Agentes penitenciários controlam princípio de motim em presídios de Alagoas

| Redação Rádio Sampaio


Movimentação no Cadeião e no Cyridião teria ocorrido após a transferência de presos para outra unidade

Agentes do sistema penitenciário controlaram, na tarde desta segunda-feira (16), um princípio de rebelião ocorrido na Casa de Custódia, mais conhecida como ‘Cadeião’, e também no presídio Cyridião Durval, ambos localizados  no complexo prisional de Maceió, na parte alta da cidade. Por meio das redes sociais, circularam áudios e imagens que seriam de um morto durante o motim, mas até o momento não houve confirmação por parte de autoridades da Segurança Pública. Apesar das informações repassadas pelo sindicato, a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social informou que, de fato, houve um princípio de tumulto, mas este teria acontecido no Presídio Baldomero Cavalcanti.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen), Kleyton Anderson, as unidades  tiveram um princípio de ‘motim’, mas a intervenção rápida das equipes que estão de plantão no complexo prisional evitou a rebelião. “Agora, após o trabalho dos nossos agentes, a situação está devidamente controlada”, expôs o presidente da entidade. No começo da noite, o sistema prisional recebeu reforço de equipes da Polícia Militar para o policiamento na área externa.

Ainda segundo  Kleyton, suspeita-se que o motim tenha tido como causa a transferência de 240 presos que foram levados para o Presídio do Agreste, onde vão ficar por tempo indeterminado. Familiares dos detentos que foram levados chegaram a fazer um protesto à porta do complexo prisional, fechando a via e colocando foco em entulhos. Mas, apesar do protesto, a transferência foi mantida.

Segundos o secretário de Ressocialização e Inclusão Social,  Marcos Sérgio, a transferência é mais uma medida significativa do Estado, buscando evitar a ocorrência de conflitos internos nas unidades prisionais. Ao todo, 480 presos serão movimentados entre as unidades como forma de evitar confrontos e rebeliões nas dependências do sistema prisional alagoano, como vem acontecendo em presídios de outros estados.

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