Audiovisual alagoano é contemplado com R$ 15 milhões para editais

O audiovisual alagoano deverá ter neste ano de 2019 o maior aporte de recursos de sua história para a realização de filmes através de editais públicos, promovidos por órgãos locais em parceria com a Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Com o anúncio de convênio entre a Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) da prefeitura de Maceió e a agência ligada ao governo federal, nesta quarta-feira, 16, os produtores audiovisuais terão à disposição R$ 15 milhões para a execução de filmes e documentários, além de festivais de cinema.

 

Os recursos totais vêm da aprovação de projetos, para a realização de editais, por parte da FMAC, que garantiu investimentos de R$ 6 milhões, a Secretaria de Estado da Cultura com recursos de R$ 8,165 milhões e a Secretaria de Cultura, Lazer e Juventude de Arapiraca com valores de R$ 1,1 milhão.

De acordo com o  diretor de Políticas Culturais da fundação, Marcos Sampaio, Ancine destinará aos municípios e ao Estado, como constante nos editais aprovados pelos entes públicos, valores até cinco vezes maiores ao recurso investido localmente. Os recursos são provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

“Com relação ao Nordeste, para cada real colocado de contrapartida, a Ancine aporta R$ 5 a partir do FSA, que recebe recursos advindos da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), financiada pelas empresas operadoras de TV por assinatura e telefonia”, informa o diretor. O edital da FMAC deve contemplar três longas-metragem e dez curtas.

A notícia de aprovação dos pleitos tem sido comemorada por produtores alagoanos, que veem um momento histórico para o cinema local. O arapiraquense Leandro Alves, formado em cinema e já contemplado anteriormente em edital da FMAC, sabe da importância da realização dos anúncios públicos para a produção de filmes.

Atualmente, seu curta-metragem “Avalanche”, que segue em exibição por festivais, acabou de ser selecionado para a 6ª edição do Noida Internacional Film Festival, na Índia, com estreia internacional prevista para o próximo dia 25 de janeiro. A obra já tinha conquistado, quando lançada na Mostra Sururu de Cinema Alagoano, em 2017, o prêmio de Melhor Contribuição Técnica.

“Este é um curta-metragem que discute a cultura da violência. Uma violência arraigada em nossos costumes como uma tradição que nos acompanha há muitos séculos. E continua a ser aceita e alimentada por uma parcela da sociedade nos dias atuais. A produção do Avalanche foi realizada em 2016, com inspiração em muitos episódios reais ocorridos em cidades do interior nordestino”, pontua Leandro Alves, que comemora a possibilidade de realização de novas obras com os editais a serem lançados no Estado.

Em Arapiraca, primeira cidade do interior a lançar edital exclusivo para o audiovisual, a secretária de Cultura, Lazer e Juventude, Rosângela Carvalho, também destaca a conquista, que deve resultar na produção de quase uma dezena de filmes de longas e curtas-metragem na localidade e região. Ela informa que já foram realizadas reuniões com produtores audiovisuais, para definição dos encaminhamentos ao lançamento do edital, que deve ocorrer em breve. “O trabalho deve ser realizado com a participação e a opinião de quem faz cinema e analisado por equipe técnica da área”, ressalta a secretária.

Além de produtores, realizadores, diretores, a indústria do audiovisual envolve diversas outras categorias profissionais como atores, iluminadores, roteiristas, cinegrafistas, editores, técnico de som, entre outros e tem servido para abordar diversos temas, históricos, reais ou ficcionais de interesse da sociedade e ainda cumprir o papel de entretenimento e valorização da cultura alagoana.


Deixe uma resposta