Alagoas ainda sofrerá muito com a atual tragédia ambiental, além dos prejuízos já causados pela Braskem

Óleo invade Rio Manguaba e atinge estuário de ostras em Porto de Pedras

As críticas que tomam conta das páginas e telas do mundo inteiro, além das redes e mídias sociais, sobre esse desastre ecológico que assola o Brasil, principalmente o Nordeste – o petróleo cru em águas brasileiras – chamam a atenção para que um País, que se diz em vias de desenvolvimento, há pelo menos 50 anos, não consegue sequer detectar de onde se originou tamanha tragédia. Já são passados dois meses.

O combate, sem dúvida, é muito difícil, mas, segundo especialistas do mundo inteiro, este seria mais razoável, descobrindo-se de onde se gerou esse mal ambiental que, além da nossa costa marítima, já invade rios, lagos, lagoas e já começa a afetar também a região Sudeste, com pequenos reflexos já em Santa Catarina, região Sul.

Mesmo com a grande Força Tarefa que envolve os governos federal, estaduais e municipais, órgãos federais, institutos, Organizações Não Governamentais (ONG’s), até internacionais, forças militares, além da participação solidária da população dos lugares atingidos, a cada dia surgem novos e graves focos. Os mangues existentes, particularmente em Alagoas, mananciais e fonte de vida e alimento de mais de 30 mil famílias, ao longo de rios e lagoas, já começam a ser, da mesma forma, infectados. A cadeia alimentar que envolve o ecossistema aquático está inevitavelmente comprometida.

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Alagoas ainda sofrerá muito com a atual tragédia ambiental, além dos prejuízos já causados pela Braskem

Em um momento grave e preocupante pelo qual o Brasil está passando, onde estariam inclusive os países, parceiros internacionais? Muitas são as teorias, opiniões e sugestões. Entretanto nada de concreto mesmo em termos de soluções, a não ser os paliativos recolhimentos do produto – o que não tem resolvido.

Pelo visto, e é opinião formada de grandes estudiosos mundo afora, isso ainda vai perdurar por anos a fio. A ajuda do Governo Federal, por meio do recurso do Defeso – no caso de Alagoas, mais duas liberações – não resolve o problema, visto que não se sabe até onde e quando essa tragédia vai continuar causando danos irreparáveis.


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