Rede Globo e o Serviço Social da Indústria (Sesi), e acontece anualmente em 27 cidades brasileiras. Esta é a 25ª edição.

Entre os serviços oferecidos estão emissão de documentos, serviços de saúde bucal, atendimento médico, vacinação, testes de Zyca, HIV e pé torto, orientação nutricional, recreação infantil, oficinas e inscrição no Programa Bolsa Família.

A edição deste ano focará na educação, direitos humanos e sustentabilidade ambiental. Por isso, serão realizadas atividades que abordam educação de qualidade; direito das mulheres, negros, LGBTT, idosos, soropositivos e públicos vulneráveis; e saneamento básico, água potável e reciclagem de lixo.


Moradia Legal III regulariza 1.300 imóveis em Palmeira dos Índios nesta quarta-feira (23)

O Moradia Legal III, programa de regularização fundiária do Poder Judiciário de Alagoas, entrega 1.300 títulos de propriedade a moradores de Palmeira dos Índios, nesta quarta-feira (23).

A iniciativa é uma parceria entre Tribunal de Justiça, Corregedoria-Geral da Justiça, Associação dos Notários e Registradores (Anoreg) e Prefeituras.

A solenidade de entrega dos títulos terá início às 10h, no Ginásio Poliesportivo Eneas Simplício, na rua Genésio Moreira, s/n, no bairro São Francisco.

Nesta terceira edição do programa, já foram contempladas 3.110 famílias de Maragogi, Campo Alegre, Junqueiro, Teotônio Vilela, São José da Laje, Jaramataia e São Miguel dos Milagres.

Em junho, está prevista a entrega de mais 2.354 títulos nas cidades de Delmiro Gouveia, Cacimbinhas e Carneiros.


‘Deus te fez assim e te ama’, diz papa Francisco a jovem gay

CIDADE DO VATICANO – O chileno Juan Carlos Cruz, que sofreu abuso sexual de um padre pedófilo, afirmou que o papa Francisco disse a ele que Deus o fez gay, “o ama assim e a mim não importa”, segundo o jornal espanhol El País. Este seria um dos comentários mais progressistas já feitos pelo pontífice sobre homossexualidade.

 

De acordo com o relato feito à publicação, Cruz recentemente teve uma longa conversa em particular com o papa na qual falou sobre os abusos que sofreu e a falta de ação por parte dos bispos sobre as denúncias.

 

“Haviam dito a ele que eu era praticamente um pervertido. Expliquei que não sou a reencarnação de São Luis Gonzaga, mas também não sou uma pessoa má. Tento não fazer mal a ninguém. Ele então me disse ‘Juan Carlos, você ser gay não importa. Deus te fez assim, te ama assim e a mim não importa”, contou o chileno ao El País. Ele também afirmou que Francisco pediu perdão “em nome do papa e da Igreja” por tudo o que Cruz passou.

 

Os comentários de Francisco foram elogiados pela comunidade LGBT como mais um sinal de que o pontífice quer fazer com que os homossexuais se sintam bem-vindos e amados pela Igreja Católica. Questionado sobre os comentários do pontífice feitos a Cruz, o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, disse à emissora CNN que “normalmente não comentamos as conversas particulares do papa”.

 

De acordo com o El País, Cruz foi vítima de abusos cometidos pelo padre Fernando Karadima. Um de seus discípulos era Juan Barros, quem Cruz acusa de estar presente durante os episódios de abuso.

 

Inicialmente, Francisco desprezou os relatos das vítimas e até mesmo de membros do seu conselho sobre abuso sexual. Em 2015, ele nomeou Barros como bispo do Chile. Outros bispos se opuseram à nomeação porque sabiam que o passado de Barros era problemático.

Ainda em 2015, Francisco recebeu uma carta de Cruz detalhando seus erros. Na ocasião, o papa enfureceu os chilenos ao dizer que as acusações contra Barros eram “calúnias” e que tinha certeza de sua inocência.

 

Na sexta-feira, todos os bispos chilenos puseram seus cargos à disposição do pontífice. Em declaração à imprensa, os 34 bispos convocados pelo papa para prestar conta sobre os escândalos de abuso sexual anunciaram que “todos” puseram suas “acusações nas mãos do Santo Padre para que livremente decida em relação a cada um”.

 

Entre os 34 bispos presentes na reunião estiveram vários dos acusados de terem acobertado durante décadas os abusos cometidos por Karadima, suspenso de forma vitalícia depois de ter sido declarado culpado em 2011 por abuso sexual de menores nos anos 1980 e 1990.

 

As demissões vieram após a divulgação dos detalhes de um relatório de 2,3 mil páginas produzido pelo Vaticano sobre os casos. Nas conclusões do papa sobre o documento, ele acusa os bispos de destruir provas dos crimes, pressionar os investigadores para minimizar as acusações de abuso e de cometer “graves negligências” na proteção das crianças contra padres pedófilos. / com AP


Ciro Gomes diz que Bolsonaro é o candidato fácil de derrotar

Ciro Gomes, pré-candidato a presidente pelo PDT

Se eleito presidente do Brasil, Ciro Gomes (PDT) promete revogar duas medidas de um “governo golpista” (teto de gastos e reforma trabalhista) e “deixar a porta aberta para dialogar com o PSDB”.

E torce para que um eventual segundo turno que conte com sua presença seja contra Jair Bolsonaro (PSL). “A rigor, gostaria muito de enfrentá-lo, me parece o candidato menos difícil de ser derrotado”, afirmou o ex-ministro ao ser sabatinado por Folha de S.Paulo, UOL e SBT, em São Paulo, nesta segunda-feira (21). Para Ciro, o adversário é fascista e tem propostas “toscas” para o país.

A aliança com o tucanato pode até ser “completamente disparatosa” do ponto de vista eleitoral, “para ficar numa palavra moderada”, mas é preciso pensar “no dia seguinte às eleições” e “ter a porta aberta para dialogar” com o PSDB, disse.

Alcançando 9% no último Datafolha em todos os cenários em que Lula (PT) não disputa a sucessão de Michel Temer (MDB), Ciro disse avaliar “o que está em jogo, para quem tem responsabilidade crescente como aquela que estou sentindo crescer sobre meus ombros”: a governabilidade.

Daí a necessidade de pensar no que aconteceria caso ganhasse o pleito, e isso inclui manter pontes com o PSDB, embora o partido, ao seu ver, tenha se aliado ao PMDB para dar um “golpe de Estado” (o impeachment de Dilma Rousseff) “antipobre e antipovo”.

O ex-ministro do governo Lula criticou o presidencialismo de coalizão, que chamou de “uma mentira sofisticada que FHC [PSDB] criou e a qual o PT se submeteu”.

“O modelo de lotear o governo com picaretas e o presidente ficar como testa de ferro nesta ladroeira” é, para o presidenciável, uma fórmula “para o fracasso”.

 

Seus entrevistadores, os jornalistas Fernando Canzian, da Folha de S.Paulo, Diogo Pinheiro, chefe de reportagem do UOL, e Carlos Nascimento, âncora do SBT, apertaram: mas como governar sem força no Congresso?

Ciro disse que a solução é aproveitar os “seis primeiros meses, que dão poderes imperiais ao presidente”, que costuma se eleger com minoria no Parlamento. Priorizaria, nesse período, as reformas fiscal (promete taxar mais os ricos e menos os pobres) e política. “Tenho história, não sou um poeta que chegou agora, como Bolsonaro, e acha que extremismo resolve problema.”

O pedetista afirmou que saberá como “negociar, que não é uma coisa errada”. “Só quem quer ser dono da verdade” acha que não é possível “negociar no atacado”.

Baixar os juros nos bancos, revogar medidas como a reforma trabalhista… Não estaria Ciro “avançando o sinal” e correndo o risco de cometer estelionato eleitoral, fazendo promessas que ele não pode cumprir?

Ele disse recear que “não consiga entregar” tudo o que gostaria, mas se comprometeu a fazer o máximo possível para tirar sua agenda do papel. Sempre negociando. “Não sou candidato a ditador do Brasil, candidato a ditador do Brasil é o Bolsonaro.”

Questionado sobre a reforma da Previdência, cuja votação estagnou no governo Temer, o pedetista propôs primeiro discutir se realmente há um déficit previdenciário.

“É possível afirmar que não tem déficit. Fomos criando puxadinho pra cá, puxadinho pra lá…” Sua tese: se considerarmos as receitas de contribuições (como patronal, Pis/Pasep, Cofins) e de loterias, “a soma disso paga a Previdência e sobra um tiquinho”.

Já outra reforma coqueluche de Temer que vingou, a trabalhista, “é uma selvageria”, afirmou. “Ela permite que um patrão descuidado aloque uma senhora grávida, prenha —que é uma maneira da gente chamar no Nordeste— em ambiente insalubre”. O ponto mais grave, segundo ele, é “o trabalho intermitente”. “No dia em que essa porcaria entregou em vigor”, quase 400 mil postos de trabalho foram destruídos, disse.

O teto de gastos, sancionado em 2017 para impedir o crescimento das despesas acima da inflação pelas próximas duas décadas e equilibrar as contas públicas, foi outro alvo, por possibilitar o congelamento de investimentos em áreas sensíveis como educação. “Não é possível que a gente tenha uma pedra no lugar do coração.”

VICES

Ciro foi questionado sobre três nomes que entraram no bolão de apostas para seu vice: os ex-prefeitos Fernando Haddad (PT), de São Paulo, e Márcio Lacerda (PSB), de Belo Horizonte, além de Josué Alencar (PR), filho do vice de Lula, José Alencar (1931-2011).

Definiu-os como “três amigos queridos”, mas afirmou que era cedo para cravar qualquer nome. Só confirmou uma conversa com Josué.

O vice ideal, para ele, é um homem ou uma mulher do Sudeste, ligado à produção.

A “aliança orgânica” que vê para seu governo é com o PCdoB, para formar “um polo de centro-esquerda mais comprometido com conjunto histórico de valores”, com o trabalhismo caro ao seu partido —o PDT de Leonel Brizola.

Após a sabatina, Ciro disse a jornalistas que se vê no segundo turno com o presidenciável do tucanato, Geraldo Alckmin. Essa concorrência seria muito mais desafiadora do que enfrentar Bolsonaro, “um extremista fascistoide”.

Se Haddad substituir Lula na chapa do PT, uma possibilidade aventada dentro do partido, “seria o céu”, disse, antevendo um “debate elegantérrimo” e “exclusivamente focado em ideias”.