Após indefinição, organizadores mantém vaquejada em Palmeira dos Índios

| Redação Rádio Sampaio


vaquejada-1024x552Após a indefinição provocada por um pedido do Ministério Público Estadual de suspensão da 25ª edição da Vaquejada Ulisses Miranda, em Palmeira dos Índios, os organizadores do evento confirmaram nesta quinta-feira (10) à noite que a competição deve acontecer normalmente até o próximo domingo (13).

Os realizadores chegaram a anunciar a suspensão do evento nesta tarde, enquanto aguardavam um posicionamento da Justiça. Mas, segundo eles, as provas e os shows que estão previstos para acontecer no sábado (12) estão mantidos.

“A recomendação do Ministério Público tomava como base uma decisão do STF [Supremo Tribunal Federal] que proibiu a realização de vaquejadas no Ceará. Mas, a decisão não foi sequer publicada, portanto não pode ser utilizada como base legal”, diz Henrique Carvalho, vice-presidente da Associação de Criadores de Cavalo Quarto de Milha.

De acordo com ele, além de não ferir a legislação, a competição não provoca nenhum tipo de maus tratos. “Os animais estarão com protetor de cauda, a pista tem um colchão de areia de 60 centímetros na área de queda, não é utilizado nenhum instrumento de choque. Enfim, está completamente adequada”, frisou.

Outro ponto abordado por ele é o que classifica como “relevância social” do evento. “A vaquejada em Alagoas gera cerca de 11 mil empregos. São centenas de famílias que dependem da atividade para sobreviver. O que faríamos com as pessoas contratadas para trabalhar neste evento especificamente?”, questionou.

Um dos organizadores da vaquejada, Zé Filho, confirmou por telefone que a competição está mantida e ressaltou a garantia dada pela Justiça para a realização das provas.

O evento promovido pela Associação dos Vaqueiros do Brasil tem início nesta quinta e segue até o dia 13 de novembro, no Parque de Vaquejada Ulisses Miranda, no povoado Palmeira de Fora, em Palmeira dos Índios.

Para a promotora de Justiça Salete Adorno Ferreira e o defensor público Fábio Ricardo Albuquerque de Lima, os organizadores e participantes da vaquejada praticam atos que caracterizam maus-tratos contra animais, uma vez que lhes causam sofrimento.

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